Arquivo da categoria: Resenhas da Núbia

A Namorada do Meu Amigo (Graciela Mayrink)

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Conheci o trabalho de Graciela com Até eu te Encontrar. A história com uma pegada mais mística, um amor destinado a acontecer e muitas barreiras para serem superadas pelos protagonistas para ficarem juntos, me cativou. Bem como o jeitinho todo especial da Graciela descrever a vida universitária em “cidades-ovo”, aquelas em que todo mundo conhece todo mundo, muito bem. Então, talvez eu tenha ficado com expectativas muito altas em relação ao seu novo romance. Não que a história de A Namorada do Meu Amigo seja ruim. Há personagens divertidos, elementos interessantes e a vida universitária em cidades pequenas continua a todo vapor. Mas, faltou algo para nos deixar na torcida pelo casal principal, em ansiar para eles conseguirem ficar juntos. Algo simplesmente não convenceu, tanto é, que muitas vezes os personagens coadjuvantes é que roubara a cena. (Não se assuste se você de repente se pegar torcendo pelo mocinho terminar com a outra!). A narrativa da Graciela continua muito boa, o texto contém humor na dose certa e a leitura flui e é bem rápida. Mas esse, definitivamente não seria o livro que eu recomendaria para quem ainda não leu nada da autora. Para essas pessoas eu digo: vá atrás de Até eu te Encontrar e não irá se arrepender. Continuar lendo

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Endgame – O Chamado (James Frey & Nils Johnson-Shelton)

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“Quando o jogo começar, precisaremos deliberar, decifrar, nos deslocar e matar. Alguns de nós estão menos preparados e serão os primeiros a morrer. O Endgame é simples assim. O que não é simples, é que, quando um morrer, significará a morte de inúmeros outros. O Evento, e o que vier depois, garantirá isso. Vocês são os perdedores sortudos e os vencedores azarados. Vocês são a plateia do espetáculo que determinará seu destino.” Página 9.

Doze mil anos atrás, seres desceram dos céus e criaram a humanidade. Como eles precisavam de ouro, para extraí-lo, instalaram aqui doze linhagens que deram origem às nossas antigas civilizações. Após terem conseguido o que queriam foram embora, mas não sem antes avisar que um dia voltariam, por causa do Jogo. O Jogo que determinará o futuro da humanidade. O Endgame. Por todos os anos que as linhagens persistiram em segredo, cada uma sempre teve o seu Jogador. Um jovem treinado nas mais diversas perícias, em sua maioria mortais. Quando o Endgame começar, os jogadores terão que achar três chaves que estão espalhadas pelo planeta. Quem achar as chaves primeiro ganha o jogo. Não há regras. O segredo é se manter vivo.

Este é o plot principal delineado por Frey e Johnson-Shelton. Uma trama que promete uma história dinâmica e sangrenta, que já teve seus direitos comprados pela Fox e chega junto com uma jogada empreendedora por parte dos autores. Um prêmio de 500 mil dólares em barras de ouro! Não, você não leu errado. Em paralelo aos enigmas que os jogadores precisarão desvendar nos livros, há um enigma real, que teve início em 07 de outubro do ano passado e ficará disponível até 07 de outubro de 2016 ou até que alguém o solucione. Para participar o leitor tem que apenas seguir as dicas deixadas por eles no livro. A experiência de leitura fica por conta do leitor. Você pode ser apenas expectador do Endgame, ou pode acompanhar as pistas deixadas ao longo da leitura e tentar resolver o desafio. As dicas são sutis e não atrapalham a leitura, bem como não são essenciais para o entendimento da história, podendo ser deixadas de lado sem perdas. Continuar lendo

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Se Eu Ficar + Para Onde Ela Foi (Gayle Forman)

Já fazem bem uns três anos a primeira vez que li Se Eu Ficar da Gayle Forman. Inclusive, já tem resenha dele aqui no blog [confira aqui]. Mas, quando fiquei sabendo que o filme finalmente seria lançado e que a Novo Conceito iria publicar uma nova edição no Brasil, sabia que teria que conferir. Então, esta resenha é um pouco diferente porque como já havia resenhado Se Eu Ficar, não fazia sentido escrever uma nova resenha, mas ao mesmo tempo não podia me privar de tecer comentários sobre a nova edição e a experiência de releitura. Assim, decidi fazer uma resenha dupla e falar de Se Eu Ficar e sua continuação Para Onde Ela Foi.

