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Diários de Stefan – Origens (L. J. Smith)

 

Diarios Stefan Origens

A série Diários de Stefan foi escrita baseada nos livros da série Diários do Vampiro de L. J. Smith e na série de televisão produzida por Kevin Williamson e Julie Plec. Este primeiro livro, Origens, conta a história de como Stefan e Damon Salvatore conheceram a linda Katherine Pierce, se apaixonaram por ela e foram transformados em vampiros.

Os acontecimentos deste livro aparecem no episódio “Lost Girls” (episódio 6 da primeira temporada), mas no livro são explorados com muito mais detalhe.

Em 1864, Stefan Salvatore estava no período indefinido entre o fim da escola e o começo da faculdade. Ele pensava em ficar na propriedade do pai, para aprender a cuidar dos negócios da família, já que o irmão mais velho, Damon, se alistara no exército. Apesar desse futuro lhe parecer um tanto quanto tedioso, Stefan estava aceitando bem a história. No entanto, quando o pai propõe que Stefan se case por conveniência a uma família rica, ele fica revoltado.

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Apelo às Trevas (Dennis Lehane)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da série dos detetives Kenzie & Gennaro e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

 apelo às trevas

Na segunda aventura do casal de detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, Lehane deixa o cenário político e os conflitos sociais da primeira aventura para trás e resolve investir no lado pessoal de seus protagonistas, o que de certa forma também contribui para que os personagens coadjuvantes também ganhem mais espaço. Se dessa vez o jornalista Richie apenas faz aparições pontuais, Lehane mais do que nunca usa e abusa do estranho Bubba que nos cativa de um jeito mórbido e incongruente e dos policiais Devin e Oscar que sempre garantem ótimos diálogos. Mais do que nunca fica claro, que apesar do aparente formato “caso da vez”, seus romances são mais que isso, e não só pela intensa relação entre Patrick e Angie que cada vez fica mais intensa, como também pela importância do histórico dos personagens no desvendar dos crimes. Se em Um Drink Antes da Guerra eles acabaram na linha de fogo por escolha própria, aqui eles já eram alvo (principalmente Patrick) por ações há muito esquecidas. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #82

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Inferno – Dan Brown

Eu comecei esta resenha umas 10 vezes antes de realmente conseguir pôr o que eu pensei sobre o livro “no papel”. O sexto livro de Dan Brown, quarto sobre o professor de simbologia Robert Langdon, é apenas mais um livro de Dan Brown.

Eu explico: tendo lido todos os livros anteriores, eu já consigo antecipar muito do que o autor vai escrever, de modo que as reviravoltas do roteiro já eram esperadas. Além disso, independente de todas as voltas dadas, eu sabia que, por pior que as coisas ficassem, elas iam ficar bem no fim. E foi o que aconteceu.

As primeiras páginas do livro me deram um pouco de esperança, eu achei que o livro fosse ser muito diferente dos outros, pois a história começa com Robert no hospital, sem memória de como foi parar lá. No entanto, apenas algumas páginas depois, as coisas voltam a correr da mesma maneira que nos livros anteriores: Robert se vê fugindo de todos, ao lado de uma perfeita desconhecida, decifrando pistas que o levam cada vez mais perto de… algo que ele não entende.

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Book Tour – Guardians – Volume 2 (Luciane Rangel)

Esta resenha é do segundo livro da série Guardians, de Luciane Rangel, e pode conter spoiler da trama dos livros anteriores.

Para ler a minha resenha do primeiro livro da série, clique aqui. E para ler as resenhas da Núbia, clique aqui: Volume 1, Volume 2 e Volume 3.

Guardians é uma série brasileira sobre os guerreiros especiais que lutam para manter a Terra protegida dos youkais: monstros terríveis vindos das lendas japonesas.

São doze guerreiros, um representando cada casa do Zodíaco, liderados por Sophie, a Guerreira de Áries da geração anterior.

O segundo livro da série continua exatamente onde o primeiro livro acaba, com Anne descobrindo um enorme segredo sobre suas origens e Shermie sofrendo as consequencias de uma das rondas que os guardiões fazem para tentar conter o avanço dos youkais no mundo dos humanos.

