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Depois de Você (Jojo Moyes)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da duologia Como eu era antes de você e pode haver spoilers sobre fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei dele, confira os links no final desta resenha.

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Em Como eu era antes de você, Jojo criou uma história de amizade e amor tocante. Discutiu assuntos polêmicos, evidenciou as relações familiares (ou a falta delas) e semeou esperança, a despeito da tristeza. Ali, Will fez sua escolha e todos ao seu redor terão que conviver com isso pelo resto de suas vidas, e, apesar de todo o planejamento feito por Will para tornar a vida de todos melhor, não é bem assim que reencontramos algumas pessoas do seu convívio, especialmente Lou.

“- Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer… – Abro os braços, sentindo na pele o ar fresco da noite, e percebo que estou chorando outra vez. ” (Página 13)

Lou Clark não mora mais na pacata Stortfold, incentivada por um dos desejos de Will para ela, tentou alçar voo e conhecer o mundo. Por um tempo fingiu que conseguiria, agora, ela vive, ou melhor dizendo sobrevive, em Londres. A relação dela com seus familiares está estremecida desde aquele fatídico dia 18 meses atrás. Seu apartamento não parece um lar. Lou perdeu algumas oportunidades, e agora, trabalha num bar em um aeroporto, vendo a vida passar, enquanto acompanha outras pessoas indo atrás de seus sonhos. Mas, às vezes, a vida apronta das suas, traz um monte de problemas, torna a situação um pouco mais difícil e nos obriga a reagir. Com Lou foi assim. Um acidente e uma visita fora de hora a fazem arriscar tudo. E talvez, seja este justamente o chacoalhão que ela precisava. Continuar lendo

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Destinado (Carina Rissi)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro livro da série Perdida e pode haver spoilers sobre fatos dos primeiros livros. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

Destinado

Ainda lembro que quando terminei a leitura de Perdida, fiquei receosa quando soube que um segundo volume da série estava a caminho. Perdida havia narrado a história de amor de Sofia e Ian de forma tão redondinha que não via como a Carina poderia manter o fôlego da trama principal em uma nova história. Quando Encontrada veio, mudei minha opinião. Carina mostrou que antes dos felizes para sempre, ainda havia muitas histórias para contar. Havia toda a adaptação de Sofia ao século 19 e a adaptação da sociedade da época à Sofia. O livro único virou uma duologia e acabou por se transformar em uma série (serão cinco livros) e, no terceiro volume, cabe a Ian narrar o seu lado da história, e claro, vem muito drama e muito romance por aí.

“Então veio o depois, quando conheci Sofia. Bastou um olhar para que eu perdesse o coração, o fôlego e também o raciocínio. Eu a amei desde o primeiro instante, mesmo que ainda não soubesse disso. E, sendo Sofia como é, entrou em minha vida feito uma carroça desgovernada, atropelando-me, fazendo-me entender coisas que antes eu não compreendia e me sentir tão feliz com isso que às vezes doía. ” (Página 15)

Nós reencontramos o casal algum tempo depois dos eventos narrados em Encontrada. Elisa está completando dezessete anos e um baile está sendo preparado para a comemoração. Marina já está com dez meses. As relações com tia Cassandra, ainda que um pouco estremecidas, estão em vias de reparação. A fábrica de Sofia está indo muito bem obrigada. E a vida é boa e feliz. Mas, pode ser que não esteja destinada a durar. O celular de Sofia está de volta. Ian encontrou o aparelho que um dia fizera Sofia desaparecer no ar. Desta vez, ele está determinado a mantê-la longe do aparelho. Mas, a precaução não sai como o esperado. Elisa é enviada para o século 21 e caba a Sofia e Ian irem em seu resgate. Continuar lendo

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Garota Exemplar (Gillian Flynn)

