Arquivo da categoria: Resenhas da Núbia

TAG 50%

Até o ano passado, estava pouco adepta das metas e dos desafios literários. Este ano, as metas continuam flexíveis, mas acabei me envolvendo em alguns desafios literários (que já me renderam ótimas leituras). E, já que a primeira metade do ano já foi, achei legal responder a TAG 50% para manter um registro das minhas experiências literárias do primeiro semestre e quiçá estabelecer mais algumas metas para o resto do ano.

A TAG 50% foi criada pela Chami do canal Read Like Wild Fire (IsthatChami) e traduzida pelo Victor Almeida do canal Geek Freak, mas conta com alguns adicionais.

ALGUNS NÚMEROS:

Livros Lidos: 24

Livros novos na estante: 44

Livros passados adiante: 32

Gêneros literários lidos: aventura, biografia, clássicos, contos, crônicas, fantasia, ficção científica, histórias em quadrinhos, não ficção, realismo fantástico, romance histórico, romance contemporâneo, romance policial e YA (young adult).

Países lidos: li livros de 11 países diferentes, quase a quantidade total de países lidos no ano passado. Aos poucos estou conseguindo colocar mais diversidade e representatividade nas minhas leituras. Os que li foram: Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Romênia, Sudão e Zimbábue.

Autores lidos: Dentre os 24 livros, foram 24 autores (não repeti nenhum este ano ainda!): nove homens e 15 mulheres.

Autores NOVOS lidos: este ano já conheci 18 autores novos, 5 homens e 13 mulheres.

Releituras? Nenhuma.

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Jogador n° 1 (Ernest Cline)

Este é daqueles livros que quando foi lançado foi bastante comentado, angariou uma boa quantidade de leitores, mas que não tinha me deixado com vontade de lê-lo. Mas, com o lançamento do filme (que não, ainda não conferi, mas que ainda pretendo, apesar dos comentários de insatisfação) o interesse no livro reacendeu e finalmente fiquei curiosa para saber mais sobre a história criada por Cline e o motivo dela ter conquistado um grande número de fãs.

Na Terra do futuro (nem tão futuro assim), o uso exacerbado da tecnologia acarretou uma Crise de Energia Global, que além de reduzir drasticamente a energia disponível para a população, também contribuiu para mudanças ambientais catastróficas. Plantas e animais extinguiram-se, muitas pessoas morreram e estão morrendo de fome e doenças, não há moradias suficientes e cada vez mais e mais guerras são travadas por causa dos recursos que ainda restam. Morar nessa Terra não é uma tarefa fácil, bonita ou agradável, e isso tudo criou um ambiente perfeito para o desenvolvimento do OASIS (ou Simulação Imersiva Ontologicamente Antropocêntrica), uma utopia virtual global que permite aos usuários serem o que quiserem e viverem inúmeras experiências em quaisquer um dos muitos mundos criados com inspiração nos filmes, videogames e na cultura pop dos anos 1980. Você quer ter experiências no universo de Star Wars? Pode. Star Trek? É claro. Terra Média? Claro que sim. Disc World? Também. O OASIS se transformou numa verdadeira válvula de escape e se difundiu rapidamente. As pessoas estudam, trabalham e têm relacionamentos no OASIS. Aos poucos ele foi se tornando a realidade delas. Continuar lendo

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O que Alice Esqueceu (Liane Moriarty)

“- Quantos anos você tem, Alice?

– Vinte e nove, Jane – respondeu ela, irritada com o tom dramático da outra e sem entender aonde queria chegar. – A mesma idade que você.

Jane se afastou, olhou para George Clooney com uma expressão triunfante e disse:

– Acabei de receber o convite da festa de quarenta anos dela.

