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Sepulcro – Kate Mosse

Duas jovens são unidas por um místico baralho de tarô. A história de Léonie, uma simples garota francesa é entrelaçada na de Meredith, que busca apenas desvendar os mistérios envolvendo Claude Debussy, e quem sabe no caminho conhecer mais de sua família. Em Sepulcro, assim como em Labirinto: o primeiro sucesso da autora, Kate Mosse alterna a narrativa entre as duas personagens, desvendando aos poucos os mistérios da trama.

Meredith Martin está tentando juntar os pedaços da vida de Claude Debussy, para escrever “A” biografia do compositor. Este pretexto a leva à França munida da única herança que lhe foi deixada: a foto de um soldado e a partitura de uma música, com o escrito “Sepulcro 1891”. Durante a sua busca por pistas na capital francesa, seu caminho se cruza com o de uma cartomante, Laura, que lê seu destino nas cartas de tarô.

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Sense and Sensibility and Sea Monsters – Jane Austen & Ben H. Winters

 

Sense and Sensibility and Sea Monsters_capa

Dentre as obras de Jane Austen, as mais conhecidas são, sem dúvida, Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade. Em 2010 li a versão satirizada de Orgulho e Preconceito, escrita por Seth Grahame-Smith: Orgulho e Preconceito e Zumbis; e feliz com o resultado obtido pelo autor, não hesitei em comprar Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar.

Ambos os livros são editados pela Quirk Books, uma editora norte-americana que vem satirizando livros clássicos como os de Jane Austen e Léo Tostói ao acrescentar algum elemento como zumbis, alienígenas, zumbis… Recentemente a Editora Lua de Papel tem feito isso com livros de autores brasileiros, nos proporcionando títulos como O Alienista Caçador de Mutantes, Senhora, A Bruxa, Escrava Isaura e o Vampiro e Dom Casmurro e os Discos Voadores. Aparentemente virou tendência =P

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Pequena Abelha (Chris Cleave)

Quando o livro Pequena Abelha foi lançado o foi com estardalhaço, mas um estardalhaço que ao mesmo tempo era barulhento e não entregava nada. Pegue o livro, leia a contracapa e suas orelhas, nada ali entrega sobre o que ele trata, tudo o que sabemos do livro é isto:

“Esta é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquela que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa…”

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A Menina Que Não Sabia Ler (John Harding)

Quando li sobre este livro a primeira vez, devido ao título do mesmo, pensei que o foco da história seria na relação de Florence, a protagonista, com os livros… mas, é como digo, as traduções dos títulos muitas vezes deixam a desejar e podem nos levar à conclusões errôneas. Qual a lógica em traduzir o título original Florence and Giles para A Menina Que Não Sabia Ler? Sim, há a relação de Florence com os livros e isso de certa forma influencia a história, mas mais do que isso o livro é um romance psicológico, sobrenatural e de mistério. Dá para perceber a predileção de Harding por Poe (vide às constantes citações de suas obras) e Henry James. Nota-se que Harding tentou imprimir em sua obra a mesma incerteza em que James nos deixa em A Outra Volta do Parafuso. Até que ponto os acontecimentos narrados por Florence são verdadeiros? Até que ponto só são frutos de sua imaginação?

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A Promessa do Mago (Cliff McNish)

Nunca gostei  muito de resenhar séries e trilogias, talvez pela dificuldade em lidar com a continuidade e os spoilers, dos quais você não consegue fugir a partir do segundo livro. Ou talvez, por não ter tido a oportunidade de começar a resenhar uma série desde o início, se não resenhei o primeiro livro podem ter a certeza de que não resenharei o segundo e isto foi sempre algo que me limitou, ainda mais quando eu não tinha o hábito escrever resenhas. Pela primeira vez li e resenhei todos os livros de uma trilogia e espero que tenham gostado, ou pelo menos que a surpresa da leitura não tenha sido estragada em meio aos spoilers. E como de praxe não custa nada avisar…

*Atenção, esta resenha contém spoilers referentes aos primeiros livros da série (O Sortilégio e O Aroma da Magia), leia por sua própria conta e risco.

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Terra em Chamas – Bernard Cornwell

O quinto volume das Crônicas Saxônicas foi lançado em maio deste ano. Sim, demorei pra ler e resenhar, mas fazer o quê? Esqueci meu exemplar na casa dos meus pais mais de uma vez, e só consegui ler quando coloquei ele na bolsa e levava pra todo canto… Continuar lendo

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O Aroma da Magia (Cliff McNish)

*Atenção, esta resenha contém spoilers referentes ao primeiro livro da série (O Sortilégio), leia por sua própria conta e risco.

