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A Seleção (Kiera Cass)

A Seleção

Em um futuro (sei lá quão distante) os EUA deixaram de existir como o conhecemos hoje. Na última grande guerra o país foi derrotado e ficou sob o poder da China durante muito tempo, até que revoluções conseguiram restaurar um pouco de sua soberania. Foi assim que surgiu Illéa. Desta vez sob um regime monárquico, com a sociedade dividida em um sistema de castas para lá de incongruente e com mobilidade social praticamente nula, tirando algumas raras oportunidades, bastante dificultadas pela burocracia, como o serviço ao exército e o casamento. E com o príncipe chegando à maioridade é chegada a hora da Seleção, o evento televisionado para todo país e que representa a oportunidade de qualquer garota libertar-se das amarras de sua condição social e ser alçada a um novo mundo de joias e vestidos ao lado do príncipe Maxon, como futura rainha de Illéa. É essa oportunidade que a mãe de America quer agarrar com unhas e dentes, só que a garota não está nem um pouco animada com a ideia.

America Singer, ou Meri, é uma artista da casta cinco e vê nessa oportunidade sua separação de Aspen, o rapaz por quem é apaixonada e que é de uma casta inferior a sua, e seu confinamento em um palácio que vive sob constantes ataques dos rebeldes. Ela não tinha a intenção de participar da seleção, mesmo que para isso tivesse que vencer uma verdadeira batalha contra sua mãe.  Mas, quando o pedido parte de Aspen, que parece não estar preparado para levar um relacionamento mais sério com alguém de uma casta superior a sua, ela se inscreve e acaba sendo uma das 35 selecionadas para a disputa pelo coração do príncipe. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #62

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Assignment ID:

Alan Bradley

Alan Bradley nasceu em 10 de outubro de 1938 em Toronto, mas cresceu em Cobourg, ambas as cidades localizadas em Ontário no Canadá. Bradley aprendeu a ler cedo, mas não foi um bom aluno, principalmente durante o ensino médio, quando preferia gastar seu tempo lendo no cemitério local. Após completar sua educação, ainda em Cobourg, trabalhou como engenheiro de rádio e televisão, desenhando e construindo sistemas eletrônicos. Em 1969 mudou-se para Saskatoon para assumir um cargo na Universidade de Saskatchewan, onde foi responsável por desenvolver um estúdio de radiodifusão.

Depois de mais de 25 anos dedicado à carreira de engenharia televisiva, em 1994 decidiu tentar uma carreira com a qual sempre sonhou e que vinha sendo incentivada pelos grupos de escrita e reuniões com os escritores de Saskatoon, tornar-se escritor. Ele se tornou o primeiro presidente da Saskatoon Writers e membro fundador da Associação de Escritores de Saskatchewan. Ele escreveu vários contos, principalmente histórias infantis, que foram lidos na Rádio CBC e publicados em revistas literárias, ao longo de nove anos dedicou-se a escrever roteiros e depois livros de não-ficção (Ms Holmes of Baker Street e The Shoebox Bible). Apenas em 2006 começou a escrever seu primeiro romance e quem poderia imaginar que uma personagem secundária dessa história iria ser a responsável pelo sucesso de seu criador algum tempo depois?

No final de 2006 – início de 2007, a esposa de Bradley soube através da Rádio CBC de uma competição literária organizada pela The Crime Writers’ Association do Reino Unido, responsável pela editora Orion Publishing Group. A competição exigia que os participantes enviassem uma sinopse e o primeiro capítulo de uma história envolvendo um assassinato e ela encorajou-o a escrever algo novo com a “menina do campo” uma personagem qualquer do romance no qual ele estava trabalhando. E assim, surgia Flavia de Luce e as quinze páginas que Bradley submeteu ao concurso seriam a base do que viria a se tornar The Sweetness at the Bottom of the Pie (e bem, agora está claro porque a história é ambientada na Inglaterra). Bradley ganhou o concurso e em junho de 2007 Bradley vendeu os direitos de três livros da série para a Orion na Inglaterra. Com 69 anos, pela primeira vez Bradley deixou a América do Norte e foi para Londres receber seu prêmio CWA Debut Dagger. Após o retorno, trabalhou nas premiadas quinze páginas e publicou seu primeiro romance em 2009 sobre uma garota apaixonada por química e que resolve vários crimes em uma vila inglesa na década de 50. Continuar lendo

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Apaixonada por Palavras (Paula Pimenta)

apaixonada por palavras

“É rara a ocasião em que não estou com um livro por perto, e mais raro ainda é o momento que não estou com um bloco e uma caneta. Sempre anotando, pensando por escrito. Porque, se o amor à primeira vista aconteceu com as palavras lidas, o mesmo, e ainda mais forte, aconteceu com as manuscritas.”

