Arquivo da categoria: Lendo aleatoriamente

Livros, leitura, autores, editoras.

As Violetas de Março (Sarah Jio)

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Emily Wilson tinha uma vida invejada por muitos. Uma carreira de escritora de sucesso e um casamento ideal. Tudo seria perfeito, se a carreira não fosse baseada em um livro só, livro que Emily nem gosta tanto assim e após o qual nunca conseguiu escrever mais nada, e se o casamento invejável não tivesse acabado em divórcio, porque o marido aparentemente achou alguém melhor que ela. Desencantada pela vida, Emily decide ir para a ilha de Bainbridge (local onde passava suas férias quando menina), para a casa de sua amada tia-avó Bee que durante muito tempo ficou relegada ao segundo plano em sua vida certinha de Nova York. É assim, que após assinar os temidos papéis, ela parte para a ilha vizinha à Seattle, que conta com um grupo de habitantes bastante eclético. Era o dia primeiro de março… Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #76

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Hugh Laurie

Hugh nasceu em 11 de junho de 1959 em Oxford. O mais novo de quatro filhos, Laurie foi para o Eton College onde acabou por seguir os passos do pai (que foi medalhista olímpico em 1948) e entrou para a equipe de remo, e ele era um ótimo remador sendo considerado um dos melhores do país em 1977 e ficando em quarto lugar com seu companheiro de equipe no campeonato mundial júnior. Depois de estudar em Eton, Hugh entrou para a faculdade de Selwyn na Universidade de Cambridge, onde se formou em Arqueologia e Antropologia com especialização em Antropologia Social. Em Cambridge Hugh também fazia parte da equipe de remo, mas foi forçado a abandonar a atividade durante um surto de mononucleose e acabou se juntando ao Cambridge Footlights, o clube de artes dramáticas da universidade conhecido por ter formado atores e comediantes bem conhecidos. Hugh foi presidente do clube em 1981. No Cambridge Footlights Hugh conheceu Emma Thompson que lhe apresentou seu futuro parceiro de comédia, Stephen Fry. Com Stephen, Emma e outros colegas começou a fazer trabalhos na televisão que o colocaram em evidência na Grã-Bretanha. A partir daí, não demorou a começar a fazer filmes, mas foi em 2004 que Hugh adquiriu fama mundial ao começar a interpretar o médico sarcástico e cínico House, papel que executou durante oito anos. Mas, Hugh não vive só de atuação, além do trabalho de ator ele também é escritor (eis o motivo de aparecer nessa coluna) e músico.   Continuar lendo

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Kallisti (Clarisse Alvarenga)

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“Nada poderia prepará-la para a história que aquele resto de líquido lhe contaria. Soltando um suspiro, senta-se na relva e começa a chorar.”

Kallisti, uma nizkhoviana radicada em Schandane uma província de Stentriona, é uma mestre do Neromantosyni, uma antiga arte divinatória de leitura da água. Um dia, fazendo suas leituras matinais, ela vislumbra a chegada do amor de sua vida, mas também percebe que ele não chegará sozinho e que terá que pagar por isso com sua própria vida.

Gerard é um forasteiro recém-chegado à Schandane. O jovem criado pela mãe enquanto o pai corria o mundo, conheceu o genitor apenas aos 18 anos quando este retornou. E este retorno foi marcado pelo leito de morte do pai e por uma missão herdada por Gerard.

Alexandre Menat Ba-Hamartia é dono do maior castelo de Schandane, amigo do rei e protetor de Kallisti. Sua residência é conhecida por ser palco de festas espetaculares e dessa vez irá sediar as comemorações de 20 anos da de Valaren pelo rei. Um baile de máscaras.

