A pessoa pouco adepta às metas de leituras rígidas e aos desafios, ficou viciada neles. Sim, é de mim que estou falando. Acompanhando alguns instagramers literários, descobri que estão rolando vários desafios literários pelas redes sociais (vários mesmo) e acabei me deparando com o perfil @mulheresnaliteratura – mantido pela Mika Andrade e que também conta com um blog – no qual está rolando pelo terceiro ano o Desafio Lendo Mais Mulheres, que pode ser acompanhado pela hashtag #lendomaismulheres2018. Veja abaixo a imagem com as categorias do desafio deste ano e os livros que escolhi para cada uma delas. Fiz o possível para contemplar os livros que já tenho na estante e para as categorias para as quais não tenho livros, coloquei mais de uma opção, para mais para frente comprar ou emprestar. Como uma das categorias é idêntica a uma proposta pelo Yuri no Desafio Livrada, acabei mudando a minha escolha inicial para o Livrada, para poder contemplar com um mesmo livro os dois desafios.
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Então, eu reli #2: Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling) – edição ilustrada

Há tempos venho ensaiando uma releitura de Harry Potter, a última vez que reli todos os livros foi pouco antes do lançamento do último livro da série (era assim que eu aguentava esperar pelos lançamentos) e já se passaram mais de dez anos desde então. Com o lançamento das novas edições belamente ilustradas pelo Jim Kay resolvi novamente me enveredar pelas páginas da história desse bruxinho que conheci lá na adolescência. Findada a leitura desse primeiro volume, mais do que um reencontro com velhos amigos e a redescoberta da magia inspiradora de Hogwarts que nos faz querer voltar às carteiras e assistir uma aula ou outra de Transfiguração, Defesa Contra Artes das Trevas e até mesmo Poções; é uma nova experiência perceber detalhes que as leituras algumas vezes afoitas deixaram passar, ou, que foram retomados nos livros derradeiros. Também é um alívio reler sabendo (e conseguir captar as nuances por causa disso) que um de seus personagens favoritos, apesar de chato, sempre foi fiel (momento nostalgia de quem participava da comunidade “Eu confio no Snape” no finado Orkut). É justamente por saber tudo o que Harry, Rony e Hermione ainda irão passar, todos os perigos que irão correr, os amigos que irão fazer, outros tantos que irão perder, que a experiência de reler tudo desde o início se torna ainda mais especial. Continuar lendo
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Os Fuzileiros de Sharpe (Bernard Cornwell)
Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do sexto livro (ordem cronológica) da série As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu e a Mari achamos de outros livros da série, confira os links no final desta resenha.

Depois da caçada a Lavisser, dois anos atrás na Dinamarca, e as dúvidas que fizeram Sharpe quase desistir do exército, ele acabou decidindo retornar ao seu posto de intendente, com a promessa de que não seria deixado para trás quando o regimento viajasse outra vez para a guerra. Agora, ele está na Espanha. Nesse período, a França é senhora de toda a Europa e Napoleão avançou com todas as forças de seu exército imperial sobre a Espanha e Portugal. Com perdas significativas nos dois países, o exército britânico está restrito a esparsos regimentos e muitos soldados almejam retornar para os seus países. Há seis meses Sharpe se junto ao 95° Regimento de Fuzileiros no cargo de intendente é claro, afinal, não é do interesse de ninguém conferir algum poder a um tenente ascendido das fileiras. Se tudo corresse conforme o planejado, caberia a Sharpe apenas gerir as provisões de seu batalhão enquanto ignoraria os esgares e o escárnio de seus companheiros, mas com Sharpe, nada ocorre como o esperado.
Na Espanha, a cavalaria francesa massacra o 95° Regimento, faz de reféns oficiais, fere mortalmente outros e, para infelicidade de todos os fuzileiros sobrevivente, resta apenas Sharpe com a patente requerida para comandá-los.
“(…) Os cinquenta fuzileiros eram inofensivos como os destroços de um naufrágio, e se os franceses soubessem que os fugitivos eram liderados por um intendente, iriam considerá-los ainda mais inócuos.
Mas o intendente lutara contra os franceses pela primeira vez há quinze anos, e continuara lutando desde então. Os fuzileiros perdidos podiam chamá-lo de tenente novato, e podiam até enfatizar a palavra “novato” com o escárnio dos soldados velhos, mas isso era porque não conheciam este homem. Tinham-no como um mero sargento ascendido das fileiras, mas estavam enganados. Ele era um soldado, e seu nome era Richard Sharpe.” (Página 35)
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Star Wars – Lordes dos Sith (Paul S. Kemp)

