Arquivo da categoria: Resenhas da Núbia

Um Drink Antes da Guerra (Dennis Lehane)

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Um Drink Antes da Guerra foi publicado em 1994 e marca a estreia de Lehane na ficção policial. É neste romance que também somos apresentados à dupla de detetives que protagonizam muitos dos livros publicados pelo autor: Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Confesso que a dupla não me era desconhecida, há muito tempo já havia lido Gone, Baby, Gone e naquela época já havia sido cativada pela narrativa sombria e ácida de Lehane e por seus personagens.

“Pessoas morreram no verão passado. Quase todas inocentes. Algumas mais culpadas que outras.
E pessoas mataram no verão passado. Nenhuma delas era inocente. Sei disso; fui uma delas. Por trás do cano de um revólver, mergulhei o olhar em olhos dominados pelo medo e pelo ódio, e neles vi meu reflexo. Apertei o gatilho para fazer com que desaparecesse.
Ouvi o eco de meus tiros, senti o cheiro de explosivos e, na fumaça, continuei a ver meu reflexo, e me dei conta de que sempre haveria de vê-lo.”

Os clientes da vez são três homens com bastante influência no jogo político da cidade de Boston: os senadores Sterling Mulkern e Brian Paulson e o deputado Jim Vurnan. O trabalho? Recuperar documentos comprometedores que podem afetar um projeto de lei polêmico na próxima semana. Esses documentos foram roubados por Jenna Angeline, faxineira dos gabinetes de Mulkern e Paulson, que está desaparecida há nove dias. Só que quando Patrick encontra Jenna, descobre que há muito mais nessa história do que os políticos deixaram entender. E depois disso, a tarefa de encontrar Jenna e avisar os políticos toma um rumo completamente inesperado, principalmente quando as informações colhidas por Jenna a transformam em vítima e colocam Kenzie no fogo cruzado de gangues de rua. Continuar lendo

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Penelope (Marilyn Kaye)

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Todo leitor um pouquinho mais devotado sempre acaba implicando com algo quando um livro que já leu é adaptado para um filme ou série. E em grande parte das vezes, essas reclamações repousam no fato de que o filme ficou muito superficial e que os roteiristas não conseguiram passar para a tela as características mais marcantes de um determinado personagem. E quando é o contrário? Quando a adaptação parte do filme para o livro? Isso não é muito comum, mas vez ou outra acaba surgindo uma novelização de um roteiro cinematográfico. Penelope foi minha primeira experiência nessa modalidade. E já digo de antemão que não esperava muito da história, porque se dos livros para as telas já perdemos a profundidade dos diálogos, da tela para os livros temos como ponto de partida roteiros mais enxutos que se não forem bem explorados e mesmo expandidos pelo autor, acabarão culminando em uma narrativa pobre ainda que a história seja muito boa. E ainda que algumas das minhas preconcepções tenham se concretizado, gostei do trabalho que Marilyn Kaye fez com o roteiro da Leslie Caveny.

Penelope Wilhern é uma garota rica e tem tudo o que pode querer menos o que mais deseja: a liberdade. Tudo porque nasceu em uma família amaldiçoada. Tudo começou com seu tataravô que se apaixonou e engravidou uma empregada com a qual se recusou a casar quando a família assim determinou. A garota acabou suicidando-se e sua mãe que era bruxa rogou uma praga sobre a família Wilhern. A próxima menina nascida na família teria cara de porco e a maldição só seria desfeita quando alguém de sua mesma classe, alguém de sangue azul, a aceitasse como ela era. E Penelope teve o azar de ser essa próxima menina. Continuar lendo

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Bela Maldade (Rebecca James)

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Após uma tragédia, que marcou sua família profundamente, Katherine Patterson decide se mudar para uma nova cidade e iniciar uma nova vida, aproveitando o anonimato recém-adquirido. Tudo o que ela mais quer é passar despercebida em seu novo colégio e que ninguém desenterre o que aconteceu em Melbourne. Mas, seus planos estão destinados ao fracasso, porque Katherine chamou a atenção de Alice Parrie e logo as duas começam uma intensa amizade. Uma amizade que fornece a Katherine um alento pós-crise e à Alice toda a atenção que ela necessita, além de vir com um bônus, Robbie, apaixonado por Alice, que vem para completar o trio que a partir de então passa a ser inseparável. Inseparável até que em sua ânsia por ser o centro das atenções, Alice não se preocupa em ferir as pessoas, e Katherine ao perceber esse lado sombrio na amiga percebe que ela talvez não seja o tipo de pessoa para manter em sua vida. Mas, ai de quem ousar deixar Alice de lado.