Uma previsão, um agente e uma oportunidade para um plano ser colocado em ação. É assim, em meio a algum mistério e muitas suposições que Clarisse nos apresenta sua história. Uma história onde a fantasia encontra o medieval, a magia encontra seu algoz a inquisição e o amor e outros sentimentos ardentes provocam mudanças na vida de todos. De início já sabemos que Gerard é o destino de Kallisti, a dúvida que nos acompanha é a curiosidade para sabermos qual é a missão que ele herdou do pai e como isso pode estar envolvido com o futuro negro previsto por ela. Continuar lendo

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O Príncipe (Kiera Cass)

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“Repeti mentalmente suas palavras. Todo esse tempo eu pensei que a escolha seria feita pelo acaso ou então pelo destino… E era apenas o meu pai.”

O Príncipe traz o ponto de vista de Maxon e mostra o outro lado da vida no castelo. O lado regido com mãos de ferro por seu pai, que lhe exige subordinação total, sem nenhuma oportunidade de ter e de defender suas próprias opiniões e sem a existência de uma relação mais estreita entre pai e filho, tão almejada pelo príncipe.

A história começa no aniversário de 19 anos de Maxon, momento a partir do qual ele pode participar da organização do evento que irá escolher sua futura noiva e rainha de Illéa. Na festa, conhecemos Daphne, filha do rei da França e amiga de infância de Maxon. A garota não quer que ele aceite a Seleção. Ao que parece o afeto dela pelo rapaz é mais profundo que o dele por ela, o que acabou me surpreendendo porque lendo a sinopse do conto eu imaginava que seria justamente o contrário e que esse amor não correspondido seria a trama central da história narrada no conto. Daphne serve mais como um banho de água fria que acorda Maxon para os interesses Reais na Seleção, evento que antes ele julgava idôneo, mas que cada vez mais se mostra como a oportunidade do rei atingir seus interesses. Continuar lendo

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Bloodlines – Richelle Mead

Adoro poder falar do primeiro livro de uma série, porque normalmente é a introdução a um mundo novo, e eu não tenho que me preocupar tanto com potenciais spoilers dos livros anteriores. Infelizmente, as coisas não são tão simples assim na série Bloodlines. Aqui, Richelle Mead retoma o universo que explorou em “Academia de Vampiros”* e conta uma nova história, desta vez sob a ótica de Sydney Sage.

*Já resenhei toda a série aqui no Blablabla: Vampire Academy, Frostbite, Shadow Kiss, Blood Promise, Spirit Bound e Last Sacrifice.

Sydney é uma alquimista (Alchemist no original). Seu trabalho é garantir que os humanos normais jamais saibam que existem criaturas tão nefastas quanto os vampiros. Para eles, Strigoi (a raça de vampiros maléfica que se alimenta de outros vampiros, humanos e dhampir – os meio-vampiros) e Moroi (os vampiros que têm acesso a magia elementar e se alimentam de sangue) são igualmente horrendos. Mas Sydney teve mais contato com eles do que ela realmente queria ter e aprendeu que, quando o assunto é vampiro, o mundo deixa de ser preto ou branco.

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Um Autor de Quinta #75

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Um Autor de Quinta #74

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta  da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

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Rebecca James

Rebecca nasceu em 1970 em Sydney, Austrália, mas passou a infância em vários lugares do país incluindo Bourke, Wellington e Bathurst. Antes de se dedicar a carreira literária, Rebecca trabalhou como garçonete, bartender, professora de inglês na Indonésia e no Japão e telefonista para uma empresa de táxis (minicabs) em Londres. Além disso, ela passou grande parte de seu tempo cuidando dos filhos e ajudando o marido a gerir seu negócio de designer de cozinhas. Durante muito tempo acalentou escrever e histórias e publicá-las, mas durante anos teve seus manuscritos recusados, até que um agente em Londres leu o manuscrito de Beautiful Malice e achou que ele tinha futuro. A obra fez sucesso na Feira do Livro de Frankfurt com direitos vendidos para mais de 35 países colocando a autora na mira da mídia.  Atualmente ela vive em Canberra, com o marido e os quatro filhos. Continuar lendo

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Em Busca de um Final Feliz (Katherine Boo)

“- Tudo ao nosso redor são rosas. – Era como o irmão caçula de Abdul, Mirchi, colocava as coisas. –E nós somos a bosta no meio disso.”

