Fuller House

O que aconteceu com a previsibilidade? Os primeiros segundos do primeiro episódio do revival de Full House me fez achar que abri o episódio errado, mas logo ficamos sabendo que se passaram (preparem-se) 29 anos. Mas cá estamos, novamente, encarando a fachada da casa dos Tanner em São Francisco. No original, Danny (Bob Saget) se vê sozinho com três meninas para criar, e seu cunhado, Jesse (John Stamos), e melhor amigo, Joey (Dave Coulier), se mudam para a casa deles com o intuito de ajudá-lo com as meninas. O drama desta vez, é outro… Em 2016, algo semelhante aconteceu com DJ (Candace Cameron Bure), a filha mais velha de Danny, mãe de três meninos e obrigada a cuidar deles sozinha. Continuar lendo

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Turma da Mônica – Lições (Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi)

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Já estamos no oitavo volume do selo Graphic MSP e desta vez os irmãos Cafaggi retornam ao bairro do Limoeiro com uma história triste, mas repleta de fofura. Os traços continuam lindos; as cores, desta vez em parceria com a Paula Markiewicz, mantêm o clima oitentista da trama; e agora, novos (velhos conhecidos) personagens nos são apresentados: Dudu, Quinzinho, Mingau, só para citar alguns…

Desta vez, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão se esquecem de fazer a lição de casa, e quando o medo da possível bronca da professora alia-se a uma imaginação fértil e um medo irracional, as crianças tomam medidas drásticas que as colocam em sérios apuros. E cabe aos pais, garantirem que eles aprendam a lição. Para isso, eles cobram das crianças mais disciplina, os colocam em novas atividades e no caso da Mônica, até mesmo a mudança para uma nova escola! Nada será como antes e a Turma acaba ficando estremecida. É difícil conciliar horários com escolas diferentes e estando de castigo. Por outro lado, toda essa abertura de espaço propiciou a inclusão dos “novos” personagens. Além disso, Vitor e Lu trabalharam bem a adaptação da Mônica na nova escola e a do restante da Turma na antiga escola, que agora conta com uma dinâmica social totalmente nova. Continuar lendo

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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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Ex-Libris (Anne Fadiman)

ex-libris

“Nossos livros (…) registraram a passagem do tempo real, e porque nos lembravam de todas as ocasiões em que tinham sido lidos e relidos, também refletiram a passagem das décadas precedentes.

Os livros escreveram a história da nossa vida e, à medida que se acumularam nas estantes (e no parapeito das janelas, e debaixo do sofá, e em cima da geladeira), tornaram-se capítulos dela. Como poderia ser diferente? ” (Página 9)

Anne Fadiman cresceu em uma família de leitores e escritores, mais tarde casou-se com um escritor, sendo ela mesma editora e escritora. Desde pequena vive entre os livros e esse relacionamento íntimo lhe propiciou angariar alguns costumes peculiares e colecionar anedotas e curiosidades envolvendo o universo da leitura. São essas experiências como leitora, como escritora e como amante dos livros que Fadiman compartilha conosco. Os ensaios contidos no livro foram primeiramente publicados na coluna “O Leitor Comum” que Fadiman assinava na revista Civilization. Em Ex-Libris – Confissões de uma Leitora Comum, ela compartilha dezoito ensaios escritos em um período de quatro anos.

Alguns dos assuntos tratados aqui merecem menção pois reverberam em experiências vivenciadas por muitos leitores. Como as manias de cada um (ou a falta delas) com a organização de suas estantes. E para os que casaram, a árdua tarefa de misturar estantes e sistemas de organização. Aquela porção da sua estante em que repousa uma coleção de volumes destoantes do resto, sua excentricidade particular. Os diversos tipos de leitores. A dicotomia ente os que não admitem nenhuma marca nos livros, que devem permanecer imaculados, e os que no outro extremo, riscam, marcam, fazem anotações nas margens das páginas. Gente, o pai dela, para reduzir o peso das brochuras que lia em suas viagens de avião, rasgava os capítulos terminados e jogava-os no lixo! Ainda bem que hoje temos os e-readers né. Sobra espaço para ela também falar sobre o prazer de ler um livro no lugar em que a história se passa. E a grande importância dos pais como formadores de futuros leitores. Continuar lendo