(trecho da Introdução de Apaixonada por Palavras)

Pensar por escrito, está aí um hábito que tenho desde que me entendo por gente e depois da classe de alfabetização e cadernos de caligrafia. Pena que minhas aventuras pelo mundo das palavras se restringem às minhas leituras e as anotações que faço delas, talvez se não tivesse largado o hábito de escrever crônicas lá no ensino médio, conseguisse escrever uma crônica para falar das belas crônicas escritas por Paula. O jeito é me contentar com meus arremedos de resenhas.

Em Apaixonada por Palavras podemos acompanhar a Paula de dez anos atrás que já dava mostras da habilidade de “brincar” com as palavras e através delas falar de sonhos, amores, saudades, amizade e outros assuntos do seu (mas que também foram e ainda são do nosso) cotidiano. São nove anos de histórias, nove anos de fotografias em palavras, em sua maioria textos sobre amor e relacionamentos, mas também há espaços para textos mais sérios e tristes e também para textos sobre períodos marcantes de sua vida como a história da publicação de Fazendo Meu Filme. Depois de acompanhar o roteiro da vida da Fani, começar a acompanhar a vida fora de série da Priscila e ler Apaixonada por Palavras, cheguei a conclusão de que a identificação com as obras da Paula é inerente. Identificamo-nos com seus personagens tão habilmente construídos em seus romances, e também com a autora de carne e osso por trás deles que nos é revelada em seu livro de crônicas.

trecho apaixonada

Dos textos escolhidos para essa coletânea, tenho os meus preferidos: Casa, escrito em agosto de 2005, que fala sobre o período em que ela morou em Londres e a saudade constante companheira dessa época; O Filme da Minha Vida (setembro de 2005) e Bem Guardado (janeiro de 2008), ambas que falam sobre as lembranças, algumas que ficam só na memória, nossos filmes particulares, outras que voltam sempre que nos deparamos com as provas físicas de que aconteceram. Ri, chorei e tive momentos de fofurice lendo Apaixonada por Palavras. E, ah, amei o texto escolhido para encerrar o livro (Ani-versário). Crônica repleta de Paula e de suas esperanças de escritora. Aproveito a oportunidade para desejar que venham muitos anos e que em todos eles a Paula guarde muitos versos, ou melhor, compartilhe-os com seus leitores. Se você como eu também é apaixonada por crônicas, vale a pena conhecer os textos da Paula e correr o risco de se apaixonar por eles, se ainda não leu nada do gênero eis uma oportunidade para começar. Fiquei muito contente em saber que há planos para uma segunda coletânea.

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Anna e o Beijo Francês (Stephanie Perkins)

A Mari já leu e resenhou Anna e o Beijo Francês, para saber o que ela achou, clique aqui.

 anna e o beijo francês

“E, então, minha mãe faz algo que, apesar de toda papelada, passagens aéreas e apresentações, eu não esperava. Algo que teria acontecido de qualquer forma daqui a um ano, assim que eu partisse para a universidade…

Minha mãe vai embora. Eu estou sozinha!”

