Colecionando Textos #3

 

 

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Desafio Livrada 2018 – Minhas Escolhas

Quem me conhece há algum tempo, sabe que eu não sou muito adepta de metas, até faço as minhas “metas de leitura” no Skoob, mas ela muda constantemente ao longo do ano, mas nunca participei de nenhum desafio ao longo desses anos enquanto leitora. O Yuri do canal Livrada, já há um tempo lança todos os anos o Desafio Livrada contendo algumas categorias nas quais o participante é que escolhe os livros que encaixam em cada uma delas e tenta concluí-las ao longo do ano vigente. Conheço o desafio de acompanhar alguns canais literários que participam todos os anos, mas o do ano passado foi o primeiro que realmente eu acompanhei alguns participantes desde a escolha, passando pelos vídeos resenhas, até a conclusão, o que me deixou com muita vontade de participar também. No ano passado não deu (já peguei o bonde andando), mas este ano, assim que o Yuri lançou o post com as categorias no Instagram e depois fez o vídeo explicando cada uma delas, não perdi tempo em elaborar minha lista e começar as leituras.

Veja abaixo as categorias criadas pelo Yuri para o desafio deste ano e os livros que escolhi para cada uma delas. Já aviso de antemão que a lista não é definitiva e é totalmente passível de sofrer mudanças ao longo do ano. E para unir o útil ao agradável, aproveitei para espalhar os livros escolhidos para o Projeto de Leitura “Volta ao Mundo em 198 Livros” pelas diversas categorias. Continuar lendo

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Colecionando Textos #2

 

 

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Branco Como a Neve (Salla Simukka)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da trilogia Branca de Neve. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei do primeiro livro, confira os links no final desta resenha.

Depois de se ver envolvida nos negócios da máfia e quase acabar perdendo a vida, Lumikki decide dar um tempo e escapar da Finlândia para aproveitar as férias. Com ela desembarcamos em Praga, mas longe de se ver livre do perigo ela acaba envolvida no misterioso passado de Zelenka, que alega ser sua irmã. Zelenka chega provocando as memórias de Lumikki e com uma vida repleta de restrições junto a pessoas cheias de reservas e com um ar de seita religiosa que não passa despercebido a Lumikki, que após ter um vislumbre da casa onde a pretensa irmã mora fica determinada a desvendar os segredos do lugar antes de ir embora.

“A história de Zelenka era coo uma pela de um quebra-cabeça, que cabia em um lugar que incomodava a vida de Lumikki há mais tempo do que podia se lembrar. Ela sempre soubera, sentira e pressentira que sua família escondia algo. Havia algo grande de que eles não falavam, mas que às vezes invadia os cômodos de tal maneira que se tornava difícil respirar. A tensão do pai. Os olhos tristes da mãe, até mesmo marejados. Discussões, que paravam quando Lumikki chegava.”

(Página 16)

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Colecionando Textos #1

 

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Mindhunter (John Douglas & Mark Olshaker)

“(…) desde Thomas Harris e O Silêncio dos Inocentes, escritores, jornalistas e cineastas vivem nos procurando para descobrir a ‘história real’ por trás dos casos.

Entretanto, logo notei, ao relatar os detalhes de alguns de meus casos mais interessantes e perturbadores, que muitas pessoas da plateia estavam se distraindo e deixando de prestar atenção. Elas estavam ficando realmente enojadas ao ouvir as coisas que eu e minha equipe víamos todos os dias. Percebi que não se interessavam pelos detalhes, e devem ter percebido também que não queriam escrever sobre isso da maneira como era de verdade. Não vejo problema nisso. Cada um de nós tem a própria clientela. ”(Página 373)

Como membro da clientela dos que escrevem sobre isso não da maneira como é de verdade (leia-se livros, séries e filmes policiais), fiquei curiosa a respeito do livro de John Douglas e do Mark Olshaker quando fiquei sabendo que teria uma série da Netflix inspirada nele. Para quem sempre teve interesse em saber mais sobre os casos retratados (ou que serviram de inspiração), sobre como funciona o processo investigativo, como se dá a ‘leitura’ do potencial assassino e toda a burocracia que atravanca o serviço de investigação e obtenção de provas, Mindhunter é uma leitura obrigatória e repleta de informações. E, mesmo que tenha sido publicado em 1995 e muita coisa desde então tenha mudado e aprimorado (ao menos esperamos), os primórdios da utilização da ciência comportamental nas investigações criminais estão devidamente bem representados.