Os personagens de Bela Maldade são bem coerentes e alguns cativantes. Se a protagonista Katherine não inspira lá muito amor com a sua estratégia de esconder seus sentimentos e se contentar em ser o capacho de Alice. O mesmo não se pode dizer de Philippa e Mick que nos pegam de jeito desde a primeira vez que aparecem. Quanto à antagonista, tenho lá meus receios. Alice, nas palavras de Katherine, além de bela é sociável e, apesar, do lado perverso sabe fazer uma pessoa se sentir querida e indispensável. Com a parte do perverso e da bajulação até concordo, mas ora bolas, uma pessoa para ser sociável teria no mínimo que ter um grupo de amigos (ou puxa-sacos, ou qualquer coisa que o valha) considerável. Mas Alice, parece apenas ter Katherine e Robbie em sua vida. A impressão que fica é que a autora definiu a imagem da personagem, mas esqueceu de trabalhar a narrativa de forma a deixar essa imagem coerente. Alice, mesmo que tivesse mil amigos, ainda poderia ficar ressentida ao ser deixada para trás por Katherine e fazer tudo o que fez. Ainda bem que mesmo James tendo pecado nesse lado, soube retratar o potencial destrutivo da personagem muito bem. E como a narrativa gira em torno dessa destruição, a gente acaba relevando essas incoerências na caracterização da personagem. Continuar lendo

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Uma Questão de Confiança (Louise Millar)

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“A doença de Rae nos deixou secos. Sou uma palha. Uma concha vazia. Não me admira que outras mulheres me evitem. Percebem que vou suga-las também. Talvez Tom esteja certo. Talvez tudo esteja relacionado a mim. Eu e meus intermináveis problemas. As mulheres percebem que preciso de tudo e que não tenho nada a oferecer em troca de amizade. Todas elas, ou melhor, menos Suzy.”

Uma Questão de Confiança (The Playdate) é o romance de estreia de Louise Millar. A autora trabalhou muito tempo como jornalista, publicando vários artigos principalmente em revistas femininas. Talvez venha dessa época a inspiração para os seus romances. Seus dois livros, o último em pré-venda, versam sobre o cotidiano familiar. Com protagonistas mulheres que se veem confrontadas com situações que promovem grandes mudanças em sua vida, seja a doença de um filho ou o assassinato do marido, e que precisam acertar o caminho novamente. Essa é a premissa a partir da qual Millar constrói seus romances com alta carga psicológica e que prometem brincar com o conhecimento do leitor. A autora acredita fortemente na máxima nem tudo é o que aparenta ser.

Em Uma Questão de Confiança, a história gira em torno de três mulheres, que também são narradoras: Callie, Suzy e Debs.

Callie e Suzy já se conhecem há pouco mais de dois anos e estabeleceram uma relação de amizade desde que Callie (mãe divorciada) mudou-se para a vizinhança com a filha Rae e não foi aceita pelos vizinhos. Suzy tem um casamento aparentemente perfeito, mas só aparentemente, porque nem os três filhos pequenos conseguem segurar Jez em casa. Callie e Suzie não tem nada em comum. Nada a compartilhar além de conversas superficiais e ainda assim são “melhores amigas”. Mas, na verdade essa amizade é quase uma relação salva-vidas para as duas. E Callie é bem ciente disso, para chegar a ser egoísta a respeito. Por quê? Que segredo é esse que aparentemente ela esconde para precisar se apoiar tanto nessa amizade? E quais serão as consequências do novo trabalho de Callie para essa amizade? Continuar lendo

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A Fortaleza de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do terceiro livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de Sharpe. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira links no final desta resenha.