Anna Oliphant é uma jovem americana de Atlanta que acaba de ser matriculada na SOAP, School of America in Paris, para cursar seu último ano do ensino médio. Isso mesmo, em Paris! Só que a garota não está muito contente com a decisão paterna de mandá-la para o outro lado do Atlântico, longe da sua família (em especial de seu irmãozinho Sean), de sua inseparável amiga Bridgette e de Toph o garoto por quem está interessada. Mas, em seu primeiro ataque de pânico após ser deixada sozinha em Paris, Anna conhece Meredith que acaba por entrosar Anna em seu grupo de amigos na SOAP: Josh, Rashimi e Étienne St. Clair, o americano-francês com sotaque britânico por quem Anna (apesar de resistir, afinal o garoto tem namorada) acaba sentindo algo mais. A partir de então passamos a acompanhar a adaptação da garota na nova escola, sua relação com os novos amigos e o relacionamento complicado com St. Clair. Um relacionamento que às vezes parece ao ponto de deslanchar, mas que ao mesmo tempo tem tantos impedimentos que parece destinado a não acontecer. Em meio a desencontros, mal entendidos, brigas e discussões, Anna aprende a repensar suas relações e agir de forma diferente com as pessoas que fazem parte de sua vida.

Ah gente, é um romance juvenil e por mais que a história pareça bobinha é impossível largar o livro depois que você começa a ler. A premissa pode até ser simples, mas Stephanie soube dar profundidade aos seus personagens e criar uma história divertida de se acompanhar.  É Anna que nos conta sua história e em alguns momentos a autora utilizou a técnica do fluxo de consciência com a personagem. O que contribuiu para rechear a história com comentários bastante pertinentes e com divagações hilárias na maioria das vezes. Com Anna também descobrimos Paris, mas mais do que um route tour pela cidade luz, a garota nos descortina os cinemas parisienses, que se tornam praticamente sua segunda casa e fazem esse ano longe de casa nem parecer mais tão ruim assim. E, como boa aficionada por cinema, Anna nos brinda ao longo da narrativa com seus comentários sobre diversas obras: roteiros, diretores, atrizes, todos passam por seu crivo e pelo blog que ela mantém. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #61

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

 rebecca stead

Rebecca Stead

Rebecca nasceu em 16 de janeiro de 1968 em Nova York. Ela é casada com o advogado Sean O’Brien e tem dois filhos. Ela sempre gostou de escrever, desde criança, mas acabou tornando-se uma advogada. Depois de anos trabalhando na defensoria pública, após o nascimento dos filhos, voltou a escrever. Aliás, um de seus filhos foi o grande inspirador para a carreira de autora engrenar de vez. Durante anos, Rebecca juntou ideias para suas histórias (em sua maioria com temas sérios) em seu notebook, aparelho que a criança empurrou da mesa e acabou inutilizado, e as ideias, perdidas. Para aliviar seu humor, Rebecca começou a escrever novamente, uma história alegre para se distrair. Foi assim que seu primeiro romance, First Light, tomou forma e acabou sendo publicado em 2007. Em 2010 ela ganhou a medalha Newbery, por sua contribuição para a literatura infantil, com seu segundo romance When You Reach Me (Amanhã Você Vai Entender no Brasil). Continuar lendo

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First Light (Rebecca Stead)

First light

No Ártico, a casa de um importante filantropo teve que ser demolida por causa do derretimento da camada de gelo na qual foi construída. Isso é o que basta para que ele conceda fundos para uma universidade americana estudar os efeitos do aquecimento global nessa imensidão branca.  É assim que o garoto Peter se vê deixando Nova York junto com a mãe para acompanhar o seu pai, o glaciólogo Dr. Gregory Solemn à Groelândia.

Na Groelândia, ou para ser mais específica, no subsolo há Gracehope. O submundo do gelo idealizado por Grace. Uma comunidade sob o gelo fundada por antigos colonos ingleses, que encontraram ali um local seguro para desenvolver as “estranhas habilidades” que possuem. Nesse mundo secreto vive Thea, uma garota que sonha em ver a luz do sol e que quer levar adiante o sonho que sua mãe tinha quando era viva. Empreender uma jornada até o mundo exterior para conseguir conquistar novas partes do subsolo e assim aumentar os domínios de Gracehope para que a comunidade possa voltar a crescer.

