Sorteio da série Sereia de Vidro

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O autor Marcelo Antinori, da série “A Sereia de Vidro”, entrou em contato comigo com a notícia incrível de que a série vai ser publicada pela Editora Sesi. Para comemorar, ele gostaria de enviar os três primeiros livros para um(a) leitor(a) sortuda do Blablabla!

Estes livros, além de terem uma história bastante interessante sobre as pessoas que moram na São Paulo escondida dos olhos dos turistas, são pequenos e levinhos, tornando-os perfeitos para quem quer ler no caminho do trabalho, mas não tem como carregar uma bolsa gigante para guardar o livro. São melhores que os livros de bolso que não cabem em nenhum bolso.

Leia a resenha do primeiro e do segundo aqui no blog.

Então, sem mais delongas vamos ao sorteio. Ele será realizado no Facebook (Clique Aqui). E as regras são simples:

  • Curtir as páginas do Blablabla Aleatório e do autor, Marcelo Antinori, no Facebook e clicar em QUERO PARTICIPAR.
  • Ter um endereço de entrega no Brasil.
  • Não é obrigatório compartilhar a imagem do sorteio (mas caso queira agradecemos).
  • Você poderá se inscrever até o dia 14/10/2016.
  • O ganhador deverá fornecer os dados completos (incluindo o RG) para envio do prêmio em até 48 horas. Entre em contato pelo e-mail do blog, pelo formulário de contato ou Inbox no FB.
  • O prêmio será enviado diretamente pelo autor em até 30 dias.

Boa sorte!

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Coração? (Gail Carriger)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quarto livro da série O Protetorado da Sombrinha e pode haver spoilers dos livros anteriores. Para saber o que eu achei deles, confira os links no fim da resenha.

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No penúltimos volume da série O Protetorado da Sombrinha reencontramos Alexia em seu último mês de gravidez, e, após a protagonista ter virado alvo ambulante de vampiros desesperados e ter recorrido ao último recurso de ir em busca dos templários para obter mais informações acerca do seu bebê, é claro que a curiosidade sobre a natureza dessa criança é o que esperamos ansiosamente desta vez, ainda mais quando as ameaças a Alexia parecem finalmente ter sido sanadas pelo plano bastante arguto de Lorde Akeldama. Mas, conhecendo Carriger como conhecemos é claro que não haveria um volume nessa série que não tivesse perseguições, complôs e ameaças, ainda que pela primeira vez elas não sejam direcionadas à Lady Maccon. Só que a ameaça pode até não ser direcionada à Alexia, mas a revelação do complô, feita por um fantasma enlouquecido diretamente à preternatural, a coloca no centro dessa investigação, afinal é a vida da Rainha que está sendo ameaçada!

“- Me recrutar? – gritou. – Sério mesmo? Que maravilha. E qual é o nome dessa sociedade secreta?

A preternatural hesitou e, em seguida, lembrando-se de uma frase que o marido usara em um momento de irritação, sugeriu, provisoriamente:

– O Protetorado da Sombrinha? ” (Página 113)

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Os Crimes do Dançarino da Sé – Marcelo Antinori

Atenção! Esta é a resenha do segundo livro da série “Sereia de Vidro”, de Marcelo Antinori, e pode conter spoilers não intencionais do roteiro do livro anterior. Para conferir a resenha do primeiro livro da série, clique aqui.

Pouco depois do retorno de Ana Paula a São Paulo, o comando que Coutinho tem sobre o centro da cidade é posto à prova quando um crime horrendo é cometido no meio do seu território. O corpo decapitado de um mendigo foi deixado em um carrinho de supermercado na praça da Sé por uma pessoa que atravessou o centro da cidade passeando com o defunto.

Madre Cristina, a freira leitora de cartas de tarô que conhecemos no primeiro livro, entra em contato com o narrador da história – que permanece sem nome – para lhe informar que a “Dama de Ouros” está correndo perigo. Ao confrontar Luciana, ele descobre que ela tem mantido segredo sobre um homem que a tem perseguido nos últimos meses.

Estas duas histórias aparentemente desconexas logo se misturam quando o narrador (que eu apelidei de Marcelo em homenagem ao autor) se une a Ana Pérsia para tentar capturar o Dançarino da Sé e conquistar a confiança de Coutinho.