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“Aliás, suar era a única coisa que ele tinha para fazer ali. Maldição. Aquela era uma companhia muito boa, e não precisava nem um pouco de Richard Sharpe. Urquhart comandava-a com muita competência, Colquhoun era um sargento magnífico, os homens estavam sempre tão satisfeitos quanto soldados podiam ficar, e a última coisa que a companhia precisava era de um oficial recém-promovido, ainda por cima inglês, que apenas dois meses antes era sargento.”

Índia, dezembro de 1803. Apenas alguns meses antes, a Batalha de Assaye representou grandes mudanças na vida de Sharpe. Naquela batalha ele salvou a vida de sir Arthur Wellesley e por isso ganhou a patente de alferes no 74° Regimento do Rei, mas, também perdeu o grande mentor Coronel McCandless por culpa do desertor William Dodd e sua vingança contra Hakeswill foi adiada mais uma vez.

Sharpe sempre acalentou o sonho de ascender no exército e ser um bom oficial, mas sua nova ascensão, longe de promover boas mudanças em sua vida, está é lhe trazendo muitos problemas. Os soldados não veem sua ascensão com bons olhos e é claro que além de perder o companheirismo que tinha quando ainda era apenas um soldado, eles também não o respeitam como oficial. E os outros oficiais, bem, estes o reprovam abertamente, veem nele alguém que usurpou um direito daqueles de bom nascimento. E o fato de ter sido alocado em um batalhão escocês também não contribuiu para melhorar essa situação. E sendo Sharpe como é ele até poderia suportar toda essa humilhação. Mas, quando lhe sugerem que venda a sua patente e lhe comunicam que após a batalha em Gawilghur ele será transferido para o batalhão de fuzileiros e que enquanto isso ele ficará responsável pelo comboio de bois, leia-se, bem longe do front de batalha. Sharpe não acha certo desperdiçar seu treinamento ficando retido na retaguarda do exército e percebe que é hora de mostrar seu valor e lutará como nunca. Continuar lendo

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Pequenas Maravilhas: como os micróbios governam o mundo (Idan Ben-Barak)

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O que são micróbios? O que eles fazem? Como eles influenciam nossa vida? São essas perguntas e outras tantas mais que Ben-Barak propõe responder em seu livro Pequenas Maravilhas. Apaixonado pelos seres microscópicos resolveu extravasar esse amor ao mundo e deixar registrado no papel o quão importante esses organismos são para o funcionamento da natureza e a manutenção da vida.

“Quero lhe contar algumas histórias sobre micróbios. Mas estou com um problema: se eu entrar em explicações detalhadas e rigorosas sobre ideias e termos biológicos, gastaria muito tempo e muito papel, este livro se tornaria um livro acadêmico e eu acabaria perdendo o leitor. Por outro lado, se eu simplesmente começar a tagarelar sobre fatores sigma e RNAsi, você talvez decida me mandar passear.

Não quero transformar você em um microbiologista. Ser microbiologista é uma coisa para a qual os microbiologistas é que foram mandados à Terra.”

Como bem evidenciado pelo autor no trecho acima, ele não quer formar microbiólogos e sim trazer informações sobre esses seres microscópicos, de forma que um leigo possa entender. Por isso, seu texto é simples, e apesar de citar processos complexos, ele o faz de forma clara e objetiva, mas faz questão de frisar que o processo é complexo e indica para os leitores mais curiosos, leituras complementares. Ah, e sim, como grande parte dos livros de divulgação científica, o livro é repleto de notas de rodapé, mas em sua maioria, além de complementares elas são bastante divertidas. Em algumas partes o texto beira à poesia, por mais que você neste momento esteja achando que é impossível fazer poesia envolvendo micróbios e que eu tenha que confessar que enxergar poesia na natureza é algo inerente à natureza do biólogo, culpada.

