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Não ouso dizer que são resenhas de verdade, já que eu não sou foda o bastante pra escrever uma de verdade. =P

Book Tour – Guardians – Volume 2 (Luciane Rangel)

Esta resenha é do segundo livro da série Guardians, de Luciane Rangel, e pode conter spoiler da trama dos livros anteriores.

Para ler a minha resenha do primeiro livro da série, clique aqui. E para ler as resenhas da Núbia, clique aqui: Volume 1, Volume 2 e Volume 3.

Guardians é uma série brasileira sobre os guerreiros especiais que lutam para manter a Terra protegida dos youkais: monstros terríveis vindos das lendas japonesas.

São doze guerreiros, um representando cada casa do Zodíaco, liderados por Sophie, a Guerreira de Áries da geração anterior.

O segundo livro da série continua exatamente onde o primeiro livro acaba, com Anne descobrindo um enorme segredo sobre suas origens e Shermie sofrendo as consequencias de uma das rondas que os guardiões fazem para tentar conter o avanço dos youkais no mundo dos humanos.

A barreira entre os mundos aumenta a cada dia, e os Guardiões ainda estão fracos demais para conseguir fechá-la. O fato de eles não serem pessoas perfeitas, prontas para fazer o trabalho que lhes é destinado foi um dos detalhes de que eu mais gostei na série. São heróis? Sim, mas são humanos, cheios de falhas, dúvidas e dificuldades para cumprir a missão, e tudo isso tem que ser superado aos poucos.

Todos os romances entre personagens florecem neste livro. O que é até um pouco estranho, porque se juntarmos um grupo de 12 pessoas aleatórias, acho difícil que a maioria delas acabem formando casais. Mas tirando isso, eu gostei que os casais não são óbvios: tem até um quadrilátero amoroso! Além disso, as atrações foram rápidas demais, mas a autora deu tempo de eles se conhecerem melhor, “rolar um clima”, e os sentimentos se desenvolverem.

Eu comentei na resenha do primeiro livro que gostei de como ao autora foi capaz de balancear todas as personagens sem alongar, ou enrolar a história. O mesmo acontece no segundo capítulo da história, que manteve o mesmo ritmo gostoso de leitura.

A minha única crítica à série é que, como os livros são separados, o começo do segundo livro tinha que tem um “tempo” para relembrar ao leitor tudo que aconteceu. Para não ser injusta, teve um pouco desse “remember”, mas foi muito pouco, então um leitor que demora mais para pegar o segundo volume pode não se lembrar de tudo que aconteceu no primeiro – especialmente os eventos do final do livro. Se fizessem uma edição única da história, seria perfeito. Mas enfim, o livro está escrito, não tem mais como mudar isso, né?

E os desenhos? As ilustrações da Ana Claudia são demais! Quando eu era mais nova, eu fiz aula de desenho, mas nunca consegui fazer nada decente, fico com inveja (branca) de alguém que consegue criar personagens lindas assim. Pena que tem poucas ilustrações por livro…

Assim como no primeiro livro, a leitura desta parte da saga dos Guerreiros foi super rápida, li em algumas horas –  e para eu conseguir achar algumas horas para devorar um livro está tão dificil ultimamente que tem que ser um livro muito bom para conseguir me prender!

Gostaria de agradecer à autora por fazer o book tour e por me incluir na lista de participantes. Foi uma experiência muito boa! Estou aguardando o terceiro livro hahehah

Para saber mais sobre a série, ou comprar, clique aqui.

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Vendredi ou la vie sauvage – Michel Tournier

Vendredioulaviesauvage

Desde setembro de 2011, eu venho estudando francês – e com tanta dedicação que às vezes esqueço do blog (shame on me). Mas tudo isso gerou bons frutos: estou na turma avançada e consegui dois diplomas de proficiência (dos níveis A2 e B1 do Quadro Europeu de Referência). Nas aulas, a professora escolhe um livro para trabalharmos naquele semestre. E o do semestre que passou foi Vendredi ou la vie sauvage, de Michel Tournier, do qual vou falar hoje.

Vendredi ou la vie sauvage, ou “Sexta-feira ou a vida selvagem” é uma releitura do clássico Robinson Crusoe, de Daniel Defoe. No entanto, enquanto o original narra diversas histórias da vida conturbada de Robinson, esta versão se foca na aventura vivida pela personagem enquanto ficou em uma ilha deserta.

O livro começa com a viagem de Robinson no Virgínia, que fazia o trajeto final do percurso até o Chile, onde Robinson pretendia fazer acordos comerciais. No entanto, uma tempestade feroz sacode o navio matando todos menos Robinson e Tenn, seu cachorro. Os dois acordam numa praia na manhã seguinte, com a visão do barco destroçado. Desolado, Robinson passa seus primeiros momentos na ilha apenas sobrevivendo e esperando que um navio apareça para salvá-lo.