Aterrissagem no Aeroporto de Mumbai, Índia. (Travfotos; flickr.com / Creative Commons)

Aterrissagem no Aeroporto de Mumbai, Índia. (Travfotos; flickr.com / Creative Commons)

Do alto dos aviões, os tapumes que beiram o high-tech com seu brilho prateado não conseguem servir ao seu propósito. Annawadi e outros trinta assentamentos irregulares estão destinados a serem a primeira imagem na retina dos que chegam e a lembrança indesejada dos que deixam Mumbai pelo Aeroporto Internacional. A imagem que estava destinada a ser apenas isso, um retrato estático do encontro entre a opulência dos hotéis cinco estrelas e a miséria daqueles que vivem à sombra dos neons e do lixo gerado pelo consumo de luxo, ganha cor e escancara a vida borbulhante daqueles que lutam diariamente e buscam soluções as mais criativas o possível para se reinventar e criar um futuro que extrapole as fronteiras excludentes de Annawadi, que lhes permita vencer a barreira entre a pobreza e a vida levada pelos ricos.

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Foto: Tribhuvan Tiwari

Traduzir toda essa agitação em palavras para fazer um dos relatos mais detalhistas e reais da vida das castas mais baixas da Índia na era da globalização foi a tarefa que Katherine Boo, uma jornalista americana que passou mais de 20 anos fazendo reportagens dentro de comunidades pobres, tomou para si. Mas, mais do que narradora ela permitiu que os moradores de Annawadi contassem sua história e para isso de novembro de 2007 à março de 2011 ela vivenciou o dia-a-dia da comunidade e documentou a experiência dos moradores da favela, além de registros públicos conseguidos após várias petições. Foi assim que surgiu o livro Behind the Beautiful Forevers publicado em 2012 e traduzido e publicado pela Editora Novo Conceito este ano sob o título de Em Busca de um Final Feliz.

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“É fácil quando se está a uma distância segura, deixar de lado o fato de que as áreas pobres dentro da cidade são governadas pela corrupção, onde pessoas exaustas rivalizam em um terreno limitado e onde é dolorosamente difícil ser bom. O grande espanto é que, na verdade, algumas pessoas são boas e que muitas tentam ser.”

Quando a Novo Conceito disponibilizou a lista de lançamentos para a solicitação de exemplares, de início não havia pedido Em Busca de um Final Feliz para resenhar. Tinha receios de que a história descambasse para a “glamorização” da pobreza como bem citado pelo Zeca Camargo no prefácio, mas, ao mesmo tempo me vi curiosa para conhecer mais profundamente a Índia pouco mostrada e citada de forma superficial nos romances que li que se passavam naquele país. Pedi o livro e comecei a leitura sem esperar muito da obra, mas de repente me peguei cativada pelo relato de Katherine e pelos moradores de Annawadi. Abdul e seu negócio rentável de reciclagem de lixo que mantém a família Husain acima da linha da miséria, mas que de uma hora para outra, vê sua vida explodir depois das ações desesperadoras de Fátima Perna-Só; Kamble e a impossibilidade de arranjar emprego por não ter como fazer uma cirurgia, paga pelo governo, mas cobrada por baixo dos panos pelos médicos; Asha e sua busca incessante pelo poder, ainda que para isso tenha que mergulhar na mais sórdida corrupção; Sunil e a esperança ingênua de conseguir ‘ser alguém’ catando lixo; Manju e a esperança de se tornar a primeira mulher de Annawadi a se formar na faculdade e a vontade de se dedicar à educação em um país no qual 60% dos professores da rede pública não tem formação superior.

Pegando como ponto de partida, a ação desmedida de Fátima Perna-Só de atear fogo ao próprio corpo e acusar o pai, a irmã e o próprio Abdul de levarem-na a tal ato. Trabalho esse facilitado pelo sistema jurídico altamente corrupto, que não perde tempo em tentar extorquir todo dinheiro que puder dos que caem em suas teias. Boo vai contando uma história que poderia se passar por um romance de ficção e dos bons, mas, infelizmente é a história nua e crua retratada aqui e o quadro não é nada bonito, ainda que a esperança sempre esteja presente como uma boia salva-vidas solitária na qual todos se agarram como podem.