No segundo livro da série “A Sereia de Vidro”, o narrador se sente bem mais à vontade com a vida dupla que vem levando, e chega até a assumir que é hipócrita (por que? Leia o livro!). Eu estou bastante curiosa para saber aonde o desenvolvimento dele vai levá-lo, já que eu ainda não consegui simpatizar com o narrador porque as morais dele são tão diferentes das minhas. Continuar lendo

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Pax (Sara Pennypacker)

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Sou daquelas que acreditam que para a leitura não há idade e não há espaço para o preconceito (ao menos a gente tenta né). Da mesma forma que um pré-adolescente pode resolver encarar um “livro cabeça” e ter sim uma leitura prazerosa, um adulto pode se encantar por um livro destinado ao público infantil e dele tirar lições para a vida. Com Pax, Sara Pennypacker reforçou esse sentimento trazendo a bela história de amizade de um garoto e sua raposa. Uma história para encantar as crianças e fazer palpitar até os corações adultos mais peludos.

Peter e Pax são inseparáveis. Peter encontrou Pax, a raposa, quando este tinha poucos dias de vida. Desde então ele cuidou de Pax, e Pax cuidou dele, até chegar a guerra… O pai de Peter irá para o exército e o garoto terá de ir morar com o avô, e Pax não poderá ir junto. A raposa que nunca viveu no ambiente selvagem é abandonada, mas logo Peter se arrepende, se rebela e parte em busca do amigo. Continuar lendo

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Mistério no Centro Histórico (Tailor Diniz)

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No prefácio de Crime na Feira do Livro (2010), a obra na qual Diniz nos apresenta o detetive Walter Jacquet, o autor havia comentado sobre a dificuldade em dar continuidade a outras histórias com o personagem, uma pendenga que foi solucionada por ele. Em Mistério no Centro Histórico Diniz resgata seus personagens e nos convida a enveredar novamente pela cidade de Porto Alegre. Estão de volta Walter Jacquet, seu amigo Joãozinho e Inácia, a governanta de Joãozinho que tem o dom de fazer comentários certeiros e por vezes hilários.

Apesar de editorialmente ser mais recente do que Crime na Feira do Livro, a trama de Mistério no Centro Histórico é mais antiga. Enquanto a trama sobre o assassinato de Adavílson Doceiro tem lugar em 2008, neste os acontecimentos se passam em 2002, isso porque a ideia para essa história tem raízes antigas. A trama que envolve um suposto atentado terrorista no centro histórico de Porto Alegre, a criação de um romance e a confrontação dos fatos pelo uso da lógica, surgiu de um projeto de mestrado apresentado por Diniz à PUCRS há cerca de dez anos.  A proposta não foi selecionada, mas Diniz decidiu não abandonar a trama e finalizar a história.

Na trama, Joãozinho Macedônio, aspirante a escritor, finalmente consegue escrever uma novela baseada em um fato real, a explosão de uma bomba no centro histórico de Porto Alegre. Por depositar todas as suas esperanças nesse manuscrito, ele logo pede que seu amigo – o detetive Walter Jacquet recém-chegado dos EUA para uma temporada na cidade – avalie a sua história. Bomba explodindo em lugar diferente do sugerido por uma denúncia anônima, muitos interesses políticos e uma pressa suspeita em capturar o autor do atentado, incitam Walter a utilizar a lógica para desconstruir passa-a-passo o caso (e para desespero de Joãozinho de sua novela) e enveredar por suas próprias investigações. Continuar lendo

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Destinos e Fúrias (Lauren Groff)

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Terminei de ler Destinos e Fúrias há um tempinho já, mas para escrever esta resenha, precisei ruminar um pouco essa história. A trama de Groff me deixou com sentimentos ambíguos. Foi um livro com o qual a leitura não fluiu totalmente, várias vezes interrompi a leitura porque os personagens não conseguiam me prender. Lotto e Mathilde não são personagens fáceis de ‘engolir’, eles não te cativam logo de cara e, durante muito tempo você até mesmo não gosta deles, o que te faz pensar muitas vezes sobre qual foi o objetivo de Groff ao escrever uma história sobre personagens tão, na falta de melhor palavra para descrevê-los, antipáticos. Mas aí Groff faz sua mágica e você nem mesmo percebe. De repente você passa a enxergar a aura dourada de Lotto que sempre lhe angariou admiradores fiéis, e Mathilde revela toda a sua complexidade, sua força interior. Os defeitos de ambos continuam ali, e no fim das contas, são eles que os tornam mais humanos e acessíveis. E é assim que o livro com o qual comecei a leitura com a impressão de que não iria gostar, de que o auê em torno dele era injustificável e que não havia nada de mais na história de Groff, me pegou de jeito. O casal pode não ser tão extraordinário assim, mas Groff tornou o nosso papel de observadores desse casamento fascinante.