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Lírio Azul, Azul Lírio (Maggie Stiefvater)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro livro da série A Saga dos Corvos e pode haver spoilers sobre fatos dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

Lírio azul, Azul lírio - Saga dos Corvos Vol 3

“…o que ela não tinha percebido a respeito de Blue e seus garotos era que todos estavam apaixonados uns pelos outros. Ela não estava menos obcecada por eles do que eles por ela, ou uns pelos outros (…). Blue sabia perfeitamente que era possível existir uma amizade que não tomasse tanto sua vida, que não a cegasse, que não a ensurdecesse, que não a enlouquecesse, que não a excitasse. A questão era que, agora que ela tinha uma desse tipo, não queria a outra. ” (Página 25)

Em Lírio Azul, Azul Lírio, o terceiro livro da Saga dos Corvos, Blue e os garotos continuam em sua busca por Glendower. Eles estão cada vez mais próximos de atingirem seus objetivos, mas por outro lado, os empecilhos, perigos e perdas, se tornam mais frequentes. Eles precisam entender as demandas de Cabeswater, enfrentar novas ameaças que chegam a cidade e lidar com o desaparecimento de Maura e uma profecia envolvendo o rei adormecido e um perigo que não deve ser despertado.

Depois do ritmo frenético estabelecido em Ladrões de Sonhos, Stiefvater vende uma pretensa calmaria em Lírio Azul, Azul Lírio, o que torna a leitura deste terceiro volume a mais arrastada dentre os três livros já publicados. Grande parte dos dramas e embates iniciados aqui, arrastam-se por quase todo o livro (e seguem além), tornando muito difícil enxergá-lo como uma obra completa e coerente como os livros anteriores. A impressão que tive foi que este volume poderia ter sido facilmente diluído entre as tramas do segundo e do último volume, sem prejuízo para a história. Continuar lendo

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Penadinho – Vida (Paulo Crumbim & Cristina Eiko)

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Como bem colocado por Mauricio de Sousa em seu texto de apresentação do volume: o momento do anúncio das novas Graphic MSP foi marcado pela grande emoção dos presentes, particularmente por parte do Paulo Crumbim e da Cristina Eiko quando souberam que haviam sido escolhidos para fazer o Penadinho. Mauricio conta que naquele momento teve a certeza de que toda aquela emoção seria transposta para a releitura dos dois. E Crumbim e Eiko realmente o fizeram. Criaram uma história de amor além da vida e com um ar de nostalgia que tem tudo para agradar aos fãs da turma do Penadinho.

Em Penadinho – Vida, o Penadinho acaba de descobrir que a Alminha irá reencarnar e ele nunca teve a chance de dizer que a amava. Agora, ele está determinado a cumprir pelo menos uma das inúmeras promessas que fez a ela, e talvez criar coragem para lhe dizer o que realmente sente. Mas, é claro que algo feito às pressas tem tudo para dar errado e realmente dá. Alminha desaparece e agora Penadinho e seus amigos tem que encontrá-la até o amanhecer, quando a Dona Cegonha virá buscá-la. Continuar lendo

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Surpreendente! (Maurício Gomyde)

Capa - Surpreendente! - Maurício Gomyde

Duas coisas me fizeram querer ler Surpreendente! do Maurício Gomyde: cinema e a promessa de uma viagem amalucada (road trip?) em direção ao centro-oeste do Brasil, para ser mais específica, tendo como destino a cidadezinha histórica de Pirenópolis, no interior de Goiás. Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de ler ficção que envolva temas que me interessam e lugares que conheço. Era a promessa de Gomyde, não consegui resistir.

Surpreendente! é o sexto romance do autor, o primeiro publicado pela Intrínseca, e a Mari já teve a oportunidade de ler e resenhar outra obra sua aqui no blog. Confira aqui.