A barreira entre os mundos aumenta a cada dia, e os Guardiões ainda estão fracos demais para conseguir fechá-la. O fato de eles não serem pessoas perfeitas, prontas para fazer o trabalho que lhes é destinado foi um dos detalhes de que eu mais gostei na série. São heróis? Sim, mas são humanos, cheios de falhas, dúvidas e dificuldades para cumprir a missão, e tudo isso tem que ser superado aos poucos.

Todos os romances entre personagens florecem neste livro. O que é até um pouco estranho, porque se juntarmos um grupo de 12 pessoas aleatórias, acho difícil que a maioria delas acabem formando casais. Mas tirando isso, eu gostei que os casais não são óbvios: tem até um quadrilátero amoroso! Além disso, as atrações foram rápidas demais, mas a autora deu tempo de eles se conhecerem melhor, “rolar um clima”, e os sentimentos se desenvolverem.

Eu comentei na resenha do primeiro livro que gostei de como ao autora foi capaz de balancear todas as personagens sem alongar, ou enrolar a história. O mesmo acontece no segundo capítulo da história, que manteve o mesmo ritmo gostoso de leitura.

A minha única crítica à série é que, como os livros são separados, o começo do segundo livro tinha que tem um “tempo” para relembrar ao leitor tudo que aconteceu. Para não ser injusta, teve um pouco desse “remember”, mas foi muito pouco, então um leitor que demora mais para pegar o segundo volume pode não se lembrar de tudo que aconteceu no primeiro – especialmente os eventos do final do livro. Se fizessem uma edição única da história, seria perfeito. Mas enfim, o livro está escrito, não tem mais como mudar isso, né?

E os desenhos? As ilustrações da Ana Claudia são demais! Quando eu era mais nova, eu fiz aula de desenho, mas nunca consegui fazer nada decente, fico com inveja (branca) de alguém que consegue criar personagens lindas assim. Pena que tem poucas ilustrações por livro…

Assim como no primeiro livro, a leitura desta parte da saga dos Guerreiros foi super rápida, li em algumas horas –  e para eu conseguir achar algumas horas para devorar um livro está tão dificil ultimamente que tem que ser um livro muito bom para conseguir me prender!

Gostaria de agradecer à autora por fazer o book tour e por me incluir na lista de participantes. Foi uma experiência muito boa! Estou aguardando o terceiro livro hahehah

Para saber mais sobre a série, ou comprar, clique aqui.

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Minha Vida Fora de Série – 2° Temporada (Paula Pimenta)

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A Priscila começou a protagonizar seu seriado aos treze anos, agora na segunda temporada a reencontramos aos dezesseis, mas Paula não deixa de fazer uma menção especial à idade mágica para todas as garotas, seus quinze anos. Que no caso da Pri lhe renderam uma viagem à Disney e uma experiência que durante um ano foi responsável por deixar o seu namoro com o Rodrigo em segundo plano. E o que mais gostei foi que as lembranças desses acontecimentos nos são mostradas em meio a uma conversa, repleta de conselhos, da Pri com a Sam, e eu adoro os conselhos da Sam.

“Eu realmente não sabia como as outras pessoas do mundo podiam viver sem a Samantha…”

Concordo totalmente com a Pri. Como faz hein?

Mas, não vou comentar mais sobre essa parte, porque é um dos segredos da história, daqueles que te deixa encucada durante boa parte do livro achando que as consequências da viagem à Disney poderão ser incontroláveis. Voltando aos 16, reencontramos a Pri as vésperas de iniciar o segundo ano do Ensino Médio, com novos alunos chegando à escola, às voltas com o namoro que após 2 anos e meio precisa urgentemente ser renovado e com o retorno das aulas, com os assuntos escolares também entrando em voga, não só o vestibular, como também a representatividade estudantil e a luta pelos direitos dos alunos. E se coube ao Rodrigo, no primeiro livro, o papel de introduzir aos leitores os temas sobre o abandono de animais, a atuação dos abrigos e das adoções responsáveis. Agora cabe a Priscila cada vez mais atuar de maneira ferrenha. Praticamente uma revolucionária da causa dos animais. O romance é o foco da história, mas sem dúvida nenhuma a abordagem desse tema é um dos pontos altos, e para quem gosta de animais, um dos mais emocionantes da narrativa. Continuar lendo

