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Jogos Vorazes (Suzanne Collins)

Após a destruição dos Estados Unidos, na sociedade distópica Panem, o poder é exercido com mãos de ferro pela Capital. Panem atualmente é composta por 12 distritos mais a Capital, mas teve um tempo que um 13° distrito existia. Só que isso foi antes da última rebelião dos moradores dos distritos, a rebelião que falhou e garantiu um legado para todos os distritos: os Jogos Vorazes. Uma competição anual, transmitida ao vivo, na qual um garoto e uma garota (os chamados tributos, entre 12 e 18 anos) de cada distrito são selecionados, jogados em uma arena e obrigados a lutar até a morte, apenas um jogador pode sobreviver.

Katniss Everdeen tem 16 anos e é moradora do distrito 12, o distrito mais pobre de toda Panem. A garota cuida da mãe e da irmã desde a morte do pai e garante o sustento da família tendo uma atividade totalmente ilegal junto com o amigo Gale, ela caça na floresta circundante, floresta esta separada do distrito por uma cerca que deveria estar sempre eletrificada. Desde o início já notamos em Katniss uma chama de revolução contra o sistema de governo e a política de Panem, mas ela mantém suas opiniões em segredo para salvaguardar sua família. Apesar de todas as dificuldades, a vida era relativamente tranquila para a família de Katniss, até Prim (sua irmã menor) ser selecionada como tributo do distrito 12. Katniss então se oferece para ir em seu lugar e para piorar descobre que junto com ela irá Peeta Mellark, um garoto com quem Katniss tem uma dívida, já que ele ajudou sua família no passado. Continuar lendo

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A Lenda dos Guardiões – A Captura (Kathryn Lasky)

Antes mesmo da série A Lenda dos Guardiões (Guardians of Ga’hoole) tomar forma, autora Kathryn Lasky já nutria uma predileção pelas corujas e pelo seu comportamento. Sua ideia inicial era escrever um livro de não ficção sobre esses animais, ilustrado pelas fotografias de seu marido, mas na prática a tarefa se mostrou difícil e ela decidiu então, escrever um livro de fantasia estrelado por elas aproveitando os conhecimentos que conseguiu angariar.

No primeiro livro da série, Soren uma jovem coruja-de-igreja vive na floresta de Tyto junto dos pais, a recém-nascida irmã Englantine, o irmão mais velho Kludd e a velha babá cobra cega sra. Plithiver (ou apenas sra. P). Tudo ia às mil maravilhas, com as cerimônias dos pelos, da carne, dos ossos… até que um dia Soren cai do ninho e é raptado. Gylfie uma corujinha-duende também foi sequestrada e ambos são levados para a Academia S. Aegolius para corujas órfãs (órfãs?). Lá todas as corujinhas sofrem uma espécie de lavagem cerebral para esquecerem quem um dia foram, de todas as corujinhas capturadas parece que apenas Soren e Gylfie conseguiram evitar tal destino. Eles decidem então fugir, mas durante a preparação para a fuga eles descobrem que S. Aegolius esconde uma terrível trama que ameaça a vida de todas as corujas. Continuar lendo

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Ilha do Medo/Paciente 67 (Dennis Lehane)

Não há como negar, Lehane fulgura no rol dos mestres da ficção policial, seja nos livros co-estrelados pelos detetives Kenzie e Gennaro, ou nos fora da série como é o caso de Sobre Meninos e Lobos e Ilha do Medo. O autor consegue imprimir uma atmosfera tão sombria e sufocante em seus livros, com tramas de ritmos tão intensos, que até quando a fórmula utilizada pode ser considerada batida, ele consegue nos deixar ofegantes em muitos momentos e embasbacados em tantos outros.

Em 1954, Teddy Daniels desembarca na ilha Shutter junto com seu novo parceiro Chuck Aule, para investigar a fuga de uma interna do hospital psiquiátrico Ashecliffe para criminosos. E aqui um adendo a bem trabalhada relação entre os dois xerifes. Teddy é o que já passou por tragédias na vida, cético, certeiro e direto em suas perguntas e austero, Chuck por outro lado é dono de uma ironia sarcástica premente. É o primeiro caso dos dois detetives juntos, mas a dupla funciona de forma instantânea, piadinhas, complementação de teorias… Percebe-se claramente que há um compartilhamento tácito de ideias entre os dois, mas tudo de forma bem natural, em nenhum momento parece forçado, já que a estranheza ao novo e o receio entre os fatos desconhecidos entre um e outro também está presente. Continuar lendo

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Gone – Lisa McMann

Atenção, este post trata do terceiro livro da série “Wake Trilogy” e, por mais que eu evite, pode conter spoiler da trama do livro anterior (nunca do próprio livro). Para ler a resenha do primeiro livro da série, Wake, clique aqui. Para ler a resenha de Fade, clique aqui.

A Núbia já resenhou Gone. Para ler o que ela achou, clique aqui.