Surpreendente! traz a história de Pedro Diniz, um jovem cineasta de 25 anos com um sonho: produzir o filme perfeito e ganhar o prêmio Cacau de Ouro, a maior premiação do cinema brasileiro. Enquanto isso, ele comanda o último cineclube da cidade de São Paulo, mediando debates sobre a sétima arte, ainda que o parco público presente – e na maior parte das vezes a falta dele – não colabore, e enquanto a dona do Café Cultural ainda permita que ele o faça. Trabalha em uma videolocadora na periferia da cidade, onde vive a semear o gosto pelos filmes fazendo promoções mirabolantes que na maioria das vezes envolve ele pagando do próprio bolso para que um freguês mais indeciso leve um clássico para casa. Além de ajudar eventualmente no restaurante do pai. Pedro também tem um passado trágico: aos 12 anos começou a apresentar problemas de visão, mas a perda gradual cessou milagrosamente quando ele tinha 19. Continuar lendo

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Fazendo Meu Filme em Quadrinhos: 2 – Azar no Jogo, Sorte no Amor? (Paula Pimenta)

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Com a chegada do segundo volume dos quadrinhos de Fazendo Meu Filme, o desejo por um volume com o dobro de fofura foi reforçado. Como fã dos personagens dos livros, gostaria de ter mais páginas, desenhos e cores para matar a saudade. Mas, mesmo que as doses sejam pequenas, já está valendo. E essa turminha nascida em palavras e transformada em desenhos multicoloridos segue não decepcionando.

Em Azar no Jogo, Sorte no Amor? Paula explora um acontecimento que foi apenas mencionado em Fazendo Meu Filme 1: quando Alan teve os óculos quebrados em uma briga de torcidas no Mineirão. Para contar essa história, ela deixou alguns personagens de lado, mas era preciso, afinal, três novos personagens precisavam ser apresentados: o pai da Fani, o Alberto e o Marquinho. Com essa trama, ela também aproveitou para revelar o time do coração de vários personagens. Continuar lendo

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O Teorema Katherine (John Green)

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“Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem de Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E.  Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele. ” (Página 24)

Desde que se entende por gente, ou melhor dizendo, desde que passou a ter interesse amoroso por outras pessoas, Colin namora Katherines. Eventualmente, a Katherine sempre termina com ele. Sempre foi assim, e agora, Colin acaba de levar seu décimo nono pé na bunda. Ele também acabou de se formar no Ensino Médio, e tendo sido considerado uma criança prodígio desde a mais tenra idade, ele tem a impressão de que desperdiçou todo o seu potencial. Que poderia ter se transformado em um gênio, mas que agora será alcançado por todos, será apenas mais um.

Desiludido, Colin decide cair na estrada com seu carro, o Rabecão do Satã, na companhia do seu melhor amigo Hassam. Essa viagem acaba tendo uma parada não intencional em Gutshot, Tennessee. Ali, os garotos conhecem Lindsey e sua mãe, arrumam um emprego e Colin tem o seu tão sonhado momento eureca: criar uma fórmula capaz de prever o desfecho de todos namoros do mundo. Algo que ele espera, o coloque no rol dos gênios da humanidade, e que talvez o ajude a reconquistar sua 19° Katherine. É claro que são as Katherines que servem de inspiração e fundamento para que o seu teorema tome forma. E, ao longo da história, todos os seus relacionamentos são rememorados conforme Colin trabalha em seu projeto. Continuar lendo

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The Wise Man’s Fear – Patrick Rothfuss

Atenção, esta resenha trata do segundo livro da série A Crônica do Matador do Rei, e pode conter spoilers da trama do livro anterior. Para ler a resenha do primeiro livro, clique aqui.

É o segundo dia da narrativa de Kvothe. Voltamos a acompanhar sua vida na Universidade: seu tempo é dividido entre estudos, música, seu trabalho na artifeceria e na enfermagem e suas idas à cidade em busca de Denna. Quando as conseqüências dos seus atos do livro anterior o alcançam, Kvothe é lançado ao mundo. Finalmente! Com isso, duas das minhas expectativas para o livro foram superadas: conhecemos mais do mundo E começamos a ver porque Kvothe virou uma lenda.

Durante duas aventuras, Kvothe encontra fadas e outras criaturas que todos acham que não existem, ele também aprende novas línguas e costumes de culturas tidas como absurdas. Faz amigos, toma amantes e aprende a lutar com espadas. Ele luta ao lado de mercenários, desmascara um envenenador e naufraga. Este livro tem um pouco de tudo. Continuar lendo

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