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O Príncipe da Névoa (Carlos Ruiz Zafón)

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Primeiro romance publicado por Záfon, O Príncipe da Névoa foi publicado originalmente em 1993 e assim como Marina compõe a ‘série’ de livros juvenis com a qual Zafón planejava atingir leitores de todas as idades. O romance também lhe garantiu o Prêmio Ebedé de literatura em 1993.

Em 1943, o pai de Max Carver decide que a melhor decisão para a família é se mudar para um vilarejo no litoral e assim escapar das agruras da Guerra. Max recebeu a notícia no dia do seu aniversário de 13 anos e sentiu seu mundo ruir por ter de ir embora e abandonar a escola, os amigos e a banca de quadrinhos da rua. Suas irmãs, Alicia e Irina também não estão lá muito contentes. Mas, a imensidão azul do Atlântico acaba por conquistar a todos. É realmente uma pena, que os planos do Sr. Carver de ter uma vida tranquila não caminhem conforme o planejado…

A casa para a qual se mudaram foi palco de uma tragédia e os fantasmas dessa época, mais do que ecos estão cada vez mais reais e interferindo na vida da família. Max descobre um misterioso jardim de estátuas envoltas em névoa no qual a peça principal é um palhaço que tem sido protagonista dos sonhos que tem perturbado Alicia e a pequena Irina tem sido atormentada por uma voz misteriosa que vem do seu armário. Mistérios que começam a ser desvendados depois que o novo amigo de Max, Roland, lhe conta sobre o misterioso naufrágio de 1918 e lhe leva para visitar os destroços do navio. É assim que a figura do Príncipe da Névoa começa a ser delineada, junto com todo o terror que o tem acompanhado ao longo do tempo, o qual estende suas garras para mudar para sempre o destino da família Carver e de Roland e seu avô.

“Durante as intermináveis noites no farol, costumava imaginar como teria sido sua vida se o destino não tivesse cruzado seu caminho com o daquele poderoso bruxo. Agora sabia que as lembranças que o acompanhariam em seus últimos anos de vida seriam apenas fantasias de uma biografia que nunca pôde viver.”

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Por se tratar do primeiro romance do autor, a narrativa é simples e apresenta algumas discrepâncias ao longo da trama. Porque convenhamos, por mais que você se mude para uma cidade do interior onde nada parece ocorrer e aparentemente não há perigos a espreita, não há como concordar que o comportamento dos pais de Max é condizente com, bem, o comportamento que se espera de pais preocupados com o bem estar dos filhos. É complacência demais para o meu gosto. Como assim um garoto de 13 anos só informa aos pais que irá mergulhar? O garoto nunca morou a beira-mar antes e simplesmente pode ir assim facilmente ter sua primeira experiência no oceano? Pedir permissão para quê não é mesmo? Além disso, há incongruência em algumas datas relacionadas à história do garotinho Jacob que muito me incomodaram e foi impossível relevar, pois estão intimamente relacionadas com a trama que o autor criou. Mas, apesar das ressalvas aos deslizes cometidos, foi mais uma leitura agradável e que me fez lembrar o motivo pelo qual gosto tanto da narrativa do autor. Reafirmo o que já havia escrito na resenha de Marina. O Príncipe da Névoa é um romance para agradar leitores de todas as idades, pois ainda que seja direcionado ao público mais jovem, o suspense e o mistério tem tudo para cativar os leitores mais maduros também.