Durante a trama do segundo livro, Fade, Janie descobre que deve tomar uma decisão sobre como quer viver sua vida. Devido à sua habilidade de navegar e mudar os sonhos alheios, Janie pode escolher se quer ajudar as pessoas ou se isolar. Cada uma das opções trará problemas para ela, tornando a escolha mais do que difícil. Não é como se ela estivesse dividida entre dois cursos para cursar na faculdade: ela tem que decidir qual fim quer para sua vida. E isso não pode ser fácil.

Some a isso a mãe alcólatra (cuja história é apresentada no encerramento da série), a melhor amiga pródiga e um romance oscilante. Ah, e a fama de ser a pessoa que causou a prisão de três professores da escola. Para piorar a confusão na cabeça da protagonista, aparece em sua vida outra pessoa, que vai trazer à tona mais um fator que ela terá que considerar antes de tomar qualquer decisão. Continuar lendo

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Keys to the Repository (Melissa de la Cruz)

 

Keys to the Repository

O Repository, ou Repositório, é onde os Blue Bloods guardam os séculos de história de seu povo, tanto do passado quanto do presente. Assim sendo, não é difícil de ver porque o primeiro companion da série Blue Bloods se chama “Chaves do Repositório”.

O livro é dividido como um arquivo: ele tem pastas maiores e dentro delas estão pastas menores. Basicamente, há um pouco da história das principais famílias da série, seguida de uma ficha sobre os membros da família e um trecho de história. Também existem mapas e fichas sobre o Conclave. Em apêndices, no fim do livro, podemos ver uma lista de personagens secundárias (ótima para quem não lembra quem é quem), uma lista dos cães que aparecem na história e uma de termos usados na série.

Não é necessário para acompanhar a série (ao contrário de Bloody Valentine, que se tornou importante), mas é aquele livro que os fãs da série vão querer ler para saber todos os detalhes possíveis.

Para quem está ansioso pelo próximo livro da série, voltar à série com KttR pode ser um bom jeito de relembrar o que aconteceu nos livros passados, já que ele faz referência aos livros anteriores sempre que cita algo que é explorado melhor em outro dos volumes da série.

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Perfeitos – Scott Westerfeld

Atenção, este post trata do segundo livro da série “Feios” e, por mais que eu evite, pode conter spoiler da trama do livro anterior (nunca do próprio livro). Para ler a resenha do primeiro livro da série, Feios, clique aqui.

 

Perfeitos

Tally é perfeita. Agora ela deve ser aceita em um dos grupos existentes na sociedade utópica. Shay e Peris são Crims e Tally quer se juntar a eles. Ela se encaixa bem na descrição dos Crims: a maioria aprontou durante o tempo em que foi Feio. Durante a festa em que vai saber se foi ou não escolhida, Tally tem uma visita de alguém de seu passado e por pouco não estraga sua chance de ser aceita.

Essa visita faz Tally lembrar coisas importantes do seu passado de feia e junto do líder dos Crims, Zane, Tally volta a se sentir como antes da cirurgia que a transformou em Perfeita.

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A Criança Roubada (Keith Donohue)

Pode alguém assumir o lugar de outro a perfeição? Keith Donohue nos mostra que sim, pelo menos à primeira impressão em seu livro A Criança Roubada. O autor nos apresenta os hobgoblins ou fadas das florestas, criaturas que permeiam o imaginário popular e que mostram ser muito reais e capazes de um ato terrível… ao se tornar um changeling essas criaturas trocam de lugar com uma criança, escolhida à dedo, assumem suas feições, sua vida e a criança torna-se um hobgoblin.

Foi o que aconteceu com o garotinho Henry Day em 1949. Ao fugir de casa, teve sua vida roubada e usurpada por um desses seres e se viu ele mesmo transformado em um. Passamos então a acompanhar o processo de adaptação do changeling em Henry Day e o de Henry Day em Aniday. Encantamos-nos por Aniday e também pelo suposto Henry Day. A descrição que Donohue faz desse processo é rica em detalhes, sensível e enternecedora. Os processos de aprender viver na floresta e o de aprender viver em uma casa de humanos, apesar de tão díspares, mostram-se semelhantes. O processo se resume a luta pela sobrevivência e a busca pelo eu. Aniday luta para não esquecer seu eu anterior, não deixar escapar entre os fios das memórias tão frágeis as sensações, rostos e lembranças de sua família. Enquanto Henry Day luta contra a verdade de que ele antes era um changeling, verdade esta que ele não consegue deixar para trás. Continuar lendo

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O Noivo da Minha Melhor Amiga (Emily Giffin)

Rachel estava acostumada a estar na sombra da melhor amiga, Darcy. Até mesmo a festa surpresa planejada por Darcy para seu aniversário de 30 anos de alguma maneira se transformou em uma maneira de comparar as duas.

Darcy sempre foi bastante narcisista e egoísta, mas apesar disso, passa a impressão de ser bastante insegura. Por isso mesmo sempre se esforçou bastante para ser melhor do que Rachel e Annelise, suas melhores amigas.