Micróbios estão envolvidos na fabricação do vinho, da cerveja e de mais um tanto de outros alimentos, alguns vivem nos ambientes mais inóspitos da Terra e outros tantos (milhões e milhões) vivem mais próximos de nós do que imaginamos. Você sabia que a razão entre células microbianas e células humanas em nosso corpo é de dez para uma? Um a dois quilos de nosso peso são puros micróbios, isso pode no mínimo até parecer nojento, mas tem lá seu motivo. Controle cerebral? Doenças e condições mentais que parecem estar associadas a micróbios? Isso sim é assustador, controverso, curioso, preocupante e de por caraminholas (isso se já não tiver outras coisas por lá) em sua cabeça. Mas as doenças são só uma ínfima parte de todas as informações que o autor traz. Continuar lendo

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Book Tour: Procura-se um Marido (Carina Rissi)

Procura-se um marido

Há tempos estava curiosa para conferir o trabalho da Carina Rissi. Perdida, seu romance de estreia, fez um sucesso estrondoso na blogosfera literária e já foi até publicado em outros países. Mas, como não tive a oportunidade de conferir a obra, fiquei muito feliz em poder participar do Book Tour de Procura-se um Marido, e a lê-lo só tive a certeza de que preciso ler Perdida o quanto antes.

Alicia tem 24 anos. Seu objetivo de vida? Aparentemente não parece ter nenhum a não ser que conte levar a vida inconsequentemente, testando todos os limites e a paciência do avô. A garota é sinônimo de problemas e internacionalmente! Seu trabalho, na galeria de um amigo, é levado nas coxas, sem um pingo de comprometimento por parte dela. Rica, mimada e voluntariosa, ainda bem que ela tem senso de humor ou poderia rolar uma antipatia imediata pela personagem…

O que Alicia não poderia imaginar é que sua vida de festas e aventuras seria abalada por fatores além de seu alcance. Seu avô, sua única família, morre. E além de ter ficado sozinha, durante a leitura do testamento uma surpresa: apesar de única herdeira, Alicia só terá direito à herança multimilionária de seu avô, após estar casada há mais de um ano. E enquanto a condição não é satisfeita, ela terá um emprego vitalício em uma das empresas do avô, mas, se contestar a decisão, ficará sem nada. Clóvis, o advogado de confiança do avô será seu tutor. E ela até pensou em não fazer nada e seguir aproveitando a vida, mas só até descobrir que seu emprego não era o cargo executivo que imaginava e ter que viver com o salário de uma secretária, além de ainda ter de aturar o Clóvis e a esposa mandando e desmandando na casa que era de seu avô! É assim que ela decide tomar uma atitude drástica: alugar um marido! Continuar lendo

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Esperando Por Você (Susane Colasanti)

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Marisa irá começar o segundo ano de Ensino Médio, e após o desastre que foi o ano passado, ela decide promover mudanças em sua vida. E junto com a amiga Sterling, decide se reinventar. Deixar a garota que todos acham esquisita para trás, fazer novos amigos e conseguir um namorado. E ela até já tem um em mente: o carinha tudo de bom com pinta de surfista Derek. Só que ele já tem namorada. Por outro lado, há Nash, de quem Marisa antigamente era amiga e com quem passava muito tempo, só que ela não o considera um namorado ideal com seu cabelo despenteado, a camisa sempre amarrotada e a mania de ficar corrigindo as pessoas o tempo todo.

“É estranho como se pode viver tão perto de alguém, crescer com ele, sem de fato saber quem ele é. Talvez você o conhecesse, mas agora você e ele são como estranhos. É esquisito como o tempo é capaz de mudar algo que você achou que continuaria para sempre inalterado.”

Essa amizade, pode até ter acabado há muito tempo, mas os trabalhos das aulas de ciências têm feito um bem enorme para reatar essa amizade. E no caso de Nash, fortalecer velhos sentimentos. Mas, como é por Derek que ela está interessada, ela deixa bem claro para Nash que não podem ser nada mais do que amigos. Então, porque é que mesmo depois que começa a namorar Derek, ela se sente incomodada por perceber que Nash seguiu em frente? E porque é que em vez do namorado, é o seu amigo que é seu confidente e com o qual ela passa mais tempo?