“Vader completou a meditação e abriu os olhos. No transparaço escuro e reflexivo da câmara de meditação pressurizada, fitou um rosto pálido, deformado de modo selvagem pelas chamas. Sem a conexão neural com a armadura, tinha plena consciência dos cotos das pernas, da ruína dos braços, da eterna dor em sua carne. Ele a recebia de braços abertos. A dor alimentava o seu ódio, e o ódio alimentava sua têmpera. Antigamente, quando era Jedi, meditava para encontrar a paz. Agora, meditava para aguçar a raiva. ”(Página 20)
Assim como Luceno em Tarkin, coube à Kemp dar o protagonismo aos vilões em outro romance do novo cânone de Star Wars. Pena que diferentemente do primeiro, Kemp escorregou na caracterização dos seus personagens e ainda que Lordes dos Sith tenha um enredo inicial interessante, algumas de suas escolhas e a caracterização superficial de Vader e Palpatine deixaram a história de Kemp bastante problemática e muito aquém do que prometia inicialmente.
Lordes dos Sith está situado temporalmente entre os filmes III e IV, pouco depois do “surgimento” do Darth Vader. O relacionamento entre o novo Sith e seu Mestre ainda é um tanto quanto cambaleante e é do interesse de Palpatine colocar seu pupilo à prova. E a oportunidade vem na forma do movimento rebelde Ryloth Livre liderado pelo twi’lek Cham Syndulla. O sobrenome não é uma coincidência, ele é pai da Hera da série Rebels e do livro Um Novo Amanhecer. Quando o movimento começa a aparecer nos radares do Império, Palpatine decide fazer uma averiguação in loco do movimento insurgente em Ryloth, e leva consigo Darth Vader. E é claro que os rebeldes não deixariam tal oportunidade passar. O plano de Cham é audacioso: matar Vader e o Imperador. É temerário e ingênuo também, porque é óbvio que há tramoias do Imperador por trás de tudo. Com alguns bons personagens, como Cham e todo o seu idealismo e a vontade de acender uma chama que se alastre por todos os mundos e que inspire os oprimidos a lutarem por sua liberdade; e, também Isval e seu passado como escrava imperial, que a tornou um pouco mais sanguinária e com objetivos mais imediatistas em relação ao Império; o livro de Kemp cativa o leitor mais rapidamente do que o protagonizado pelo Luke (leia a resenha de Herdeiro do Jedi), talvez porque atrás de cada missão (mesmo as solos) há um objetivo maior, há todo o propósito evidente de lutar contra o Império que confere um tom de grandiosidade que eleva a narrativa. Continuar lendo
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Pela Boca da Baleia (Sjón)

“(…) Naquele instante, percebi que aquela boca jamais cessaria de devorar, que aquelas mandíbulas jamais parariam de mastigar e que aquela língua jamais se cansaria de ser banhada no sangue de outros seres viventes. Então, teus lábios se mexeram. Esforçavas-te para dizer tua primeira palavra. E a palavra seria “eu”. Porém, o pai te cortou a palavra, dirigindo-se a mim com aquela voz ao mesmo tempo cordial e dominadora:
– Lúcifer, eis o homem! Deves obedecê-lo da mesma forma que teus irmãos…
(…)
Como é sabido de todos, não me curvei perante aquele novo bicho de estimação do pai, e por isso fui defenestrado do reino dos céus, junto com aqueles que quiseram me seguir. E a ti, criatura, lego-te, como um adeus, minha visão de ti. ”(Página 14)
É com esse prelúdio que Sjón entrega o prenúncio de sua obra. Um prenúncio um tanto pretensioso demais? Foi com essa sensação que adentrei à história de Jónas Pálmason. Inspirado por sua formação musical (talvez), Sjón é letrista e assinou canções de um álbum da Björk e de um dos filmes do diretor Lars von Trier, ele estruturou sua obra quase como uma peça musical: um prelúdio, seguido de dois movimentos, um intervalo, mais dois movimentos e a conclusão. Sem dúvidas, essa estruturação vestiu a obra de uma grandeza exacerbada. A impressão que tive é que no final das contas não havia tanto a contar sobre a história de Jónas e que todo esse rebuscamento empreendido por Sjón longe de potencializar sua história, faz é afastar o leitor que acaba não sendo cativado. Não duvido nada de que muita gente deva ter abandonado Jónas pelo caminho.
Em Pela Boca da Baleia encontramos Jónas Pálmason durante o equinócio de outono em 1635. Há quatro anos ele já está em seu exílio forçado em uma ilha isolada da Islândia. É ali, com os olhos presos no horizonte em busca do continente que lhe é proibido, que ele nos convida a enveredar-nos pelos meandros de suas reminiscências. Por que ele foi parar na ilha? Quais os seus pecados? Quais foram os interesses das pessoas que lhe impingiram o desterro? Seu fascínio pelos bezoares, que o levava a empreender caçadas por carcaças de corvos ainda em sua tenra idade? Suas leituras e a curiosidade pouco ortodoxa que o tornaram um entendedor dos males femininos e um bom curador deles? Suas experiências como exorcista que lhe renderam grande renome? Suas inúmeras incursões pelos vastos caminhos desconhecidos da ciência, pelos sagrados costumes da religião e pelas histórias fantásticas da mitologia? Toda essa mistura incongruente que está na essência da formação do povo islandês é enaltecida por Sjón enquanto amealhamos as memórias de Jónas. Continuar lendo
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Branco Como a Neve (Salla Simukka)
Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da trilogia Branca de Neve. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

