Destinado (Carina Rissi)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro livro da série Perdida e pode haver spoilers sobre fatos dos primeiros livros. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

Destinado

Ainda lembro que quando terminei a leitura de Perdida, fiquei receosa quando soube que um segundo volume da série estava a caminho. Perdida havia narrado a história de amor de Sofia e Ian de forma tão redondinha que não via como a Carina poderia manter o fôlego da trama principal em uma nova história. Quando Encontrada veio, mudei minha opinião. Carina mostrou que antes dos felizes para sempre, ainda havia muitas histórias para contar. Havia toda a adaptação de Sofia ao século 19 e a adaptação da sociedade da época à Sofia. O livro único virou uma duologia e acabou por se transformar em uma série (serão cinco livros) e, no terceiro volume, cabe a Ian narrar o seu lado da história, e claro, vem muito drama e muito romance por aí.

“Então veio o depois, quando conheci Sofia. Bastou um olhar para que eu perdesse o coração, o fôlego e também o raciocínio. Eu a amei desde o primeiro instante, mesmo que ainda não soubesse disso. E, sendo Sofia como é, entrou em minha vida feito uma carroça desgovernada, atropelando-me, fazendo-me entender coisas que antes eu não compreendia e me sentir tão feliz com isso que às vezes doía. ” (Página 15)

Nós reencontramos o casal algum tempo depois dos eventos narrados em Encontrada. Elisa está completando dezessete anos e um baile está sendo preparado para a comemoração. Marina já está com dez meses. As relações com tia Cassandra, ainda que um pouco estremecidas, estão em vias de reparação. A fábrica de Sofia está indo muito bem obrigada. E a vida é boa e feliz. Mas, pode ser que não esteja destinada a durar. O celular de Sofia está de volta. Ian encontrou o aparelho que um dia fizera Sofia desaparecer no ar. Desta vez, ele está determinado a mantê-la longe do aparelho. Mas, a precaução não sai como o esperado. Elisa é enviada para o século 21 e caba a Sofia e Ian irem em seu resgate. Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

5ª Turnê Intrínseca ‖ Goiânia: #ParceirosDaTurnêIntrínseca

5_Turne_Intrínseca

Oi pessoal!

Depois de ter postado um convite para os leitores de Goiânia não deixarem de participar da 5° Turnê Intrínseca, venho compartilhar com vocês um pouco do que rolou por lá.

A 5° Turnê Intrínseca aportou em Goiânia no dia 02/04 (sábado) às 14h na Livraria Leitura do Goiânia Shopping. Vieram para cá a Carolyne e o Victor, da equipe de marketing da editora. Desta vez, tive a oportunidade (enquanto blogueira parceira) de ajudar o pessoal da editora na realização do evento (desde a distribuição das senhas até compartilhar minhas experiências de leituras). O Jeferson do canal Romeu e Julieta também foi um dos #ParceirosDaTurnêIntrínseca aqui em Goiânia. Foi uma experiência muito legal! Obrigada ao pessoal da editora pelo convite, tenho muito orgulho de ser parceira de uma editora que se preocupa tanto com os leitores. Muito amor por essa equipe que já há cinco anos dedica um tempo para visitar várias partes desse nosso Brasil e ajuda a divulgar e incentivar o amor pela leitura. ❤

IMG_20160402_180313

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras

5ª Turnê Intrínseca ‖ Goiânia: Vamos Participar?

5_Turne_Intrínseca

Pelo quinto ano consecutivo, a equipe de marketing da Editora Intrínseca coloca o pé na estrada para divulgar e trocar ideias literárias por esse país afora. Este ano serão 20 cidades. A turnê deste ano teve início no dia 16 de março e já esteve presente em 12 cidades e neste final de semana, a equipe aporta aqui em Goiânia!

No sábado (02/04) às 14h tem Turnê Intrínseca na Livraria Leitura do Goiânia Shopping! Aos leitores da cidade, sugiro que não percam a oportunidade de conhecer mais sobre os lançamentos previstos para este ano, sobre os bastidores da editora, as adaptações cinematográficas, capas e projetos futuros. Além de conhecer outros viciados em leituras é claro. Uma tarde inteirinha dedicada aos livros.

