Arquivo da categoria: Resenhas da Feanari

Não ouso dizer que são resenhas de verdade, já que eu não sou foda o bastante pra escrever uma de verdade. =P

The Name of the Wind – Patrick Rothfuss

The Name of The Wind

Kvothe está vivendo uma vida simples como dono de uma estalagem. No entanto, a sua vida pacata está para ser perturbada com a chegada de Chronicler, um colecionador de histórias. Ele enxerga através da farsa de “estalajadeiro” e convence Kvothe a contar a sua historia, que já virou boato em todos os cantos do mundo.

É assim que começamos a ouvir a versão verdadeira da lenda que ele virou. A história é dividida entre os três livros, e cada um representa um dia em que Kvothe a conta ao Chronicler. Como bom narrador, ele começa a narrativa com sua infância, para dar um bom pano de fundo sobre a personagem. Em alguns momentos, achei que ele se estendeu demais na narrativa – e que nada aconteça de fato, mas não acho que eu teria conseguido tirar alguma parte.

O autor conta bem os momentos que tiram Kvothe de onde está em um dado momento, e não senti que as coisas lhe vinham fácil demais, mas me irritou bastante o tanto que ele é convencido. Kvothe é bastante inteligente e aprende rápido, e por isso, ele acha que é melhor que todos ao seu redor (tudo bem que em alguns momentos ele é, mas um pouco de humildade não faz mal a ninguém). Continuar lendo

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Um Amor de Cinema – Victoria Van Tiem

Um Amor de Cinema

Durante toda a sua vida, Kensington Shaw se sentiu uma estranha em sua própria casa, ela chegou até a demitir a mãe, por acreditar que ela não estava cumprindo seu papel. Quando seu namorado, Bradley, a pede em casamento, ela finalmente vê uma chance de conseguir pontos com sua mãe. Infelizmente, no mesmo almoço, sua cunhada, Ren, anunciou que está grávida, e a novidade de Kenzi perdeu todo o seu impacto. Como se tudo isso não bastasse, ela recebe a notícia de que seu emprego depende de ela conseguir conquistar o mais recente cliente da empresa de publicidade em que ela (e Bradley) trabalham.

Ela só não esperava que fosse seu ex-namorado, Shane Bennett, fosse o tal cliente. Ele ameaça trocar de agência a não ser que Kenzi aceite viver com ele os momentos de dez comédias românticas, que teoricamente serviriam para inspirá-la no projeto. Começamos a acompanhar Kenzi enquanto ela vive momentos icônicos da telona, e sua vida parece que vira filme de verdade, com direito a traição, gravidez escandalosa, amizades falsas, vovós sábias e muito mais. A lista de filmes ajuda Kensi a se redescobrir, a perceber que está vivendo a vida para contentar a mãe, e não a si mesma, e lhe dá a coragem de que precisa para recomeçar. Continuar lendo

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Primeiro Amor – James Patterson & Emily Raymond

Primeiro Amor

Axi e Robinson são melhores amigos e quando ela decide que quer fugir da pacata cidade onde os dois moram, ele não hesita muito em ir com ela. Após roubar o primeiro de muitos veículos, a dupla faz um verdadeiro tour pelos Estados Unidos e passa por diversas situações que deixam um leitor mais certinho (como eu) de olhos arregalados. Axi sempre teve uma queda por Robinson, e logo percebe que é mais do que uma paixonite. Em termos de romance, o livro é super fofo, com dois adolescentes se entregando ao primeiro amor. Eu gosto bastante de acompanhar a evolução de romances, então este livro supriu essa vontade, e com o bônus de ser inspirado na vida do autor.

Aí, no meio da aventura e do romance, chega o drama. Desde o começo da história sentimos que a dupla tem algum grande segredo, e quando ele é revelado, não tem como não ficar chocado. Numa reviravolta digna de um romance do Nicholas Sparks, a fuga de casa se revela ser, na verdade, uma fuga do passado e do futuro, ambos definidos pela mesma doença. Continuar lendo

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Rebelde – Bernard Cornwell

Rebelde

Quer uma maneira melhor de terminar o excelente ano que foi 2014 do que com a resenha de um livro pelo qual aguardei uns bons 5 anos para ler? Explico: quase todas as séries escritas por Bernard Cornwell já vieram para o Brasil, mas a Editora Record nunca dava notícia de publicar As Crônicas de Starbuck, lançadas originalmente na década de 1990. Bom, finalmente chegou e eu tive o prazer de ler.

Os Estados Unidos estão divididos: os estados do norte e os do sul não concordam com a maneira que o país deve ser governado, e a situação chegou ao ponto em que a guerra é iminente. É nesse cenário que Nathaniel “Nate” Starbuck chega à capital da Virgínia, após abandonar os estudos em Yale para ficar com uma mulher. Nate é salvo da turba por Washington Faulconer, pai de seu melhor amigo – Adam, e é convidado a se juntar ao exército que ele está formando. Continuar lendo

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O Diário Secreto de Lizzie Bennet – Bernie Su e Kate Rorick

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro com uma grande fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