Dessa vez não estamos em Barcelona e sua atmosfera gótica (ou talvez, deveria dizer que Zafón ainda não chegou lá), contudo, o ar sombrio e sobrenatural, que é a principal característica de seus romances, é palpável e é em torno dele que sua história se desenrola. E essa atmosfera vai tornando-se cada vez mais densa e sufocante até convergir em um final eletrizante e tudo isso em poucas páginas. Em pouco menos de 200 páginas Zafón nos apresenta personagens cativantes, tece um arcabouço robusto para sua história e nos faz sentir frio na espinha e ficar ansiosos com as possibilidades aterrorizantes que a história pode reservar. Agora, estou curiosa para descobrir como Zafón conectou os livros que fazem parte da trilogia iniciada pelo Príncipe da Névoa, pelo que pude perceber lendo a sinopse do segundo livro, são novos personagens e aparentemente não consegui tecer uma relação entre a história que será narrada ali e as aventuras de Max. Aliás, a história de O Príncipe da Névoa funciona perfeitamente bem sozinha e poderia muito bem ser tomada por um romance único por um leitor que não soubesse sobre a trilogia.

Conheça a Trilogia da Névoa:

  1. O Príncipe da Névoa [Goodreads][Skoob]
  2. O Palácio da Meia-Noite [Goodreads][Skoob]
  3. Las Luces de Septiembre [Goodreads][Skoob]

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Um Autor de Quinta #73

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile. Pretendemos toda quinta-feira trazer informações, curiosidades e algumas dicas de leituras e afins sobre algum(a) autor(a).

Elizabeth Eulberg

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Elizabeth nasceu e cresceu em Portage, Wisconsin e é a mais nova de quatro filhos. Sua mãe é bibliotecária e sempre incentivou a leitura dos filhos, e segundo Elizabeth era bastante flexível no que os filhos estavam lendo, sem exigir livros mais “literários” ficava contente em apenas saber que os filhos eram frequentadores assíduos de bibliotecas. A música sempre teve um papel fundamental na vida Elizabeth, durante o ensino médio ela vivia para a música, fosse nas aulas de piano, tocando nas bandas de torcida, de jazz ou simplesmente ouvindo música. Nessa época ela aspirava seguir carreira na indústria da música, mas acabou optando pela carreira de relações públicas e foi para a faculdade de Comunicações Públicas da Universidade de Siracusa. Após a formatura conseguiu trabalho em uma pequena empresa de relações públicas de entretenimento, mas sentindo-se infeliz em seu trabalho acabou optando por um trabalho de publicidade quando teve a chance.

Elizabeth trabalhou no mercado editorial por mãos de dez anos, mas nunca se imaginou seguindo a carreira de escritora. Mas, de tanto lhe falarem que ela deveria escrever já que vivia a inventar histórias, ela decidiu experimentar. O momento eureca que a inspirou para escrever The Lonely Heats Club veio em uma conversa com uma amiga da época, segundo ela, essa amiga era daquelas garotas que sempre tinham que ter um namorado, não conseguia sobreviver sem um e mudava de atitude para agradá-los. Aquele era um dos raros momentos no qual estava solteira e cercada por caras e antes de cair em um momento de autopiedade por estar solteira e sem ninguém de olho nela, Elizabeth pensou no quanto aquilo era ridículo, em quantos amigos ela tinha e como seria muito bom reunir a galera e sair todo sábado à noite… Daí o insight. Porque não escrever sobre um grupo de meninas solteiras e felizes que formam um clube? A inspiração para o nome do clube e para as personagens partiu de sua grande paixão pelos Beatles e assim surgiu o Lonely Hearts Club (LHC) e as quatro meninas Paula, Jonatha, Georgina e Rita, porque Ringa simplesmente não rolava (ainda que eu ache Jonatha bem estranho também) então ela teve que apelar para a personagem da música Lovely Rita. E tomando outra música deles surgiu a protagonista: Penny Lane Bloom. LHC começou a ser escrito em 2004, mas o trabalho como publicitária acabou impedindo que Elizabeth se dedicasse mais a história.  Entre 2005 e 2007 cerca de sete versões da história foram escritas antes do livro ser enviado às editoras. Em 2009 The Lonely Hearts Club foi publicado e a partir de 2011 ela decidiu se dedicar integralmente à carreira de escritora. Continuar lendo

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