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Quando adaptam um livro para as telas e você demora muito para lê-lo, por mais que você tente evitar os spoilers, é inevitável, você sempre acaba descobrindo algum ponto crucial da trama. Foi assim com Garota Exemplar, o filme gerou todo um burburinho (potencializado pelo fato do papel do protagonista caber ao Ben Affleck, que também protagonizou uma cena que gerou um certo auê na interwebs) e não teve jeito, acabei descobrindo o principal plot twist da trama. Acho que foi isso que acabou fazendo eu protelar ainda mais a leitura do livro. Será que a trama de Flynn não perderia todo o seu encanto agora que eu já descobrira o futuro dos personagens? Foi assim, sem esperar muito da trama que iniciei a leitura e Flynn conseguiu me surpreender. Mesmo sabendo a reviravolta que a trama sofreria, a forma como Flynnn conta sua história foi surpreendente. E isso porque a beleza da sua trama não reside no fato de Amy Dunne estar viva ou não, ou Nick Dunne (seu marido) ser inocente ou não. O brilho da sua trama está nos próprios personagens e em como eles se relacionam ao longo da trama. Flynn trabalhou bem as nuances de seus personagens. Não há apenas mocinhos e apenas vilões, eles transitam nessa zona cinza que ora te faz acatar como mais verossímil um, ora outro e que joga muito bem com seus sentimentos. Cumplicidade, cinismo, um fascínio mórbido e incredulidade são alguns dos sentimentos bastante frequentes durante a leitura. Flynn soube manipulá-los e utilizá-los para nos prender à trama até a sua conclusão. Continuar lendo

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Perdido em Marte (Andy Weir)

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A contracapa da edição brasileira de Perdido em Marte traz um comentário do astronauta Chris Hadfield (comandante da Estação Espacial Internacional) no qual ele diz que a precisão técnica utilizada por Weir é fascinante e que as situações vivenciadas por Mark lembravam muito um episódio de MacGyver. Para toda criança dos anos 90, o referido personagem é sinônimo de inventividade e superação de obstáculos, e Mark (o protagonista desta história) realmente encarna todo esse espírito, com um adendo: um pendor para a comicidade e o sarcasmo. E isso, conquista o leitor desde a primeira frase do livro. Mark está ferrado e tudo o que você quer é torcer por ele e vivenciar com ele todos os seus esforços para sobreviver em Marte e retornar à Terra.

Mark Watney, astronauta da Nasa, pode ter sido apenas a décima sétima pessoa a pisar em Marte, mas garantiu para si o título de primeira pessoa a ser esquecida, e provavelmente a primeira a morrer, no planeta vermelho. Ele era um dos tripulantes da missão Ares 3, que foi abortada por causa de uma forte tempestade de areia. Toda a tripulação foi embora e Mark, que acreditavam estar morto, foi deixado para trás. Continuar lendo

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Turma da Mata – Muralha (Artur Fujita, Roger Cruz & Davi Calil)

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O nono volume do selo Graphic MSP traz a Turma da Mata em um trabalho de seis mãos: roteiro de Artur Fujita, arte de Roger Cruz e cor de Davi Calil. Acho que de todas as Graphic MSP lançadas até o momento, talvez seja esta a que menos fazia questão de ler e sobre a qual menos tinha expectativas. E isso, porque minhas lembranças da Turma da Mata (excetuando-se o Jotalhão por motivos óbvios) são praticamente inexistentes. Não lembrava, por exemplo, da característica original dos quadrinhos do Mauricio de inserir uma pitada de política nas histórias, e que o trio fez questão de resgatar em sua releitura. Minhas parcas lembranças podem ter sido o que me fez gostar do trabalho deles, então, não sei se para alguém que costumava acompanhar as histórias originais a adaptação será bem recebida. Mas, o trabalho apresentado aqui, tem uma trama interessante e traços e cores que renderam uma HQ bastante colorida e bonita.

Em Turma da Mata – Muralha, um metal tão raro quanto rentável colocou a Turma da Mata e o reino de Leonino em lados opostos. Há muito tempo, o rei Leonino I encontrou numa montanha uma grande mina de Calerium. Um metal raro e com aplicações que propiciaram o desenvolvimento da era do vapor e o surgimento de invenções com a nau voadora. Para proteger o tesouro, Leonino mudou seu reino para a montanha e a cercou com uma imensa muralha. O acesso à cidade é apenas pelo céu (com as naus voadoras) e a ganância pelo metal levou Leonino a capturar moradores da Mata e escravizá-los para trabalharem nas minas. Inúmeras batalhas aconteceram ao longo dos anos e líderes de ambos os lados foram capturados e abatidos. Mas agora, a mina de Calerium de Monte Leon secou e a descoberta de uma nova mina na Mata, pode tornar a batalha iminente a maior e mais sangrenta de todas. É com esse pano de fundo que Fujta, Cruz e Calil nos reapresentam os personagens de Mauricio. Continuar lendo

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O Universo Numa Casca de Noz (Stephen Hawking)

O universo numa casca de noz - capa 14 - novo formato - PROVA 6.