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Vendredi ou la vie sauvage – Michel Tournier

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Desde setembro de 2011, eu venho estudando francês – e com tanta dedicação que às vezes esqueço do blog (shame on me). Mas tudo isso gerou bons frutos: estou na turma avançada e consegui dois diplomas de proficiência (dos níveis A2 e B1 do Quadro Europeu de Referência). Nas aulas, a professora escolhe um livro para trabalharmos naquele semestre. E o do semestre que passou foi Vendredi ou la vie sauvage, de Michel Tournier, do qual vou falar hoje.

Vendredi ou la vie sauvage, ou “Sexta-feira ou a vida selvagem” é uma releitura do clássico Robinson Crusoe, de Daniel Defoe. No entanto, enquanto o original narra diversas histórias da vida conturbada de Robinson, esta versão se foca na aventura vivida pela personagem enquanto ficou em uma ilha deserta.

O livro começa com a viagem de Robinson no Virgínia, que fazia o trajeto final do percurso até o Chile, onde Robinson pretendia fazer acordos comerciais. No entanto, uma tempestade feroz sacode o navio matando todos menos Robinson e Tenn, seu cachorro. Os dois acordam numa praia na manhã seguinte, com a visão do barco destroçado. Desolado, Robinson passa seus primeiros momentos na ilha apenas sobrevivendo e esperando que um navio apareça para salvá-lo.

Apenas quando sofre uma alucinação é que Robinson percebe que tem que agir para não morrer sentado esperando o navio chegar. Então, ele começa a civilizar a ilha, transformando-a, da melhor maneira que pode, em uma pequena cidade européia. Certo dia, ele se depara com índios chegando na ilha para executar (e comer) um prisioneiro. Quando o prisioneiro foge floresta adentro bem na direção onde Robinson está, ele acaba matando um dos índios e salvando o prisioneiro, a quem ele dá o nome de Vendredi (Sexta-feira), porque é esse o dia da semana em que os dois se conheceram. Os dois começam a viver juntos, um ensinando ao outro.

Michel Tournier transforma a história e personagens do século XVIII em um livro mais humano e menos “aventura pirata pelos sete mares”. O Robinson novo é mais “certinho” do que o de Daniel Defoe, o qual se lança ao mar contra a vontade (e a benção) dos pais para viver aventuras inacreditáveis. Este Sexta-feira é menos fiel a seu patrão e amigo. A história deste livro é diferente da original em diversos pontos.

O livro é muito gostoso de ler, rápido, e tem um final chocante, então não descarte a leitura de “Sexta-feira ou a vida selvagem” só porque já leu Robinson Crusoe!

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Um Autor de Quinta #81

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Tom Rob Smith

Tom nasceu em Londres em 1979. Com doze anos, Tom escreveu o que na época classificou como um “livro”. Um caderno de capa dura com uma história escrita à mão. Ele acreditava que a capa dura conferia credibilidade a história. Ele ainda tem a única “edição” dessa história (que ninguém nunca leu), um thriller criminal intitulado The Literate. A história de um serial killer em Los Angeles, que deixava poemas ao lado dos corpos de suas vítimas. Segundo ele há uma ironia não intencional no título do seu “livro”: o fato da história estar repleta de erros ortográficos já que a ortografia sempre foi seu fraco. Aos 16 anos ele começou a produzir suas primeiras peças teatrais.

Ele foi estudante no St John’s College, Cambridge, onde se graduou em 2001. Enquanto estudante em Cambridge, ele fundou a InPrint Magazine, editou as May Anthologies (uma coleção de contos da Oxbridge) e teve sua peça teatral, Losing Voices, produzida pela Marlowe Society. Foi a primeira vez que a sociedade produziu a peça de um aluno. Após a graduação, ele venceu o St John’s College Harper-Wood Studentship em Inglês e Literatura e escolheu terminar seus estudos em escrita criativa na Universidade de Parvin na Itália. Após esse período, Smith trabalhou como escritor e editor de script em vários programas de televisão.