O Diário Secreto de Lizzie Bennet

A frase célebre que abre o romance mais famoso de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, também inicia a versão moderna deste clássico. Só que ao invés de ser uma fala da Sra. Bennet, está impresso em uma camiseta que ela dá a suas filhas. Ao modernizar o clássico inglês, a família Bennet tem duas filhas a menos, com Kitty e Mary virando uma gata e uma prima. Eles também mudaram de cidade, e moram no estado da Califórnia nos EUA, não na Inglaterra. Outras alterações também foram feitas: o par de Jane é Bing Lee (Bingley no original – e devo admitir que ri por uns 5 minutos com essa mudança), Pemberley é a empresa de Darcy (versus o nome da sua propriedade), a Sra. Gardiner é a orientadora da Lizzie, não sua tia, entre outras, todas feitas com o intuito de tornar mais real a modernização. Continuar lendo

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A Máquina de Contar Histórias – Maurício Gomyde

A Máquina de Contar Histórias

Vinícius Becker perde a esposa, Viviana, enquanto estava viajando para o lançamento de seu mais novo livro. Ele volta correndo para São Paulo, na tentativa de estar lá para o enterro, mas mal chega a tempo e sua filha mais velha, Valentina, deixa bem claro o quanto o despreza por ter permanecido longe da mãe nas suas últimas horas viva. O autor percebe que precisa reconquistar o amor das filhas, que mal conhece depois de anos dedicado exclusivamente a seus livros.

A outra filha, Vida, é pequena, então aceita o pai muito mais facilmente, mas Valentina não quer saber do pai por perto. Certo dia, Vinícius lê um e-mail de Valentina para uma amiga no qual ela fala sobre o pai. Na esperança de que a amiga possa ajudá-lo com a filha, ele lhe manda uma mensagem pedindo conselhos. Continuar lendo

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Morte dos Reis – Bernard Cornwell

Morte dos Reis

Quando Uhtred é vítima de uma emboscada momentos antes de ser enviado para negociar a paz entre os reinos cristãos, ele prontamente desconfia de que os líderes dinamarqueses Cnut e Sigurd vão se esforçar para impedir que o acordo seja selado. De fato, antes mesmo que chegue aos salões de Eohric, outra emboscada lhe aguarda. Boatos de uma bruxa profetiza chegam a Uhtred, e ele viaja para conhece-la e saber o que ela está dizendo.
Sete reis morrerão,

Uhtred de Bebbanburg, sete reis e as mulheres que você ama. Este é o seu destino. O filho de Alfredo não governará e Wessex morrerá, o saxão matará o que ele ama e os dinamarqueses ganharão tudo, e tudo mudará e tudo será o mesmo que sempre foi e sempre será.

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As Sete Irmãs – Lucinda Riley

As Sete Irmãs

Maia D’Apliése é a mais velha de seis irmãs, todas adotadas por Pa Salt – um milionário excêntrico, e criadas por Marina, a babá/mãe adotiva contratada por ele. As meninas foram batizadas em homenagem às Plêiades, um conjunto de sete estrelas que compõe a constelação de Touro. Pa Salt dizia que essa era sua constelação favorita, e que foi por isso que escolheu os nomes, ao mesmo tempo que deixava um mistério no ar. Apesar de ser composta por sete estrelas, apenas seis meninas foram encontradas por Pa Salt: Maia, Ally (Alcyone), Star (Asterope), CeCe (Celeano), Tiggy (Taygette) e Electra. Merope nunca foi encontrada, e esse mistério ainda não foi explicado.

“Cada uma de nós havia sido escolhida por Pa Salt quando éramos bebês, adotadas pelos quatro cantos do globo e trazidas para viver sob sua proteção. E cada uma de nós, como Pa gostava de dizer, era especial, diferente… suas meninas. Ele nos batizou com o nome das Sete Irmãs, sua constelação favorita.”

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Sangue dos Deuses – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quinto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis, Campo de Espadas e Os Deuses da Guerra.

 

Sangue dos Deuses

Júlio César foi morto. Este deve ser um dos momentos mais conhecidos da história, e sua fala a seu melhor amigo “Até tu, Brutus?” é famosa. O assassinato de um dos maiores líderes de Roma, liderado por seu melhor amigo foi retratado de diversas maneiras diferentes ao longo da história. E agora, Conn Iggulden retoma sua série para contar o que aconteceu aos homens por trás do crime.

“Neste dia, nos Idos de Março, Roma foi libertada de um opressor. Que a notícia voe daqui para todas as nações. César está morto e a República foi restaurada. Que as sombras de nossos pais se regozijem. César está morto e Roma está livre”.

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Os Deuses da Guerra – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do quarto livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma, A Morte dos Reis e Campo de Espadas

 

Os Deuses da Guerra

A morte de Crasso oficializa o fim do Primeiro Triunvirato, composto por ele, Júlio César e Pompeu. Este declara que Júlio é inimigo de Roma, com medo que o general volte da Gália e tome a cidade. Às margens do rio Rubicão, Júlio e seus companheiros decidem que vão enfrentar o ditador e tirar Roma de sua influência. Quando é informado dos planos de César, Pompeu reúne o Senado e parte para a Grécia, seguido por Júlio que deixa Marco Antônio como cônsul cuidando de Roma.

“Então é melhor correr de volta e dizer que César está vindo. Está a duas, talvez três horas atrás de mim. Está trazendo de volta a República, garoto, e eu não ficaria no caminho dele.”

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