A narrativa da autora em alguns momentos chega a ser cansativa. Ela demora tanto a desenvolver alguns aspectos de sua história que é impossível não ficar entediada com o marasmo que ronda a vida de Marisa. Confesso que cheguei a ficar desanimada com o livro, e falo isso pela quantidade de vezes que interrompi a leitura porque nada me prendia às páginas. Então, foi com bastante animação que encarei as reviravoltas que finalmente injetaram ânimo na história a partir da metade do livro. Os personagens ficaram vívidos e os problemas enfrentados por eles, mais palpáveis. Continuar lendo

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Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins)

Lola

Lola Nolan tem 17 anos e vive as voltas com paetês, plumas, tintas, perucas e brilhos desde que se entende por gente. A garota, fissurada em modelitos diferentes, tem como sonho tornar-se design de figurinos para filmes e teatro. Nossa primeira experiência com Lola pode ser perturbadora em meio a tantas roupas brilhantes e perucas coloridas, verdadeiras fantasias que a menina usa diariamente. Mas, suas opiniões expressadas na forma de se vestir e seu jeito franco de ser acabam nos cativando. E somando a isso, Stephanie decidiu criar um núcleo familiar diferente para Lola. A garota tem dois pais: Nathan e Andy, e a forma como a autora trata sobre a questão das famílias homoafetivas é exemplar. Fiquei apaixonada por esses pais extremamente zelosos com a filha e que não medem esforços para vê-la feliz. Mesmo tendo de aturarem, a contragosto e às vezes com algumas discussões, o namorado roqueiro – e mais velho – da filha.

E gente, a história se passa em São Francisco, então, quem já leu Anna e o Beijo Francês e se lembra do destino de alguns personagens após a formatura na SOAP saberá quais são os personagens que estão novamente por aqui. E digo mais, podem até não ser o foco, mas têm papel bastante ativo nessa história.

Mas, voltando a nossa protagonista. Apesar do problema iminente envolvendo o namorado e os pais, Lola estava contente até ter seu mundo perturbado por problemas mais antigos envolvendo a casa ao lado. Ou melhor, os antigos moradores da casa ao lado, que há dois anos foram embora, mas que agora decidiram regressar. Para ser mais específica os gêmeos Calliope e Crickett Bell, em especial este último que sempre teve o dom de perturbar os sentimentos da garota e que há dois anos foi protagonista de algo que magoou Lola profundamente. Continuar lendo

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A Seleção (Kiera Cass)

A Seleção

Em um futuro (sei lá quão distante) os EUA deixaram de existir como o conhecemos hoje. Na última grande guerra o país foi derrotado e ficou sob o poder da China durante muito tempo, até que revoluções conseguiram restaurar um pouco de sua soberania. Foi assim que surgiu Illéa. Desta vez sob um regime monárquico, com a sociedade dividida em um sistema de castas para lá de incongruente e com mobilidade social praticamente nula, tirando algumas raras oportunidades, bastante dificultadas pela burocracia, como o serviço ao exército e o casamento. E com o príncipe chegando à maioridade é chegada a hora da Seleção, o evento televisionado para todo país e que representa a oportunidade de qualquer garota libertar-se das amarras de sua condição social e ser alçada a um novo mundo de joias e vestidos ao lado do príncipe Maxon, como futura rainha de Illéa. É essa oportunidade que a mãe de America quer agarrar com unhas e dentes, só que a garota não está nem um pouco animada com a ideia.

America Singer, ou Meri, é uma artista da casta cinco e vê nessa oportunidade sua separação de Aspen, o rapaz por quem é apaixonada e que é de uma casta inferior a sua, e seu confinamento em um palácio que vive sob constantes ataques dos rebeldes. Ela não tinha a intenção de participar da seleção, mesmo que para isso tivesse que vencer uma verdadeira batalha contra sua mãe.  Mas, quando o pedido parte de Aspen, que parece não estar preparado para levar um relacionamento mais sério com alguém de uma casta superior a sua, ela se inscreve e acaba sendo uma das 35 selecionadas para a disputa pelo coração do príncipe. Continuar lendo

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