Seu primeiro romance, Child 44 (Criança 44), foi publicado em 2008 e a história foi inspirada no caso verídico de Andrei Chikatilo, um serial killer que confessou ter matado 53 pessoas entre 1978 e 1990. O livro foi indicado para o Booker Prize de 2008 e ganhou o Galaxy Book Award de Melhor Revelação em 2009. O livro já foi traduzido para mais de 36 idiomas e está sendo adaptado para o cinema com previsão de estreia para 2014 [Fonte: IMDb]. Continuar lendo

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A Floresta dos Pigmeus (Isabel Allende)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do último livro da trilogia As Aventuras da Águia e do Jaguar e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

Floresta pigmeus

Dessa vez já reencontramos Nádia e Alexander no novo lugar de sua aventura, ambos estão acompanhando Kate que fora convidada por um guia e naturalista para escrever sobre uma nova modalidade de turismo na África. Kate até tinha prometido não levar os garotos para mais nenhuma aventura, mas não viu nada demais em um simples safári. E o safári realmente não foi o problema, ela só não contava encontrar com um missionário no último dia da viagem e que por causa desse encontro eles acabassem se embrenhando em um pedaço esquecido da selva africana, em uma aldeia escondida numa região comandada por um psicopata e de repente se vissem às voltas lutando contra um ditador que mantém duas tribos servindo aos seus interesses.

“Com a voz emocionada, a escritora leu a breve mensagem de seu neto: “Nádia e eu estamos tentando ajudar os pigmeus. Tratem de distrair Kosongo. Não se preocupem, voltamos logo.”

 – Aqueles meninos ficaram loucos – Joel González comentou.

– Não ficaram, esse é o estado natural deles – gemeu a avó – E agora, o que poderemos fazer?” Continuar lendo

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Simplesmente Ana (Marina Carvalho)

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Ana tem 20 anos, estuda Direito, é mineira de BH e se julga apaixonada por Artur. Uma vida simples que acaba de ser sacudida por uma mensagem que ela recebe no Facebook. A mensagem de um misterioso homem (Andrej Markov) dizendo que acha que é seu pai. Além da descoberta do progenitor, a surpresa ainda é maior, porque Andrej é rei de Krósvia, um pequeno país no sudeste europeu, e Ana é sua única filha e herdeira do trono de um país do qual ela nunca nem ouviu falar.

De repente, ela se vê às voltas com uma eminente viagem para a Krósvia para conhecer o país de seu pai, tendo de deixar do outro lado do oceano, sua família, amigos e o projeto de relacionamento com Artur. E chegando lá, a transição que já não é fácil, torna-se ainda mais difícil com a presença de Alex, o enteado de seu pai que parece não estar nem um pouco contente com sua chegada. Mas é claro que toda essa antipatia inicial acaba evoluindo para algo mais, mesmo com Alex tendo uma namorada. Eis o cerne do enredo de Simplesmente Ana, uma história que lembra muito a criada pela Meg Cabot em Diário de uma Princesa, e com a qual a própria protagonista faz uma brincadeirinha em uma parte da trama. Enfim, Ana pode ter começado seguindo os passos de Mia Thermopolis, o que de fato me fez ficar com o pé atrás em relação à história da Marina. Mas, apesar dos pontos em comum e da profusão de clichês a história é bem divertida. Ana é uma protagonista cativante, de opinião forte e com uma paixão enorme por livros. Além disso, não é todo dia que uma princesa perdida é encontrada, ainda mais brasileira né, e é impossível não rolar uma identificação. E o mocinho com ares de bad boy também é um dos motivos pelo qual vale a pena acompanhar essa história. Apesar de toda a raiva que Alex nos faz passar em alguns momentos é muito bom acompanhar o desabrochar dessa relação, regada com alguns diálogos bem espirituosos. Continuar lendo

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