Depois de se ver envolvida nos negócios da máfia e quase acabar perdendo a vida, Lumikki decide dar um tempo e escapar da Finlândia para aproveitar as férias. Com ela desembarcamos em Praga, mas longe de se ver livre do perigo ela acaba envolvida no misterioso passado de Zelenka, que alega ser sua irmã. Zelenka chega provocando as memórias de Lumikki e com uma vida repleta de restrições junto a pessoas cheias de reservas e com um ar de seita religiosa que não passa despercebido a Lumikki, que após ter um vislumbre da casa onde a pretensa irmã mora fica determinada a desvendar os segredos do lugar antes de ir embora.
“A história de Zelenka era coo uma pela de um quebra-cabeça, que cabia em um lugar que incomodava a vida de Lumikki há mais tempo do que podia se lembrar. Ela sempre soubera, sentira e pressentira que sua família escondia algo. Havia algo grande de que eles não falavam, mas que às vezes invadia os cômodos de tal maneira que se tornava difícil respirar. A tensão do pai. Os olhos tristes da mãe, até mesmo marejados. Discussões, que paravam quando Lumikki chegava.”
(Página 16)
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Mindhunter (John Douglas & Mark Olshaker)

“(…) desde Thomas Harris e O Silêncio dos Inocentes, escritores, jornalistas e cineastas vivem nos procurando para descobrir a ‘história real’ por trás dos casos.
Entretanto, logo notei, ao relatar os detalhes de alguns de meus casos mais interessantes e perturbadores, que muitas pessoas da plateia estavam se distraindo e deixando de prestar atenção. Elas estavam ficando realmente enojadas ao ouvir as coisas que eu e minha equipe víamos todos os dias. Percebi que não se interessavam pelos detalhes, e devem ter percebido também que não queriam escrever sobre isso da maneira como era de verdade. Não vejo problema nisso. Cada um de nós tem a própria clientela. ”(Página 373)
Como membro da clientela dos que escrevem sobre isso não da maneira como é de verdade (leia-se livros, séries e filmes policiais), fiquei curiosa a respeito do livro de John Douglas e do Mark Olshaker quando fiquei sabendo que teria uma série da Netflix inspirada nele. Para quem sempre teve interesse em saber mais sobre os casos retratados (ou que serviram de inspiração), sobre como funciona o processo investigativo, como se dá a ‘leitura’ do potencial assassino e toda a burocracia que atravanca o serviço de investigação e obtenção de provas, Mindhunter é uma leitura obrigatória e repleta de informações. E, mesmo que tenha sido publicado em 1995 e muita coisa desde então tenha mudado e aprimorado (ao menos esperamos), os primórdios da utilização da ciência comportamental nas investigações criminais estão devidamente bem representados.
John Douglas foi o fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI, criada em 1980. O nome um tanto quanto genérico era proposital, naqueles anos ninguém levava a sério as ciências comportamentais, não como ferramenta para a solução de crimes. É justamente como venceu essas barreiras e como o estudo baseado nas entrevistas com assassinos em série presos (primeiro informalmente e depois de forma sistematizada com a inclusão da dra. Ann Burgess – especialista em doenças mentais – ao grupo) permitiu o reconhecimento de padrões nos criminosos que Douglas discorre neste livro. A narrativa lembra muito um romance biográfico, com Douglas inclusive trazendo fatos de sua infância e anos pré-FBI e do FBI nos tempos de Hoover. Assim como uma biografia, a narrativa assume um tom de memórias, na medida do possível temporalmente linear, ainda que comumente um caso tratado mais a frente em maiores detalhes tenha sido brevemente citado antes. Estruturar o livro como um romance biográfico foi uma ótima escolha, pois tornou a leitura mais fluída e menos parecida com um manual sobre como decifrar a mente de assassino, ainda que em algumas partes o livro ganhe um tom professoral muito semelhante ao de livros textos. Depois de tantos cursos e palestras ministrados por Douglas, isso até que é compreensível. Continuar lendo
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TAG 100% ou Retrospectiva Literária