Já aviso que não irei me delongar em discorrer sobre a trama de Seu Eu Ficar, para mais detalhes confira a resenha antiga no link acima.

se eu ficar

Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

A nova edição da Novo Conceito foi publicada quase que simultaneamente ao lançamento do filme, e todo o trabalho de editoração e divulgação da obra pautou-se sobre este fato. Desde a capa, que confesso que apesar de não curtir capas de filmes, gostei muito, até a inclusão de transcrições de conversas entre Gayle e os atores que interpretaram os protagonistas, no final do livro. O trabalho gráfico interno ficou muito bonito, e tirando alguns errinhos de concordância, a tradução da Amanda Moura ficou muito boa e nada aquém da edição já publicada anteriormente. Continuar lendo

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O Sangue do Olimpo (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no quinto e último livro da série Os Heróis do Olimpo e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

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Quem poderia imaginar que o desaparecimento de Percy Jackson e a inclusão de um novo acampamento de semideuses, desta vez romanos, poderia render histórias tão dramáticas, divertidas e repletas de aventura como em sua série antecessora (leia-se Percy Jackson e Os Olimpianos)? Riordan acertou em cheio em resgatar velhos conhecidos, trazer novos personagens, e, ao misturar ambas as faces dos deuses e trabalhar muito bem essa bagunça ao longo dos livros. Aliás, ver Atena-Minerva transtornada, Ares-Marte doido por uma carnificina independente do lado apresentado e toda essa disparidade entre o lado grego bom vivant e o romano sisudo, foi uma das coisas mais legais ao longo dos livros.

Em O Sangue do Olimpo, Riordan encerra mais uma série bem sucedida. É hora de darmos adeus (com a esperança de que possamos esbarrar com eles novamente por aí) aos velhos conhecidos e aos novos personagens que souberam como ninguém cair nas graças do público. Continuar lendo

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A Escolha (Kiera Cass)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro e último livro da trilogia A Seleção e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

a escolha

“Estava com raiva de Maxon, com raiva de seu pai, com raiva da Seleção e de tudo que vinha junto. Uma imensa frustração apertava meu peito, nada mais parecia fazer sentido e eu queria muito falar com as garotas sobre o que estava acontecendo.” Página 230.

A Escolha, volume final da trilogia iniciada com A Seleção, já chega com uma sinopse que só serve para confirmar que mesmo com todo o mimimi insuportável da América, a escolha já estava feita há muito tempo. A verdade é que a trilogia perdeu boa parte de seu encanto a partir do segundo livro. Fiquei esperando um aprofundamento nas questões políticas e sociais de Illéa que não veio e tive que aturar uma América indecisa ao extremo e um Maxon com atitudes desconcertantes e que não condiziam com o personagem que nos foi previamente apresentado. Então, comecei a leitura deste último volume sem esperar muita coisa, o que fez os acertos da Kiera renderem boas surpresas. Continuar lendo

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O Guarda (Kiera Cass)

o guarda

“Os laços que nos ligavam ainda estavam lá. Talvez frouxos pelo desgaste da Seleção, mas ainda presos.

‘Me diga que vai esperar por mim’, eu implorava.

Ela não respondeu, mas não perdi a esperança.

Não até ele aparecer, caminhando na direção dela, exalando charme, riqueza e poder. Estava acabado. Eu tinha perdido.”

 

A exemplo do espaço que foi dedicado à Maxon no conto O Príncipe, Kiera também reservou um espaço para Aspen nos mostrar um pouco do seu ponto de vista sobre o processo da Seleção e a perda “gradativa” de América.

Sendo bem sincera, com seu segundo livro da trilogia, Kiera conseguiu me decepcionar ao ponto de eu pegar birra por alguns personagens. As expectativas após ler A Seleção foram tão grandes, e o lenga-lenga em A Elite tão arrastado, que só decidi continuar acompanhando a série porque já tinha ido tão longe que tinha que saber como iria terminar. E, como já havia lido o conto de Maxon, resolvi arriscar no do Aspen também.

Diferentemente do conto de Maxon que se focou muito mais nos eventos pré-Seleção. A história de Aspen tem o ponto positivo (e único) de trazer ao nosso conhecimento o que A Elite falhou miseravelmente em transmitir. Mais informações sobre a política do Rei Clarkson e a atuação dos rebeldes. O conto funciona bem como uma ligação entre A Elite e o volume final da trilogia, mas não nos deixa no afã para iniciar logo a leitura de A Escolha.

A Editora Seguinte disponibilizou gratuitamente o e-book, que pode ser obtido nas principais lojas virtuais: [Amazon][Google Play][Kobo][Saraiva].