Apenas quando sofre uma alucinação é que Robinson percebe que tem que agir para não morrer sentado esperando o navio chegar. Então, ele começa a civilizar a ilha, transformando-a, da melhor maneira que pode, em uma pequena cidade européia. Certo dia, ele se depara com índios chegando na ilha para executar (e comer) um prisioneiro. Quando o prisioneiro foge floresta adentro bem na direção onde Robinson está, ele acaba matando um dos índios e salvando o prisioneiro, a quem ele dá o nome de Vendredi (Sexta-feira), porque é esse o dia da semana em que os dois se conheceram. Os dois começam a viver juntos, um ensinando ao outro.

Michel Tournier transforma a história e personagens do século XVIII em um livro mais humano e menos “aventura pirata pelos sete mares”. O Robinson novo é mais “certinho” do que o de Daniel Defoe, o qual se lança ao mar contra a vontade (e a benção) dos pais para viver aventuras inacreditáveis. Este Sexta-feira é menos fiel a seu patrão e amigo. A história deste livro é diferente da original em diversos pontos.

O livro é muito gostoso de ler, rápido, e tem um final chocante, então não descarte a leitura de “Sexta-feira ou a vida selvagem” só porque já leu Robinson Crusoe!

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Bloodlines – Richelle Mead

Adoro poder falar do primeiro livro de uma série, porque normalmente é a introdução a um mundo novo, e eu não tenho que me preocupar tanto com potenciais spoilers dos livros anteriores. Infelizmente, as coisas não são tão simples assim na série Bloodlines. Aqui, Richelle Mead retoma o universo que explorou em “Academia de Vampiros”* e conta uma nova história, desta vez sob a ótica de Sydney Sage.

*Já resenhei toda a série aqui no Blablabla: Vampire Academy, Frostbite, Shadow Kiss, Blood Promise, Spirit Bound e Last Sacrifice.

Sydney é uma alquimista (Alchemist no original). Seu trabalho é garantir que os humanos normais jamais saibam que existem criaturas tão nefastas quanto os vampiros. Para eles, Strigoi (a raça de vampiros maléfica que se alimenta de outros vampiros, humanos e dhampir – os meio-vampiros) e Moroi (os vampiros que têm acesso a magia elementar e se alimentam de sangue) são igualmente horrendos. Mas Sydney teve mais contato com eles do que ela realmente queria ter e aprendeu que, quando o assunto é vampiro, o mundo deixa de ser preto ou branco.

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Death Comes to Pemberley (P. D. James)

Alguns anos depois do fim de Orgulho e Preconceito, reencontramos um dos casais mais adorados da literatura: Elizabeth e Fitzwilliam Darcy. A vida dos dois é, em uma palavra, perfeita: eles tiveram dois meninos (Fitzwilliam e Charles), moram perto das pessoas que eles mais adoram (Jane e Charles Bingley) e são ricos.

Na véspera de uma das festas mais esperadas do ano, dada em homenagem à mãe de Darcy, Lady Anne, a tragédia cruza a fronteira da propriedade do casal: junto da visita inesperada de Lydia Wickham, ouvem-se tiros na floresta e um corpo é encontrado. Com isso, a vida de Lizzy e Darcy vira de ponta-cabeça com a visita da polícia, e o tribunal – ninguém acha que algum dos dois está envolvido, mas ainda assim, tudo aconteceu no quintal deles!

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Book Tour – Guardians (Luciane Rangel)

Imagine um dia no qual, pela manhã, você está se preparando para uma festa de gala e à noite, toda sua vida muda bruscamente e você descobre que você está destinada a ajudar um grupo de estranhos a impedir que monstros atravessem uma fenda entre dimensões e ataquem a Terra. Bizarro? Foi isso que aconteceu com Anne Soares.

No dia em que a vida de Anne muda, Maurício “Mau” e Shermmie a salvam de um youkai* e convencem a garota de que ela é um dos guardiões que deve fechar a fenda e impedir que mais desses monstros voltem para a Terra. Os três partem para o Japão, onde encontram Sofie Gautier, ex-guardiã de Áries e mentora do grupo. Sim, Áries. Cada guardião está relacionado a um signo do zodíaco, e cada um tem um colar com o símbolo do signo.

*Monstro japonês

Com a chegada de Anne, Mau e Shermmie, ainda faltam três guardiões: Aquário, Peixes e Virgem. Mas mesmo que eles cheguem, ainda é preciso que os poderes de todos eles se despertem, o que ainda não aconteceu as mais novas do grupo. Com isso, todos os guardiões ficam bastante apreensivos, porque de acordo com os cálculos, eles têm três meses para fechar a fenda antes que seja tarde demais.

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A Fuga de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é do décimo livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”* e pode conter spoiler da trama dos livros anteriores. Leia a opinião da Núbia dos primeiros livros da série: O Tigre de Sharpe (1°), O Triunfo de Sharpe (2º) e A Fortaleza de Sharpe (3º), e as minhas resenhas do livro anterior: O Ouro de Sharpe (9º).