Sendo pouco adepta de metas literárias, nunca havia sentido a necessidade de parar para pensar sobre como foi o meu ano de leituras, em alguns momentos até cheguei a elaborar listas dos dez melhores livros do ano e tal, mas cheguei à conclusão que esse tipo de postagem não me agrada, apesar de adorar ver as listas dos outros. Mas, após começar o Projeto Volta ao Mundo em 198 Livros e pensar mais sobre o consumo de literatura escrita por mulheres, comecei a pensar mais sobre como consumo a literatura ao longo do ano e acho que fazer uma Retrospectiva Literária no formato de TAG pode ser uma forma legal de manter um registro que permita fazer comparações e identificar pontos que quero mudar com o passar do tempo. Surgiu assim a TAG 100%.
Ela foi inspirada na TAG 50% que foi criada pela Chami do canal Read Like Wild Fire (IsthatChami) e traduzida pelo Victor Almeida do canal Geek Freak, mas conta com alguns adicionais. Vamos descobrir como foi o meu ano literário?
1 – ALGUNS NÚMEROS:
Livros Lidos: 45
Livros novos na estante: 120
Livros passados adiante: 112
Adquiri muitos livros, mas também fiz os da estante circular. No final das contas, a estante não cresceu tanto assim, o que foi algo extremamente positivo.
Gêneros literários lidos: aventura, biografia, contos, diário, distopia, divulgação científica, fantasia, ficção científica, não ficção, thillers, realismo fantástico, romance histórico, romance contemporâneo, suspense. Apesar de ter lido poucos livros em comparação aos anos anteriores, consegui manter a diversidade.
Países lidos: li livros de 13 países diferentes este ano e espero aumentar muito este número em 2018, a estante já está devidamente paramentada para esta tarefa. Os que li foram: África do Sul, Austrália, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, Coreia do Norte, Estados Unidos, Finlândia, Irlanda, Islândia, Moçambique, Reino Unido e República Dominicana.
Autores lidos: aqui está um ponto onde ainda quero melhorar e tentar ser mais igualitária entre livros escritos por homens e mulheres. Este ano li 28 livros escritos por homens e 17 por mulheres.
Autores NOVOS lidos: este ano conheci 20 autores novos, 13 homens e sete mulheres.
Releituras? Sim. Este ano reli a trilogia O Senhor dos Anéis e o Harry Potter e a Pedra Filosofal, este último na edição belamente ilustrada pelo Jim Kay. Continuar lendo
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O Navio dos Mortos (Rick Riordan)
Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

Com O Navio dos Mortos, as aventuras de Magnus e seus amigos chegam ao fim, pelo menos enquanto protagonistas de suas próprias histórias. Enveredar pela mitologia nórdica com o tio Rick foi uma experiência bastante divertida. O Hotel Valhala e suas peculiaridades, todos os melindres e as loucuras dos deuses e gigantes e a grande diversidade de personagens que Riordan colocou nas páginas dessa história, tornaram a trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard uma leitura bastante atrativa. Mas, o principal mérito de Riordan é não subestimar seus leitores. Apesar de muitos torcerem o nariz para a forma como ele trabalha a mitologia em suas histórias, não se pode falar que ele deixa de fornecer maiores detalhes da mitologia só porque sua obra é direcionada ao público juvenil. E olha que a mitologia nórdica é cheia de peculiaridades, principalmente relacionadas à Loki, mas ó, você não irá ver Riordan modificar parentescos ou formas, ele sabe que a informação bem trabalhada é bem melhor que a suprimida ou modificada. É assim, que ao longo dos livros lemos sobre Loki e suas constantes mudanças de formas e gêneros que lhe renderam filhos bastante singulares; conhecemos o esperto anão Andvari e os detalhes da criação do sábio Kvásir; e, formos surpreendidos pela variedade de relacionamentos entre deuses e gigantes. Tudo isso em meio a muita referência pop e o tom humorado e um tanto quanto sarcástico que se tornou a marca de Magnus. Continuar lendo
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