“Segundo um velho ditado, é melhor viajar com esperança do que chegar ao destino. A busca por descobertas estimula nossa criatividade em todos os campos, não apenas na ciência. Se chegássemos ao fim da linha, o espírito humano feneceria e morreria. Mas acho que nunca vamos ficar estagnados: devemos crescer em complexidade, quando não em profundidade, e seremos sempre o centro de um horizonte de possibilidades em expansão. ” (Página 8)

Que bom que o interesse nas obras do Hawking não feneceu após a vibe do filme A Teoria de Tudo ter passado. Melhor ainda, o interesse permaneceu e a editora Intrínseca manteve sua parcela de contribuição para isso ao trazer novas edições das obras mais emblemáticas (direcionadas ao público geral) do autor: Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz. Este último, publicado anos depois (em 2001) de Uma Breve História do Tempo, teve como inspiração o incrível sucesso de seu predecessor. Nele, Hawking continua a tarefa de escrever sobre as descobertas da física e da cosmologia, em uma viagem do extraordinariamente vasto como a representada pelas distâncias interestelares, ao extraordinariamente minúsculo como o comprimento de Planck.

Como comentei na resenha de Uma Breve História do Tempo, ainda que alguns capítulos fluam bem e sejam de fácil compreensão, alguns capítulos são bastante áridos e podem ser desencorajadores. Hawking estava ciente disso. Ele também sabia que a forma como estruturou o livro (linearmente) podia empacar leitores nos primeiros capítulos, impedindo-os de chegarem aos capítulos mais interessantes e didáticos do livro. Quando ele estava planejando O Universo Numa Casca de Noz ele pensou nisso e quis que este novo livro fosse muito mais acessível. Sua primeira decisão foi quanto à estrutura. O livro conta com sete capítulos e apenas os dois primeiros exigem uma linearidade na leitura, os demais podem ser lidos em qualquer ordem. Além disso, o livro conta com alguns adendos bastante interessantes, como ilustrações, infográficos e boxes contendo textos extras. Eu que reclamei tanto da falta de notas de rodapé em Uma Breve História do Tempo, me deparei com um material ricamente ilustrado que tornou a leitura muito mais clara e completa. Hawking realmente conseguiu escrever um livro de divulgação científica sobre física e cosmologia para leigos. Continuar lendo

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Moriarty (Anthony Horowitz)

Moriarty

Anthony Horowitz faz parte do exclusivo rol, na verdade apenas ele e o autor Andrew Lane (da série O Jovem Sherlock Holmes), a ter autorização oficial da Conan Doyle Estate Ltd – entidade que administra a protege a obra do escritor – para revisitar o universo sherlockiano e os personagens criados por Conan Doyle. Sua primeira incursão, foi com o romance A Casa de Seda publicado no Brasil pela Editora Zahar. Ali, Watson em sua velhice e após a morte de Holmes, decide prestar uma última homenagem ao amigo e narrar os acontecimentos de um antigo caso. Agora, em Moriarty, Horowitz toma como ponto de partida o emblemático confronto de Holmes e seu nêmesis Moriarty em Reichenbach Falls, que culminou na queda dos dois na cachoeira suíça. O intuito de Doyle era “aposentar” seu mais famoso personagem, mas acabou tendo de voltar atrás e ressuscitá-lo devido ao clamor dos fãs. É a incerteza deste momento que Horowitz explora em seu romance. “Alguém realmente acredita no que aconteceu nas cataratas de Reichenbach?” Holmes morreu? Moriarty está morto?