“- Minha esposa – disse. – Minha.

(…)

– Pare – pediu ela. Perdera o sorriso, tão tímido e constante que deixara o marido espantado de vê-la de perto sem um. – Ninguém é de ninguém. Fizemos algo grandioso. É novidade.

(…)

– Você tem razão – disse ele; pensando “Não”, pensando em quão profundamente pertenciam um ao outro. Sem dúvida.

Entre a pele dele e a dela havia o menor dos espaços, mal cabia ar, mal cabia a camada de suor que começava a esfriar. Mesmo assim, uma terceira pessoa, o casamento dos dois, se insinuara ali. ”

(Páginas 10 e 11)

Lotto e Mathilde se casaram aos 22 anos, loucamente apaixonados. É o pontapé inicial da narrativa de Groff que nos convida então a desvendar as facetas dessa união por intermédio de seus dois lados. Assim, Destinos e Fúrias torna-se dois livros. Destinos, narrado sob o ponto de vista de Lotto, traz sua história desde antes do seu nascimento: o envolvimento dos pais, o relacionamento com os amigos desaprovado pela mãe, o envio para o internato em outro estado, a solidão, a descoberta do teatro, seu despertar como don juan, o casamento com Mathilde… Continuar lendo

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O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (Ransom Riggs)

o orfanato da srta peregrine

Quando o primeiro volume da série do Ransom Riggs foi lançado, confesso que não havia me animado em conferir a história de suas crianças peculiares. Mas aí o livro ganhou uma adaptação cinematográfica (estreia agora em setembro) com direção do Tim Burton e foi o que bastou para colocar a história de Riggs em evidência novamente. Com o trailer de divulgação e a promessa da publicação dos demais volumes da série rapidamente (e a Intrínseca cumpriu!) finalmente decidi conferir essa história. Para ser bem sincera, o fato é que haverá um filme que quero muito assistir e há uma obra literária por trás, meu TOC literário simplesmente não me deixaria queimar uma etapa e partir direto para a telona.

Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias extraordinárias do avô. A principal versava sobre como ele fugira de monstros na Polônia e fora acolhido em um orfanato mágico, protegido por uma ave, em uma ilha no País de Gales. Essa história vinha acompanhada de estranhas fotografias de seus moradores. Quando era pequeno Jacob se deleitava nessas histórias, ao crescer começou a achar que nada havia de fantasioso nelas e que as narrativas serviam apenas para mascarar os horrores da Segunda Guerra que marcaram a vida do avô. Até o dia que o avô fora atacado e antes de morrer lhe fez prometer que encontraria a Ilha, o orfanato e a ave. A única forma de Jacob ficar seguro. Na ilha Jacob tem seus primeiros contatos com as crianças peculiares. Jovens com características (melhor dizendo poderes) que as tornam únicas e no mundo real incompreendidas e caçadas. Eis um claro discurso sobre aceitar as diferenças e a crítica velada ao preconceito e às atitudes extremas que ele pode levar. Alguns podem achar piegas, lugar comum, mas o discurso encaixa-se perfeitamente à trama, e que bom que Riggs não se privou de fazê-lo. Continuar lendo

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Star Wars – Império Despedaçado (Rucka, Checchetto, Unzueta & Laiso)

STAR WARS IMPERIO DESPEDACADO

Star Wars – Império Despedaçado é uma minissérie gráfica composta por quatro volumes publicada pela Marvel. Elas fazem parte do novo cânon da franquia e ajudam a criar a ponte entre os filmes seis e sete. No Brasil, os quatro volumes foram reunidos em um único encadernado pela Panini. As histórias têm roteiro do Greg Rucka (autor de Star Wars: A Missão do Contrabandista e Star Wars: Antes do Despertar), arte do Marco Checchetto, Ángel Unzueta e Emilio Laiso e cores de Andres Mossa.