John Douglas foi o fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI, criada em 1980. O nome um tanto quanto genérico era proposital, naqueles anos ninguém levava a sério as ciências comportamentais, não como ferramenta para a solução de crimes. É justamente como venceu essas barreiras e como o estudo baseado nas entrevistas com assassinos em série presos (primeiro informalmente e depois de forma sistematizada com a inclusão da dra. Ann Burgess – especialista em doenças mentais – ao grupo) permitiu o reconhecimento de padrões nos criminosos que Douglas discorre neste livro. A narrativa lembra muito um romance biográfico, com Douglas inclusive trazendo fatos de sua infância e anos pré-FBI e do FBI nos tempos de Hoover. Assim como uma biografia, a narrativa assume um tom de memórias, na medida do possível temporalmente linear, ainda que comumente um caso tratado mais a frente em maiores detalhes tenha sido brevemente citado antes. Estruturar o livro como um romance biográfico foi uma ótima escolha, pois tornou a leitura mais fluída e menos parecida com um manual sobre como decifrar a mente de assassino, ainda que em algumas partes o livro ganhe um tom professoral muito semelhante ao de livros textos. Depois de tantos cursos e palestras ministrados por Douglas, isso até que é compreensível. Continuar lendo

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TAG 100% ou Retrospectiva Literária

Sendo pouco adepta de metas literárias, nunca havia sentido a necessidade de parar para pensar sobre como foi o meu ano de leituras, em alguns momentos até cheguei a elaborar listas dos dez melhores livros do ano e tal, mas cheguei à conclusão que esse tipo de postagem não me agrada, apesar de adorar ver as listas dos outros. Mas, após começar o Projeto Volta ao Mundo em 198 Livros e pensar mais sobre o consumo de literatura escrita por mulheres, comecei a pensar mais sobre como consumo a literatura ao longo do ano e acho que fazer uma Retrospectiva Literária no formato de TAG pode ser uma forma legal de manter um registro que permita fazer comparações e identificar pontos que quero mudar com o passar do tempo. Surgiu assim a TAG 100%.

Ela foi inspirada na TAG 50% que foi criada pela Chami do canal Read Like Wild Fire (IsthatChami) e traduzida pelo Victor Almeida do canal Geek Freak, mas conta com alguns adicionais. Vamos descobrir como foi o meu ano literário?

1 – ALGUNS NÚMEROS:

Livros Lidos: 45

Livros novos na estante: 120

Livros passados adiante: 112

Adquiri muitos livros, mas também fiz os da estante circular. No final das contas, a estante não cresceu tanto assim, o que foi algo extremamente positivo.

Gêneros literários lidos: aventura, biografia,  contos, diário, distopia, divulgação científica, fantasia, ficção científica, não ficção, thillers, realismo fantástico, romance histórico, romance contemporâneo, suspense. Apesar de ter lido poucos livros em comparação aos anos anteriores, consegui manter a diversidade.

Países lidos: li livros de 13 países diferentes este ano e espero aumentar muito este número em 2018, a estante já está devidamente paramentada para esta tarefa. Os que li foram: África do Sul, Austrália, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, Coreia do Norte, Estados Unidos, Finlândia, Irlanda, Islândia, Moçambique, Reino Unido e República Dominicana.

Autores lidos: aqui está um ponto onde ainda quero melhorar e tentar ser mais igualitária entre livros escritos por homens e mulheres. Este ano li 28 livros escritos por homens e 17 por mulheres.

Autores NOVOS lidos: este ano conheci 20 autores novos, 13 homens e sete mulheres.

Releituras? Sim. Este ano reli a trilogia O Senhor dos Anéis e o Harry Potter e a Pedra Filosofal, este último na edição belamente ilustrada pelo Jim Kay. Continuar lendo

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Resumo do Mês

Resumo rapidinho só para vos lembrar das postagens que tivemos por aqui neste mês. Amanhã, provavelmente, publicarei uma postagem com a Retrospectiva Literária de 2017. Em formato de TAG que é para fazermos todo ano e assim ficar mais fácil comparar a atividade de leitura ao longo do tempo. Mas, sem demoras, vamos aos links caso vocês tenham perdido algum post:

Resenhas

Star Wars – Herdeiro do Jedi (Kevin Hearne)

Darkmouth – Os Caçadores de Lendas (Shane Hegarty)

O Diário de Zlata (Zlata Filipović)

O Navio dos Mortos (Rick Riordan)

 

Colunas/TAG/Aleatoriedades

Star Wars Book TAG

 

Esses foram os posts com mais visualizações no mês:

K-dorama: Playful Kiss

De novo ao mundo dos doramas… GOONG!