A Scotland Yard envia para a cidadezinha suíça, o inspetor e grande admirador das técnicas de Holmes, Athelney Jones. A visita oficial era para ser uma mera cortesia da instituição que muitas vezes recebeu ajuda do famoso detetive para encerrar suas investigações, mas Jones encontra em Meiringen o detetive norte-americano – da Agência de Detetives Pinkerton – Frederick Chase, que traz à tona um novo caso. A morte de Moriarty deixou um grande espaço no submundo do crime, espaço que um gênio do crime do outro lado do Atlântico está determinado a ocupar. E é assim, que Jones se vê envolvido em uma investigação, muito maior e mais perigosa, na companhia de Chase. Continuar lendo

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P.S.: Ainda Amo Você (Jenny Han)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da duologia Para todos os garotos que já amei e pode haver spoilers sobre fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei dele, confira os links no final desta resenha.

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“…é difícil redefinir uma coisa que nunca teve definição clara. Éramos duas pessoas fingindo nos gostar, fingindo ser um casal, então o que somos agora? E como as coisas poderiam ter sido se tivéssemos começado a nos gostar sem o fingimento? Teríamos chegado a namorar? Acho que nunca vou saber. ” (Página 36)

Depois do final em suspenso de Para todos os garotos que já amei, é claro que parti para a leitura de P.S.: Ainda Amo Você com altas expectativas. Mas, elas eram tão altas, que a leitura deste segundo volume acabou sendo uma decepção. Os personagens criados por Han continuam carismáticos (alguns ainda mais, né Kitty) e a narrativa fluída, mas a trama dessa continuação não faz jus ao que foi narrado no primeiro livro.

Em P.S.: Ainda Amo Você reencontramos Lara Jean poucos dias após os confrontos que animaram o natal das irmãs Song. O relacionamento de Lara Jean e Peter era apenas um contrato, um fingimento, mas, no processo, Lara Jean acabou se apaixonando de verdade por Peter, e ao que parece, é correspondida. Agora eles precisam aprender como estar num relacionamento de verdade, precisam enfrentar seus passados (Genevieve, a ex-namorada e ex-amiga, continua firme e forte em seu intento) e, quando um garoto do passado se junta a essa história, os sentimentos de Lara Jean ficam um tanto quanto oscilantes… Continuar lendo

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Turma da Mônica – Lições (Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi)

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Já estamos no oitavo volume do selo Graphic MSP e desta vez os irmãos Cafaggi retornam ao bairro do Limoeiro com uma história triste, mas repleta de fofura. Os traços continuam lindos; as cores, desta vez em parceria com a Paula Markiewicz, mantêm o clima oitentista da trama; e agora, novos (velhos conhecidos) personagens nos são apresentados: Dudu, Quinzinho, Mingau, só para citar alguns…

Desta vez, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão se esquecem de fazer a lição de casa, e quando o medo da possível bronca da professora alia-se a uma imaginação fértil e um medo irracional, as crianças tomam medidas drásticas que as colocam em sérios apuros. E cabe aos pais, garantirem que eles aprendam a lição. Para isso, eles cobram das crianças mais disciplina, os colocam em novas atividades e no caso da Mônica, até mesmo a mudança para uma nova escola! Nada será como antes e a Turma acaba ficando estremecida. É difícil conciliar horários com escolas diferentes e estando de castigo. Por outro lado, toda essa abertura de espaço propiciou a inclusão dos “novos” personagens. Além disso, Vitor e Lu trabalharam bem a adaptação da Mônica na nova escola e a do restante da Turma na antiga escola, que agora conta com uma dinâmica social totalmente nova. Continuar lendo

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A Outra Rainha – Philippa Gregory

No ano de 1568, Maria “Rainha dos Escoceses” Stuart está na Inglaterra para procurar o apoio de sua prima, Elizabeth I, para reconquistar o trono da Escócia, usurpado por seu meio-irmão, James Stuart. Numa Inglaterra recém convertida ao protestantismo, a presença de uma potencial herdeira católica inspira a parcela da população que não quer abandonar sua fé. Ela também é considerada a rainha ideal pela Igreja Católica e pelos reis católicos da França e Espanha, e eles estão dispostos a apoiar os católicos ingleses a sublevar sua rainha.

Dividida entre querer ajudar sua prima e o medo de ser trocada por ela, Elizabeth pede a seus leais súditos George e Bess (Elizabeth) Talbot que hospedem Maria enquanto ela decide o que fazer com a rainha sem trono. Inicialmente, o casal se sente honrado de receber uma hóspede real. No entanto, os gastos de manter uma hóspede digna e a óbvia atração que George sente por Maria começam a dividir os dois. Continuar lendo

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