Mas, atenção para as regrinhas:

Regras_Turnê_Intrínseca_Goiânia

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1714298495449598/

Local: Livraria Leitura, Piso 3 lj 321A, Goiânia Shopping,  Av. T. 10, 1300 – St. Bueno Goiânia, GO Brasil

Só lembrando que são só 250 senhas gente.  Ano passado o espaço estava lotado. Vamos lotá-lo novamente? Nos encontramos lá! 😀 #ParceirosDaTurnêIntrínseca

Sigam as redes sociais da editora e fiquem por dentro das novidades:

Deixe um comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras

Garota Exemplar (Gillian Flynn)

gone-girl

Quando adaptam um livro para as telas e você demora muito para lê-lo, por mais que você tente evitar os spoilers, é inevitável, você sempre acaba descobrindo algum ponto crucial da trama. Foi assim com Garota Exemplar, o filme gerou todo um burburinho (potencializado pelo fato do papel do protagonista caber ao Ben Affleck, que também protagonizou uma cena que gerou um certo auê na interwebs) e não teve jeito, acabei descobrindo o principal plot twist da trama. Acho que foi isso que acabou fazendo eu protelar ainda mais a leitura do livro. Será que a trama de Flynn não perderia todo o seu encanto agora que eu já descobrira o futuro dos personagens? Foi assim, sem esperar muito da trama que iniciei a leitura e Flynn conseguiu me surpreender. Mesmo sabendo a reviravolta que a trama sofreria, a forma como Flynnn conta sua história foi surpreendente. E isso porque a beleza da sua trama não reside no fato de Amy Dunne estar viva ou não, ou Nick Dunne (seu marido) ser inocente ou não. O brilho da sua trama está nos próprios personagens e em como eles se relacionam ao longo da trama. Flynn trabalhou bem as nuances de seus personagens. Não há apenas mocinhos e apenas vilões, eles transitam nessa zona cinza que ora te faz acatar como mais verossímil um, ora outro e que joga muito bem com seus sentimentos. Cumplicidade, cinismo, um fascínio mórbido e incredulidade são alguns dos sentimentos bastante frequentes durante a leitura. Flynn soube manipulá-los e utilizá-los para nos prender à trama até a sua conclusão. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Perdido em Marte (Andy Weir)

Perdido-em-Marte

A contracapa da edição brasileira de Perdido em Marte traz um comentário do astronauta Chris Hadfield (comandante da Estação Espacial Internacional) no qual ele diz que a precisão técnica utilizada por Weir é fascinante e que as situações vivenciadas por Mark lembravam muito um episódio de MacGyver. Para toda criança dos anos 90, o referido personagem é sinônimo de inventividade e superação de obstáculos, e Mark (o protagonista desta história) realmente encarna todo esse espírito, com um adendo: um pendor para a comicidade e o sarcasmo. E isso, conquista o leitor desde a primeira frase do livro. Mark está ferrado e tudo o que você quer é torcer por ele e vivenciar com ele todos os seus esforços para sobreviver em Marte e retornar à Terra.

Mark Watney, astronauta da Nasa, pode ter sido apenas a décima sétima pessoa a pisar em Marte, mas garantiu para si o título de primeira pessoa a ser esquecida, e provavelmente a primeira a morrer, no planeta vermelho. Ele era um dos tripulantes da missão Ares 3, que foi abortada por causa de uma forte tempestade de areia. Toda a tripulação foi embora e Mark, que acreditavam estar morto, foi deixado para trás. Continuar lendo

4 Comentários

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

Turma da Mata – Muralha (Artur Fujita, Roger Cruz & Davi Calil)

TurmadaMata_Capa

O nono volume do selo Graphic MSP traz a Turma da Mata em um trabalho de seis mãos: roteiro de Artur Fujita, arte de Roger Cruz e cor de Davi Calil. Acho que de todas as Graphic MSP lançadas até o momento, talvez seja esta a que menos fazia questão de ler e sobre a qual menos tinha expectativas. E isso, porque minhas lembranças da Turma da Mata (excetuando-se o Jotalhão por motivos óbvios) são praticamente inexistentes. Não lembrava, por exemplo, da característica original dos quadrinhos do Mauricio de inserir uma pitada de política nas histórias, e que o trio fez questão de resgatar em sua releitura. Minhas parcas lembranças podem ter sido o que me fez gostar do trabalho deles, então, não sei se para alguém que costumava acompanhar as histórias originais a adaptação será bem recebida. Mas, o trabalho apresentado aqui, tem uma trama interessante e traços e cores que renderam uma HQ bastante colorida e bonita.