Em O Sortilégio acompanhamos o embate de Rachel e Dragwena, embate esse que a menina venceu com a ajuda do mago Larpskendya.  Com Ithrea livre do poder da bruxa às criaturas foi permitida uma escolha, retornar a Terra como crianças ou permanecer em Ithrea e fazê-la dela seu lar. Rachel e Eric voltam para casa, mas não voltam sozinhos, um Morphet criança os acompanha, além de alguns prapsis e outras criaturas. Mas, a Bruxa que todos acreditavam estar destruída para sempre ainda preparara uma surpresa. Dragwena sem que ninguém percebesse empreendeu uma longa jornada até Ool, o lar das bruxas, essa jornada foi empreendida sob a forma de uma fonte de energia; energia essa que não foi suficiente para trazer a bruxa de volta a vida, mas foi o suficiente para que Dragwena relatasse seus infortúnios e sua sede de vingança à Heebra sua mãe. Continuar lendo

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As Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá – Lewis Caroll

 

As Aventuras de Alice no Pais das Maravilhas e Atraves do Espelho e o que Alice Encontrou por La_capa

Este é um dos livros que comprei na Bienal do Livro de São Paulo. A edição lançada pela Editora Zahar tem uma qualidade incrível! Capa dura, com folhas grossinhas (daquelas meio amareladas, sabe?). Tudo isso por meros R$13,90. E não é preço de bienal! É o preço normal por aí!

Bom, primeiramente, achei lindo colocarem as duas histórias em um livro só. Simplesmente porque o contato que eu tinha com Alice eram os dois filmes: a animação da Disney e a versão nova, com direito a Johnny Depp.

E, como no filme com o Johnny tinha e não tinha coisas que estavam no filme da Disney, fiquei curiosa para ler e saber quais os elementos que eles aproveitaram em cada uma das histórias.

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O Sortilégio (Cliff McNish)

Ithrea, esse é o nome do mundo criado por McNish. Mundo em que ele colocava todas as histórias que contava para sua filha Rachel, mundo que tomou forma, cresceu e deu origem a uma trilogia, a Trilogia da Magia. Ithrea é um planeta que está sob o domínio de uma poderosa e maléfica bruxa, Dragwena. A Bruxa durante muitos anos tem, literalmente, roubado crianças do nosso mundo e as transformado em seus escravos, aqui chamados de Neutrana. Rachel e Eric foram suas mais novas vítimas e tudo porque Rachel parece conter poderes que muito interessam a Bruxa. Ela não está atrás de novos escravos, ela quer uma parceira, alguém para transformar a sua imagem e ajudá-la na conquista de novos mundos. Será que encontrará em Rachel aquilo que tanto procura?

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A guardiã do farol – Jeanette Winterson

A Guardia do Farol_capa

Conte uma história, Fe.

 

Que tipo de história?

Sua história com este livro

Eu sou absolutamente contra quem julga um livro pela capa, afinal, um desenho dificilmente diz muito sobre as palavras que estão contidas no livro. No entanto, minha própria história literária me condena. Já comprei livros pela capa. Conheci Bernard Cornwell, o autor da minha vida, porque me apaixonei pela capa de “O Arqueiro” láááá em 2002.

Então, sempre que entro em uma livraria (o que nos últimos tempos tem sido uma tarefa árdua porque elas parecem que estão em extinção, assim como meu tempo livre para visitá-las) eu me deixo levar pelo mar de capas até que uma delas, como um farol, chama minha atenção e chama meus dedos, implorando que eu o pegue. Foi assim com O Arqueiro. E foi assim com A Guardiã do Farol.

Comecei a ler o livro durante o almoço corrido do dia em que foi comprado, no começo de setembro e fiquei grudada nas palavras. Conheci Silver, uma menina que nasceu no ângulo e viveu assim desde então, e me viciei no seu jeito ágil de narrar as coisas.

Não é agilidade porque a história seja corrida, embora também seja. É ágil porque parece quase um fluxo de pensamentos, uma idéia correndo atrás da outra, em uma corrida para ver quem chega ao papel antes. É uma delícia de ler, e faz com que a leitura flua rapidamente. Graças a isso, terminei o livro durante a semana mais agitada dos últimos tempos.

Silver, depois de perder a mãe, é levada ao farol de Salts, a insignificante cidade litorânea onde mora, e fica aos cuidados do cego Sr. Pew, o guardião do farol.

Contador de histórias, Pew conhece todas as histórias de Salts, e mais algumas, trazidas por marinheiros que aportavam na cidade. Sempre houve um Pew no cabo Werth, então suas histórias incluem fatos de duzentos anos antes, quando a história do farol estava ligada à de Babel Dark. E a narrativa do livro se divide entre Silver, tentando reconstruir sua vida, e Dark, tentando sobreviver à vida. O livro é uma história de amor, é a história de Silver tentando se adequar a um mundo tão diferente dela mesma, que parece que ela não pertence a ele; é a história de Dark se adaptando a um mundo em que tudo que importava foi perdido.

A narrativa é como um quebra-cabeça: aos poucos Pew e Silver nos dão os pedaços da história, e apenas no final conseguimos ver a figura completa. É fascinante!

O ponto mais forte do livro, pra mim, é ver, em um livro, como perdemos a habilidade de contar histórias. Hoje em dia, as histórias nos são contadas por livros, não por pessoas, e não temos a capacidade de contar nossa história. Nossa luz está perdida no mar e não resgata navios à deriva. Precisamos contar nossa história ao mundo, mesmo que pareça que ninguém quer ouvir.

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