*Eu comecei a ler essa série quando ainda se chamava “As Aventuras de Sharpe” e acho esse nome muito mais bonito, além de ser mas rápido de escrever. E ainda não me conformei com a alteração, mas tudo bem.

A Fuga de Sharpe

As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Dificilmente o nome da série poderia defini-la tão bem. Claro que alguns dos livros não são exatamente sobre as Guerras Napoleônicas, mas a época ainda é a mesma, e a narrativa da série começou depois da Revolução Francesa.

Em setembro de 1810, as tropas de Arthur Wellesley estavam em Portugal, empenhadas em impedir o avanço do exército de Napoleão Bonaparte pela Europa continental. Naturalmente, é lá que encontramos Richard Sharpe.

Uma das estratégias do Duque de Wellington para acabar com o avanço francês era manter o exército inimigo com fome. Assim, sempre que o exército britânico avançava, toda a comida que pudesse ficar para trás deveria ser destruída. Um pouco de economia básica nos diz que se algo não está disponível no mercado, mas a demanda continua alta, o preço sobe. E quando o produto é algo tão necessário quanto comida, não é de se admirar que o preço tenha subido o suficiente para alguns homens mais gananciosos arriscarem traição para enriquecer.

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Kindle Paperwhite

No começo do mês passado, tive a oportunidade de viajar a trabalho para os Estados Unidos. Sabendo que a viagem provavelmente iria me proporcionar alguns momentos de leitura – no mínimo, algumas horas no aeroporto e no avião – eu levei um livro. Se eu fosse estimar o tempo que eu levo para ler um livro normal (400 páginas), eu diria que demoro entre 6 e 10 horas. Imaginei 3 horas no aeroporto na ida e 3 horas na volta, então um livro seria bom o suficiente…

Neste post, serei bastante fiel ao nome do blog e vou falar um monte de blablabla antes de realmente falar sobre o Kindle. Se você quiser pular as aleatorieadades, por favor, procure o parágrafo em vermelho abaixo. Lá eu começo a falar as minhas impressões.

Pelas minhas reticências no parágrafo anterior e pelo nome desse post, imagino que vocês já devem ter percebido que eu falhei. Um livro foi menos que o suficiente. Tão insuficiente, que, mesmo não tendo lido durante o vôo (e o motivo para isso vai virar outro post), eu terminei o livro poucas horas depois de aterrisar, praticamente na fila de imigração.

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A Lei dos Varões (Maurice Druon)

Atenção, esta é a resenha do quarto livro da série Os Reis de Ferro. Para ler a resenha do terceiro, clique aqui.

 

A Lei dos Varões

Na França de 1316, depois da morte do Rei Luís X, o Cabeçudo, começa o jogo de poder e chantagens para definir quem vai ocupar o trono (não, eu não estou falando de um novo livro de Guerra dos Tronos, isso é história aqui na Terra). Como Luís X não deixou filho, apenas uma rainha grávida, a disputa pelo trono é entre Felipe de Poitiers, Carlos de Valois e o duque de Borgonha.

Naturalmente, quando o herdeiro nasce, sua vida está (e muito) ameçada pelas pessoas que querem ocupar seu lugar no trono. Como que as pessoas leais ao trono vão fazer para proteger essa criança?

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O Cozinheiro Cientista (Diego Golombek e Pablo Schwarzbaum)

 

O Cozinheiro Cientista (1)

A maioria sabe que a cozinha é um laboratório bastante completo. Quem não sabia, agora sabe! Dentro dos armários, podemos encontrar toda uma gama de reagentes – sim, estou falando dos ingredientes que usamos para preparar as mais deliciosas receitas!

No livro “O Cozinheiro Cientista”, caminhamos ao longo das refeições: café da manhã, entradas, pratos principais e sobremesas, para conhecer melhor a química por trás da culinária.

Esse livro é um dos menores que eu já li sobre química do dia-a-dia. Apesar disso, as informações contidas nele são muito interessantes. Como a maior parte dos livros desse tipo, as informações estão contidas em pequenos parágrafos. Continuar lendo

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The Lightning Thief Graphic Novel (Rick Riordan)

Já é praxe que, quando um livro faz sucesso, ele em pouco tempo vai virar uma história em quadrinhos (graphic novel). Com a série Percy Jackson e os Olimpianos, do Rick Riordan, não foi diferente.

Essa história foi adaptada por Robert Venditti, Atilla Futaki e José Villarrubia. Como eu já comentei em outros posts de graphic novels, eu gosto bastante de quando o traço é mais delicado, como na GN de Outlander, ou Crepúsculo. No entanto, apesar disso, eu gostei bastante do traço usado por Atilla. De um modo geral, a história é bem agitada, e se os quadros ficassem muito detalhados, eu acho que ia ficar muita informação em uma página só. As personagens ficaram um pouco “brutas” (afinal, são crianças de 11-13 anos e olha o Percy na capa, parece ter mais!), mas isso é um detalhe que não chega a atrapalhar a diversão do livro.

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