Em Turma da Mata – Muralha, um metal tão raro quanto rentável colocou a Turma da Mata e o reino de Leonino em lados opostos. Há muito tempo, o rei Leonino I encontrou numa montanha uma grande mina de Calerium. Um metal raro e com aplicações que propiciaram o desenvolvimento da era do vapor e o surgimento de invenções com a nau voadora. Para proteger o tesouro, Leonino mudou seu reino para a montanha e a cercou com uma imensa muralha. O acesso à cidade é apenas pelo céu (com as naus voadoras) e a ganância pelo metal levou Leonino a capturar moradores da Mata e escravizá-los para trabalharem nas minas. Inúmeras batalhas aconteceram ao longo dos anos e líderes de ambos os lados foram capturados e abatidos. Mas agora, a mina de Calerium de Monte Leon secou e a descoberta de uma nova mina na Mata, pode tornar a batalha iminente a maior e mais sangrenta de todas. É com esse pano de fundo que Fujta, Cruz e Calil nos reapresentam os personagens de Mauricio. Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Lendo aleatoriamente, Resenhas da Núbia

O Universo Numa Casca de Noz (Stephen Hawking)

O universo numa casca de noz - capa 14 - novo formato - PROVA 6.

“Segundo um velho ditado, é melhor viajar com esperança do que chegar ao destino. A busca por descobertas estimula nossa criatividade em todos os campos, não apenas na ciência. Se chegássemos ao fim da linha, o espírito humano feneceria e morreria. Mas acho que nunca vamos ficar estagnados: devemos crescer em complexidade, quando não em profundidade, e seremos sempre o centro de um horizonte de possibilidades em expansão. ” (Página 8)

Que bom que o interesse nas obras do Hawking não feneceu após a vibe do filme A Teoria de Tudo ter passado. Melhor ainda, o interesse permaneceu e a editora Intrínseca manteve sua parcela de contribuição para isso ao trazer novas edições das obras mais emblemáticas (direcionadas ao público geral) do autor: Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz. Este último, publicado anos depois (em 2001) de Uma Breve História do Tempo, teve como inspiração o incrível sucesso de seu predecessor. Nele, Hawking continua a tarefa de escrever sobre as descobertas da física e da cosmologia, em uma viagem do extraordinariamente vasto como a representada pelas distâncias interestelares, ao extraordinariamente minúsculo como o comprimento de Planck.

Como comentei na resenha de Uma Breve História do Tempo, ainda que alguns capítulos fluam bem e sejam de fácil compreensão, alguns capítulos são bastante áridos e podem ser desencorajadores. Hawking estava ciente disso. Ele também sabia que a forma como estruturou o livro (linearmente) podia empacar leitores nos primeiros capítulos, impedindo-os de chegarem aos capítulos mais interessantes e didáticos do livro. Quando ele estava planejando O Universo Numa Casca de Noz ele pensou nisso e quis que este novo livro fosse muito mais acessível. Sua primeira decisão foi quanto à estrutura. O livro conta com sete capítulos e apenas os dois primeiros exigem uma linearidade na leitura, os demais podem ser lidos em qualquer ordem. Além disso, o livro conta com alguns adendos bastante interessantes, como ilustrações, infográficos e boxes contendo textos extras. Eu que reclamei tanto da falta de notas de rodapé em Uma Breve História do Tempo, me deparei com um material ricamente ilustrado que tornou a leitura muito mais clara e completa. Hawking realmente conseguiu escrever um livro de divulgação científica sobre física e cosmologia para leigos. Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia

Moriarty (Anthony Horowitz)

Moriarty

Anthony Horowitz faz parte do exclusivo rol, na verdade apenas ele e o autor Andrew Lane (da série O Jovem Sherlock Holmes), a ter autorização oficial da Conan Doyle Estate Ltd – entidade que administra a protege a obra do escritor – para revisitar o universo sherlockiano e os personagens criados por Conan Doyle. Sua primeira incursão, foi com o romance A Casa de Seda publicado no Brasil pela Editora Zahar. Ali, Watson em sua velhice e após a morte de Holmes, decide prestar uma última homenagem ao amigo e narrar os acontecimentos de um antigo caso. Agora, em Moriarty, Horowitz toma como ponto de partida o emblemático confronto de Holmes e seu nêmesis Moriarty em Reichenbach Falls, que culminou na queda dos dois na cachoeira suíça. O intuito de Doyle era “aposentar” seu mais famoso personagem, mas acabou tendo de voltar atrás e ressuscitá-lo devido ao clamor dos fãs. É a incerteza deste momento que Horowitz explora em seu romance. “Alguém realmente acredita no que aconteceu nas cataratas de Reichenbach?” Holmes morreu? Moriarty está morto?