 

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Atrás do Espelho (A. G. Howard)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da trilogia Splintered e pode haver spoilers sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

atrás do espelho

“É mais um lembrete de que o conto de fadas do País das Maravilhas é real, de que o fato de ser descendente de Alice Liddell significa que sou diferente de todo mundo. Não importa a distância que eu tente colocar entre nós, estou para sempre ligada a uma estranha e horripilante espécie de criaturas mágicas chamadas intraterrenos.” página 8

Há um ano Alyssa foi coroada Rainha do País das Maravilhas, mas decidiu abdicar de seus afazeres reais para viver no mundo dos humanos, junto à sua família, amigos e do seu namorado Jeb. Durante um ano, ela tentou levar uma vida normal, aproveitar para passar mais tempo com sua mãe (que finalmente voltara para casa), com Jeb, com suas obras de arte e fazendo planos para um futuro em Londres. Há apenas um porém nessa normalidade toda, Jeb não se lembra do tempo passado no País das Maravilhas e Alyssa vem protelando contar a ele sobre a aventura passada e sua herança fantástica por medo de parecer louca. Mas, quando a loucura invade seu mundo, ela não tem mais escolha a não ser abrir o jogo e tentar manter um equilíbrio entre o mundo dos humanos e o dos intraterrenos. Porque Morfeu, o intraterreno que há muito habita seus sonhos, não permitirá que Alyssa despreze seu legado. Morfeu está no reino humano, com notícias nada animadoras. A Rainha Vermelha está determinada a se vingar de Alyssa, o País das Maravilhas está em colapso e todos os que Alyssa ama estão em perigo, a menos que ela reivindique seu trono e lute pelo País das Maravilhas contra a ira da Rainha Vermelha. Continuar lendo

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A Mariposa no Espelho (A. G. Howard)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos entre o primeiro e o segundo livro da trilogia Splintered e pode haver spoilers sobre fatos do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

a mariposa no espelho

Seguindo a moda atual das séries literárias, A. G. Howard também escreveu um conto que serve de ponte entre os acontecimentos de O Lado Mais Sombrio e Atrás do Espelho. O conto, A Mariposa no Espelho, traz alguns acontecimentos do primeiro livro sob o ponto de vista de Jeb, analisados e esmiuçados por Morfeu.

“Manter-se afastado da amiga fez com ele sentisse o gosto da solidão pela primeira vez. Mesmo todos os anos claustrofobia que ele passara aprisionado em um casulo antes de encontrá-la… nem mesmo eles o prepararam para o sofrimento da ausência dela.”

Seis meses após Alyssa derrotar a Rainha Vermelha e decidir partir do País das Maravilhas, Morfeu ainda não consegue entender como um humano pode ter conseguido o que ele mais almeja e não pôde conquistar. O coração de Alyssa. E mesmo com ela longe, ele está decidido a enveredar-se pelos pensamentos mais profundos de Jeb (suas memórias perdidas do País das Maravilhas), para assim conhecer suas fraquezas e saber como derrotá-lo e ter Alyssa para si. É por meio dessas memórias, juntos com Morfeu, que podemos ter uma visão mais ampla de episódios derradeiros de O Lado Mais Sombrio. Continuar lendo

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Um Grande Garoto (Nick Hornby)

um grande garoto

Com os outros romances do Nick Hornby que já li, tive a oportunidade de conferir como ele desenvolve narradores femininos e masculinos, mas com Um Grande Garoto, pude ver como ele trabalhou seu humor característico do ponto de vista de um garoto de 12 anos. E muito bem, diga-se de passagem. Um Grande Garoto (About a Boy) é o seu segundo romance. Publicado em 1998, aqui no Brasil em 2000, a obra já foi adaptada para as telas em 2002 (filme que evitei assistir até hoje – pois é, tenho minhas manias) e atualmente foi transformado em série, mostrando o quanto o tema abordado por Hornby continua atual, apesar de na essência ser um romance totalmente anos 90. A trama se passa em 1993. Continuar lendo

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Encontrada (Carina Rissi)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo (e último?) livro da série Perdida e pode haver spoilers dos livro anterior. Para saber o que eu achei de Perdida confira os links no final desta resenha.

 encontrada

Quando terminei a leitura de Perdida e fiquei sabendo que iria ter uma continuação, logo fiquei com o pé atrás. A história criada por Carina tinha se encerrado de forma tão coesa, sem deixar pontas soltas, que duvidava de que ainda pudesse haver algo para Carina criar uma nova história. Apesar dos personagens cativantes e de um romance de abalar o século dezenove, tinha medo de que ao prolongar-se demais Carina fizesse a história perder parte de seu brilho. Então, comecei a ler Encontrada com esperanças de que Carina me surpreendesse, mas ao mesmo tempo sabendo que eu poderia me decepcionar. E que ótimo que meus receios não se concretizaram. Carina veio e mostrou que havia sim muito que pudesse ser explorado, que não bastava garantir a volta de Sofia ao século dezenove e colocá-la junto à Ian. Acompanhar a adaptação dessa ávida consumidora de tecnologias, dessa garota com hábitos e pensamentos típicos do século vinte e um ao século dezenove, poderia render histórias que tornariam esse romance atemporal ainda mais mágico. Continuar lendo

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