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A Presa de Sharpe (Bernard Cornwell)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do quinto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

APresadeSharpe

Depois da Batalha de Trafalgar, eu confesso que esperava reencontrar um Sharpe mais feliz. Com algum dinheiro no bolso, uma posição efetiva como soldado nos Fuzileiros e, quem sabe, o amor de Lady Grace. Mas, a leitura deste quinto volume mostrou que se Cornwell pode deixar a vida de seu protagonista árdua e melancólica, ele o irá fazê-lo sem meias medidas. É assim que reencontramos Sharpe em 1807 (dois anos depois de Trafalgar): vagando solitário e sem dinheiro pelas ruas de Londres, desenganado com o amor e cansado de tentar ser um bom soldado e não reconhecerem o seu valor. Será o fim de sua carreira como oficial? Se ele pudesse ter vendido sua patente talvez fosse, mas como até isso lhe foi negado, restou ao acaso o papel de reunir velhos companheiros de batalhas indianas e garantir a Sharpe uma missão. Acompanhar o nobre oficial John Lavisser à Dinamarca. Lavisse irá propor um suborno ao príncipe herdeiro dinamarquês e quem sabe trazer a Dinamarca para o lado inglês e impedir uma guerra. Cabe a Sharpe mantê-lo a salvo dos franceses. Mas, se tem uma coisa que aprendemos com os livros anteriores é que sempre há um traidor e, se ele não é Haskewill (ainda estou me perguntando aonde o bendito foi parar e quando irá dar as caras novamente), será alguém bem próximo a Sharpe. Lavisser é claro, não é muito difícil perceber isso. Sharpe foi escolhido como substituto ao antigo soldado designado para proteger Lavisser e que acabou assassinado, e não demora para o nobre oficial tentar livrar-se de Sharpe também, mas é claro que não dá certo e agora é Sharpe que parte em seu encalço (por toda a Dinamarca) para desmascará-lo e fazê-lo pagar pela traição. Continuar lendo

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O Oráculo Oculto (Rick Riordan)

CAPA-O-Oráculo-Oculto

Riordan desta vez foi bonzinho e não nos deixou muito tempo longe dos personagens que aprendemos tanto a gostar. Após a conclusão da série Os Heróis do Olimpo e seu enveredamento pelo mundo dos deuses nórdicos, era de se esperar que Riordan fosse dar uma pausa nos mundos grego e romano. A participação de Annabeth na história do primo Magnus Chase vinha como um alento para mantermos contato, ainda que indiretamente, com os semideuses já tão conhecidos. Mas, pelo visto Riordan não conseguiu ficar muito tempo afastado do Olimpo e de Long Island e o término da batalha contra Gaia forneceu a desculpa que faltava para ele começar uma nova história, desta vez com um toque divino a mais, na verdade, a menos, bem menos…

 “ Inspecionei meu novo corpo. Eu aparentava ser um adolescente caucasiano do sexo masculino, usando tênis, calça jeans e uma camisa polo verde. Muito sem graça. Eu me sentia enjoado, fraco e tão, tão humano.

       Nunca vou entender como vocês, mortais, toleram isso. Vocês passam a vida toda presos em um saco de carne, incapazes de apreciar os prazeres mais simples, como se transformar em um beija-flor ou se dissolver em pura luz.

 E agora, que os céus me ajudem, eu era um de vocês, apenas mais um saco de carne no universo.” (Página 11)

Zeus culpou Apolo pela batalha entre os deuses e Gaia e como punição o expulsou do Olimpo. O deus do sol foi parar na Terra, agora sob a forma de garoto (mortal) de 16 anos. Não é a primeira vez que Apolo passa por tal provação e se tem uma coisa que suas experiências anteriores lhe ensinaram, era que ele estaria destinado a servir um semideus e que ainda sofreria muito até cair nas graças de seu pai novamente. Ele só não contava ficar a serviço de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha que se defende com frutas; que o seu mais famoso oráculo (o Oráculo de Delfos) ainda não estivesse funcionando e que caberia a ele (e não a um grupo de semideuses, por mais famosos e competentes que sejam) reavê-lo; e que como apenas mais um saco de carne no universo, entraria na mira de um de seus adversários mais antigos (e ele não está sozinho). Continuar lendo

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