A Scotland Yard envia para a cidadezinha suíça, o inspetor e grande admirador das técnicas de Holmes, Athelney Jones. A visita oficial era para ser uma mera cortesia da instituição que muitas vezes recebeu ajuda do famoso detetive para encerrar suas investigações, mas Jones encontra em Meiringen o detetive norte-americano – da Agência de Detetives Pinkerton – Frederick Chase, que traz à tona um novo caso. A morte de Moriarty deixou um grande espaço no submundo do crime, espaço que um gênio do crime do outro lado do Atlântico está determinado a ocupar. E é assim, que Jones se vê envolvido em uma investigação, muito maior e mais perigosa, na companhia de Chase. Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Editoras Parceiras, Grupo Editorial Record, Resenhas da Núbia

Downton Abbey

Em 1912, a notícia do naufrágio do Titanic abala uma família da aristocracia britânica, os habitantes de Downton Abbey. Além de perder membros da família, o navio levou os herdeiros do conde Grantham. Robert (Hugh Bonneville) se casou com uma herdeira americana, Cora (Elizabeth McGovern), para adicionar fundos à propriedade, e sua fortuna foi agregada às posses da sua propriedade. À moda daquela época, a terra e os títulos do conde devem passar para um homem, e não para suas filhas, que ficarão destituídas após sua morte.

O plano original era que a filha mais velha do casal, Mary (Michelle Dockery), se casasse com o herdeiro, de modo que ela ainda teria o título, e ele, com sorte, passaria para seu filho. A morte do herdeiro faz com que Mary se sinta livre do compromisso, e ela deseja que seu pai lute para contestar a linha de herança, e nisso ela é apoiada por sua mãe e avó, Violet (Maggie Smith), que não querem que toda a fortuna da família fique nas mãos de um desconhecido. Quando essa possibilidade lhes é negada, Cora e Violet passam a conspirar para que Mary conquiste Matthew, o novo herdeiro. As duas irmãs mais novas de Mary, Sybil (Jessica Brown Findlay) e Edith (Laura Carmichael), não recebem tanta atenção da família, já que elas não são as primogênitas. Enquanto Sybil aproveita isso para ser (mais ou menos) a filha rebelde, Edith é apenas má – pelo menos no começo da série. Continuar lendo

3 Comentários

Arquivado em Nerdices aleatórias, Seriados

P.S.: Ainda Amo Você (Jenny Han)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no segundo livro da duologia Para todos os garotos que já amei e pode haver spoilers sobre fatos do primeiro livro. Para saber o que eu achei dele, confira os links no final desta resenha.

untitled

“…é difícil redefinir uma coisa que nunca teve definição clara. Éramos duas pessoas fingindo nos gostar, fingindo ser um casal, então o que somos agora? E como as coisas poderiam ter sido se tivéssemos começado a nos gostar sem o fingimento? Teríamos chegado a namorar? Acho que nunca vou saber. ” (Página 36)

Depois do final em suspenso de Para todos os garotos que já amei, é claro que parti para a leitura de P.S.: Ainda Amo Você com altas expectativas. Mas, elas eram tão altas, que a leitura deste segundo volume acabou sendo uma decepção. Os personagens criados por Han continuam carismáticos (alguns ainda mais, né Kitty) e a narrativa fluída, mas a trama dessa continuação não faz jus ao que foi narrado no primeiro livro.

Em P.S.: Ainda Amo Você reencontramos Lara Jean poucos dias após os confrontos que animaram o natal das irmãs Song. O relacionamento de Lara Jean e Peter era apenas um contrato, um fingimento, mas, no processo, Lara Jean acabou se apaixonando de verdade por Peter, e ao que parece, é correspondida. Agora eles precisam aprender como estar num relacionamento de verdade, precisam enfrentar seus passados (Genevieve, a ex-namorada e ex-amiga, continua firme e forte em seu intento) e, quando um garoto do passado se junta a essa história, os sentimentos de Lara Jean ficam um tanto quanto oscilantes… Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Editora Intrínseca, Editoras Parceiras, Resenhas da Núbia