Esses dois garotos, aparentemente tão diferentes, tem mais em comum do que podem supor e no momento que os mundos de ambos se cruzam, segredos do passado são revelados e novas possibilidades de fazer história surgem. Para desvendar essa história, Rebecca nos convida à desbravar essa imensidão branca e a penetrar nas profundezas do gelo para descobrir um mundo diferente, com habitantes cativantes e um modo de vida bastante peculiar. Um mundo que querendo ou não, terá que se preparar para as modificações que as mudanças no mundo estão provocando no gelo que o protege. Eis aqui mais um dos fatos que contribuiu para me fazer cair de amores pela obra: a ciência. Tanto o destaque para as pesquisas climáticas do pai de Peter, quanto às pesquisas feitas pela mãe do garoto, que é bióloga molecular! Aliás, é muito interessante o fato de a autora ter dado destaque à pesquisa da mãe de Peter com DNA mitocondrial. Para quem não sabe o DNA mitocondrial é herdado a partir da linhagem materna, assim um indivíduo, sua mãe e todos seus parentes maternos compartilham essa herança genética. É simplesmente impossível não traçar paralelos com a sociedade matriarcal de Gracehope, na qual todos sabem de qual ventre nasceram, mas não fazem ideia de quem foi o responsável por fornecer os outros 50% do material genético para sua formação. Continuar lendo

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O Reino do Dragão de Ouro (Isabel Allende)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do segundo livro da trilogia As Aventuras da Águia e do Jaguar e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

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Depois da viagem a floresta amazônica acompanhando a avó Kate Cold e após todas as aventuras passadas com sua amiga brasileira Nádia Santos junto ao povo da neblina, Alex Cold descobriu que herdou o espírito aventureiro da avó e mal pode esperar para que a avó seja enviada para algum outro recanto milenar da Terra. Suas aventuras com Nádia, além de terem impedido uma perigosa quadrilha de exterminarem uma das últimas tribos indígenas intocadas, também possibilitaram que uma fundação fosse criada para proteger os índios da Amazônia e em especial o povo da neblina. Ao que parece, as coisas por lá, se não estão devidamente protegidas, pelo menos não estão largadas a própria sorte e aos interesses cobiçosos dos nahab. E uma nova aventura se descortina para Kate e os garotos, dessa vez, saímos do mundo espiritual dos xamãs e adentramos no dos budistas tibetanos.

A revista internacional na qual Kate é colaboradora a enviou para um misterioso e protegido reino situado entre os picos da cordilheira do Himalaia. Mas, não é só a revista que está interessada no pequeno país, infelizmente olhos cobiçosos estão voltados para o país nesse mesmo momento. Tudo por causa de uma antiga lenda, uma lenda que fala sobre uma estátua de um dragão feita de ouro e pedras preciosas que tem propriedades mágicas. Propriedades que um homem está interessado em usar para controlar o mercado financeiro mundial. De repente, um reino que há muito anos está em paz, vê-se alvo de tragédias provocadas por um homem que não se contenta em ser apenas o segundo homem mais rico do mundo. Mas, é claro que os garotos acabam se envolvendo e junto com outros moradores do lugar irão lutar para impedir que esse país seja destruído e que a paz volte a reinar. Continuar lendo

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Starters (Lissa Price)

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Callie Woodland perdeu os pais durante o evento catastrófico Guerra dos Esporos assolou seu país, os Estados Unidos. Apenas os Starters e Enders sobreviveram. Todas as pessoas entre 20 e 60 anos morreram.

“Foi uma guerra, gente. Ninguém venceu. Nem nós, nem os países do Anel do Pacifico. Em menos de um ano, a face da América mudara para algumas gotas de Starters como eu em meio a um oceano de Enders de cabelos prateados – ricos, bem alimentados e despreocupados.”

Ela e seu irmão mais novo (Tyler) vivem junto com o amigo Michael, nas ruas, lutando contra rebeldes e fazendo de tudo para permanecerem à margem do sistema dominado pelos Enders. Sistema esse que condena os Starters órfãos a instituições de trabalho forçado e sem nenhuma dignidade, sistema que impede que Starters menores de idade possam viver normalmente em sociedade e que possam trabalhar, sistema que faz vistas grossas aos negócios escusos da Prime Destinations, porque o trabalho que ali é feito é de interesse dos Enders endinheirados e enjoados da boa vida que levam, melhor dizendo, do corpo que os impede de realizar tudo que seu dinheiro pode comprar. A Prime Destinations, fica em Beverly Hills e está sob comando do Velho, que ninguém sabe quem é e ninguém nunca o viu sem seus disfarces. A empresa contrata jovens Starters para alugarem seus corpos aos Enders que desejam experimentar a juventude novamente. Em troca, além do dinheiro, os jovens ganham uma repaginada completa na aparência, pele, cabelos, um ossinho maior aqui, tudo pode ser modificado em busca da perfeição procurada pelos locatários.