K-dorama: Marry me Mary!

K-dorama: Flower Boy Ramyun Shop

K-dorama: City Hunter

 

Boas Festas e um Excelente 2018 com muitas boas histórias para ler e compartilhar! =)

 

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O Navio dos Mortos (Rick Riordan)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do último livro da trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo dos livros anteriores. Para saber o que eu achei dos outros livros, confira os links no final desta resenha.

 

Com O Navio dos Mortos, as aventuras de Magnus e seus amigos chegam ao fim, pelo menos enquanto protagonistas de suas próprias histórias. Enveredar pela mitologia nórdica com o tio Rick foi uma experiência bastante divertida. O Hotel Valhala e suas peculiaridades, todos os melindres e as loucuras dos deuses e gigantes e a grande diversidade de personagens que Riordan colocou nas páginas dessa história, tornaram a trilogia Magnus Chase e os Deuses de Asgard uma leitura bastante atrativa. Mas, o principal mérito de Riordan é não subestimar seus leitores. Apesar de muitos torcerem o nariz para a forma como ele trabalha a mitologia em suas histórias, não se pode falar que ele deixa de fornecer maiores detalhes da mitologia só porque sua obra é direcionada ao público juvenil. E olha que a mitologia nórdica é cheia de peculiaridades, principalmente relacionadas à Loki, mas ó, você não irá ver Riordan modificar parentescos ou formas, ele sabe que a informação bem trabalhada é bem melhor que a suprimida ou modificada. É assim, que ao longo dos livros lemos sobre Loki e suas constantes mudanças de formas e gêneros que lhe renderam filhos bastante singulares; conhecemos o esperto anão Andvari e os detalhes da criação do sábio Kvásir; e, formos surpreendidos pela variedade de relacionamentos entre deuses e gigantes. Tudo isso em meio a muita referência pop e o tom humorado e um tanto quanto sarcástico que se tornou a marca de Magnus. Continuar lendo

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O Diário de Zlata (Zlata Filipović)

Se tem algo que o projeto de leitura ‘Volta ao Mundo em 198 Livros’ me proporcionou, foi uma boa “chacoalhada” na minha lista de leituras, quer seja com a aquisição de títulos desconhecidos, com a retirada de pó de títulos “esquecidos” na estante, ou com o incentivo que faltava para ir atrás de títulos que já tinha um bom tempo que desejava ler. Desde que comecei o projeto, sabia que queria ler como representante da Bósnia e Herzegovina o diário escrito por Zlata Filipović entre o período que antecedeu e durante os primeiros anos da Guerra da Bósnia. Quando se fala em guerra e diário, é impossível não se lembrar de Anne Frank, mas a história de Zlata, além do ponto de vista infantil da guerra e suas consequências, não guarda semelhanças com a história da garota alemã. Para início de conversa, seu diário foi publicado em 1993 (no Brasil em 1994) em plena época de conflito. As primeiras fotocópias do diário foram publicadas quando Zlata ainda mantinha seus registros e a publicação aconteceu por influência da UNICEF que queria mostrar a situação das crianças durante a guerra no país para o resto do mundo. Entre o tempo desde as primeiras fotocópias até a edição definitiva que ganhou o mundo, Zlata praticamente se tornou uma espécie de correspondente de guerra. Situação esta, que sem dúvida contribuiu para que ela e a família entrassem na mira da mídia e das autoridades políticas da Europa. A última entrada do diário é do dia 17 de outubro de 1993, mais tarde naquele ano, pouco antes do Natal, ela e os pais receberam a permissão para deixar Saravejo (o que era praticamente impossível sem alguma influência externa) e foram refugiados em Paris. Diferentemente de Anne, Zlata saiu calejada, mas viva da experiência.

A edição brasileira (a que eu tenho é a reimpressão feita em 1997 da edição de 1994) conta com um prefácio escrito por Leão Serva. Serva é jornalista e escritor e foi correspondente durante a Guerra da Bósnia. Com um livro extremamente paradidático para se trabalhar conflitos armados em salas de aula e recomendado para figurar nas bibliotecas escolares, a inclusão do prefácio de Serva tornou a leitura ainda mais completa e contextualizada. Ele dá uma boa pincelada sobre a situação geopolítica da Bósnia e países limítrofes no passado até os dias que antecederam a explosão da guerra civil. Que na época da publicação do diário por aqui, ainda não havia acabado. Continuar lendo

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