Na faculdade, Rachel conhece um rapaz interessantíssimo, chamado Dexter, e logo se vê caidinha por ele. No entanto, a moça é bastante tímida e falta-lhe coragem para fazer algo a respeito da paixonite. Quando Rachel apresenta Darcy a Dexter, acredita que os dois se deram bem e os deixa a sós. Eventualmente, os dois começam a namorar e ficam noivos, então Rachel fica bastante surpresa quando Dex a beija no fim da festa de aniversário.

E assim começa uma complexa história de relacionamentos: o complicado rolo entre Dex e Rachel, a amizade entre Rachel e Darcy, o noivado de Darcy e Dex, Rachel e sua consciência, Rachel e os amigos que acabam descobrindo todo o rolo. Nunca vivi uma situação parecida, mas acho que a autora conseguiu descrever bem as emoções e sentimentos dos envolvidos. Neste livro, tudo é narrado do ponto de vista de Rachel, e é interessante ver como ela disputa consigo mesma, o tempo todo, a situação em que se meteu: estou apaixonada pelo noivo da minha melhor amiga, e agora?!?!

A conclusão do livro é bastante óbvia, embora tenha elementos meio inesperados. Quem já leu Questões do Coração , da mesma autora, vai reconhecer os protagonistas, já que Tessa Russo é irmã do Dex, e o cita várias vezes no decorrer de seu drama.

A leitura foi bem agradável, e relativamente rápida. Li num momento em que eu queria um pouco de açúcar nas minhas veias, e me proveu de açúcar com uma pequena dose de realidade. Já tinha lido Questões do Coração, mas ainda assim me surpreendi com a autora: esta é a terceira protagonista dela (QdC tem duas) e ela é totalmente diferente das outras. A Novo Conceito lançou recentemente uma história sob o ponto de vista de Darcy, chamada Presentes da Vida, e não me surpreenderia se a autora fez com que a narrativa de Darcy seja diferente da das outras protagonistas – e só isso já é o suficiente para eu querer ler esta história!

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A Fúria dos Reis (George R. R. Martin)

*Atenção, esta resenha pode conter spoiler do enredo do livro anterior da série. Já leu as resenhas do primeiro livro? Você poder ler a minha opinião sobre Guerra dos Tronos aqui e a opinião da Mari aqui.

Estamos de volta a Westeros, o verão finalmente terminou e a fidelidade dos Sete Reinos ao rei do Trono de Ferro também. Com a morte do Rei Robert, seu filho Jofrey assume o trono com Cersei sendo a rainha regente. Mas, com as dúvidas acerca da paternidade do garoto e os eventos transcorridos após a execução de Ned Stark acusado de traidor. Renly Baratheon (irmão mais novo de Robert) se autodeclara rei de Westeros, Stannis Baratheon vê-se como herdeiro legítimo do trono e lutará por ele e no norte, Rob Stark é coroado rei por seus vassalos. A disputa pelo poder está cada vez mais forte e os envolvidos não medem esforços para mantê-lo, aumentá-lo ou consegui-lo. Seja através de intricadas tramas sendo tecidas nos bastidores dos reinos, por meio de forças misteriosas e magia desconhecida que aporta em Westeros, ou através de batalhas sangrentas. Ardis, mistérios e espadas são o que temos em A Fúria dos Reis.

O início da narrativa de Martin nesse segundo volume é inquietante, novos personagens são introduzidos, nos são mostrados os destinos de velhos conhecidos e as mudanças empreendidas por Tyrion em Porto Real como mão do rei são de deixar qualquer um que desgoste minimamente de Cersei bem alegre. A história segue ágil e prometia seguir assim, mas em algum momento Martin perdeu o ritmo e com eles perdemos o afã por saber os acontecimentos vindouros. A impressão que tive é que o autor estava receoso de encerrar os acontecimentos do livro, em várias partes ele delonga-se demais na narrativa, para quê, por exemplo, citar todos os navios de cem remos na batalha em Porto Real? A estratégia virou uma ladainha de nomes, prontamente esquecidos pelo leitor já no próximo parágrafo. Foco Martin, a qualidade de um livro não é medida pela quantidade de páginas, se elas não forem bem aproveitadas a enrolação fica evidente e o leitor cansado. Continuar lendo

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A Game of Thrones (George R. R. Martin)

Leia o que a Núbia achou do livro aqui

Ao norte da muralha que divide o mundo habitável do selvagem, uma expedição cruza com criaturas que parecem saídas de histórias de terror. Ao sul desta muralha, um rei perdeu seu conselheiro mais fiel e está viajando para convencer seu melhor amigo a tomar este posto. E do outro lado do mar, um casamento é feito com o objetivo de reconquistar um trono roubado. É assim que começa esta história épica.

Logo vamos ficando familiarizados com as personagens principais, suas famílias, costumes e credos. Conhecemos Eddard Stark (fica aqui a declaração de amor pelo Sean Bean, que o interpreta na adaptação da HBO), sua esposa Catelyn e seus seis filhos: Robb, Sansa, Arya, Bran, Rickon e Jon (este último é bastardo).

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