A vida nas ruas já não é fácil e para Callie isso ainda é agravado pela doença de Tyler que só parece piorar com a vida errante que estão condenados a levar. É assim que a garota acaba alugando seu corpo, sem imaginar que essa transação colocaria sua vida em risco. Em seu último “aluguel corporal” algo parece estar dando profundamente errado. Porque Callie retornou ao seu corpo passado apenas uma semana do contrato de um mês? Que voz é essa que consegue se comunicar diretamente com ela em sua cabeça? E quais são os interesses dela que parecem envolver um importante senador e os negócios da Prime? Se passando por inquilina, Callie percebe os negócios escusos da Prime e entra na batalha para que a empresa não consiga se infiltrar no governo e tornar a vida dos Starters mais difícil do que já é. Continuar lendo

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Maze Runner – A Cura Mortal (James Dashner)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos do último livro da trilogia Maze Runner e pode haver spoilers (evitados ao máximo) sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

a cura mortal

No primeiro livro da trilogia Maze Runner nos deparamos com um experimento maluco que parecia ter por único objetivo apenas eliminar os fracos e desvalidos (e muitas vezes com requintes de crueldade), mas o que parecia ser apenas um típico terror psicológico ganhou ares de distopia e o experimento mostrou-se como sendo parte de algo maior para encontrar-se a cura para a temível doença que está devastando a Terra.  A segunda fase do experimento que prometia a Cura para o Fulgor foi completada, mas os objetivos do CRUEL estão longe de serem alcançados.

“Poderíamos ter detido a disseminação da doença, em vez de canalizar recursos para curá-la. Mas o CRUEL sugou todo o nosso dinheiro e as melhores pessoas que tínhamos disponíveis. E não é só: deram-nos falsas esperanças; ninguém tomou as precauções devidas. Pensaram     que, no fim, uma cura mágica os salvaria. Mas, se esperarmos um segundo a mais, não haverá ninguém para ser salvo.”

Como salientado no trecho acima, a busca por uma cura, acabou se tornando um objetivo utópico e ufanista, os cientista perderam-se em seus desejos e a instituição que surgiu para combater a doença e garantir a persistência da vida humana, acabou contribuindo para acelerar a contaminação de todos. A história pode até ter ares de Apocalipse, afinal as tempestades solares foram eventos que não puderam ser evitados e que desolaram grandes porções de terra. Mas, o terror impingido pelo Fulgor é obra humana. O vírus não chegou a terra com as tempestades solares, ele já existia aqui e foi libertado pela irresponsabilidade e o egocentrismo de alguns de acharem-se no direito de comandar e modificar eventos que influenciariam a vida de todos. A Terra está cada vez mais destruída e a salvação cada vez mais longe e é com esse sentimento de derrota que somos confrontados durante toda a narrativa do último volume da trilogia. Assim como os Clareanos fomos enganados pelo CRUEL e levados a achar que todo sofrimento teria fim e que a cura poderia ser alcançada, mas as vítimas do Fulgor são cada vez mais numerosas e o martírio de lidar com ela tão mais próximo e doloroso, que correr de alguns Verdugos parece ser em alguns momentos uma batalha muito menos estafante. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #60

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Keith Donohue

Keith Donohue nasceu em 1 de janeiro de 1960 em Pittsburgh na Pensilvânia. Obteve seu bacharelado e o seu mestrado em Artes pela Universidade de Duquesne e seu doutorado em Inglês pela Universidade Católica da América. Seu primeiro romance, The Stolen Child, foi publicado em 2006 e recebido muito bem pelos críticos, chegando a lhe render o prêmio de melhor romance adulto do Mythopoeic Fantasy Award em 2007.

Atualmente ele é diretor de comunicações da Comissão de Publicações e Registros Históricos do Arquivo Nacional de Washington DC. Ele também escreve artigos para o The New York Times, Washington Post, entre outros jornais. Continuar lendo

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