Este foi o dia em que Alice Mary Love foi à academia e, num descuido, perdeu uma década de vida. ” (Página 19)

O que fazer quando a vida te dá um tombo e te coloca para repensar todas as suas escolhas? E o pior, sem nem mesmo você fazer ideia de quais foram elas? O mundo de Alice virou de pernas para o ar quando um acidente a fez se esquecer dos últimos dez anos de sua vida. Em 1998, ela vivia um casamento feliz, esperava seu primeiro filho, era uma otimista nata e tinha um ótimo relacionamento com a família, especialmente com Elisabeth, sua irmã mais velha. Em 2008, seu casamento está por um fio, ela já é mãe de três filhos, tem um jeito um tanto quanto cínico, metódico e extremamente organizado de levar a vida, e seu relacionamento com a irmã anda bastante estremecido. Acordar como a Alice de 1998 em 2008 não está sendo uma tarefa fácil, mas talvez essa pode ter sido a melhor coisa que lhe aconteceu. Continuar lendo

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Black Hammer – Origens Secretas (Jeff Lemire, Dean Ormston & Dave Stewart)

Jeff Lemire é um nome bastante conhecido pelos que acompanham quadrinhos da Marvel e da DC Comics, e também por suas obras autorais como O Soldador Subaquático e Condado de Essex. A história de Black Hammer foi concebida por Lemire em 2007-2008 mas só atingiu sua atual conformação e começou a ser publicada em 2016, tendo sido agraciada com um Prêmio Eisner em 2017 por Melhor Série Original. Continuar lendo

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Dôra, Doralina (Rachel de Queiroz)

Esta é mais uma daquelas leituras que foram fomentadas por um desafio literário, no caso o Desafio Lendo Mais Mulheres 2018. Nele há a categoria ler um livro de uma autora sul-americana e eu não pude deixar passar a oportunidade de colocar o único livro da Rachel de Queiroz que tenho na minha estante. Não é que eu nunca tenha ouvido falar da Rachel de Queiroz, mas ela não fulgurava entre os autores que li no ensino médio. Não comecei pelo O Quinze nem Memorial de Maria Moura (duas de suas obras mais emblemáticas), mas Dôra, Doralina cumpriu seu papel de me apresentar uma escritora de narrativa afiada, muito ligada às suas raízes nordestinas e sempre preocupada com a situação política do país.

Dôra, Doralina foi publicado originalmente em 1975 e traz a história de uma protagonista que vive em uma fazenda no agreste nordestino sob o jugo da mãe, passando por seu grito de liberdade, seu envolvimento com uma trupe de teatro mambembe, seu desembarque no Rio de Janeiro em tempos de guerra e a descoberta do amor. Apesar de não acompanharmos Dôra desde sua infância, este é essencialmente um romance de formação e para refletir as diferentes fases pelas quais Dôra transita, Rachel estruturou a obra em três livros. Continuar lendo

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Deuses Americanos – Sombras (Neil Gaiman, P. Craig Russell & Scott Hampton)

Quando escrevi sobre a minha experiência de leitura com Deuses Americanos comentei que eu o releria facilmente. Naquela época eu ainda não sabia que uma adaptação para graphic novel estava em vias de publicação. Poder revisitar esse universo com roteiro e layouts de P. Craig Russell e arte de Scott Hampton (que já trabalharam em Sandman) foi uma ótima experiência. Continuar lendo

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Cartas de Amor aos Mortos (Ava Dellaira)

Depois do que aconteceu com May, sua irmã mais velha. Laurel decidiu ir para uma nova escola cursar o Ensino Médio. Ela não queria ser alvo de olhares de pena e ter de responder a perguntas. Na nova escola, porém, ela é uma solitária. Com a morte de May, a família de Laurel desmoronou: a mãe foi embora; o pai está ausente mesmo estando por perto; e sobrou para Laurel passar a maior parte do tempo com a tia, que tenta compensar a perda de May com um controle mais rígido (ainda que falho) de Laurel. Talvez Laurel continuasse a levar uma vida escolar solitária, e uma vida familiar ausente de diálogos e se contentasse apenas em nutrir sentimentos platônicos pelo misterioso Sky, seu colega de escola. Mas, uma tarefa escolar foi a catalisadora de mudanças. A tarefa era simples. Escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel escreve. Na verdade, a partir de então ela lota seu caderno de cartas e mais cartas, mas não as entrega à professora.

Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, Janis Joplin, River Phoenix, Amelia Earhart, Amy Winehouse, Jim Morrison, John Keats, E.E. Cummings, Heath Ledger… Na companhia deles, Laurel tenta lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com sua família despedaçada. Por meio das cartas, ela começa a se abrir e se permitir a cultivar amizades na nova escola. Por meio das cartas ela rememora seus momentos com May e tenta entender o que aconteceu na noite que a irmã morreu. O que Laurel fez na noite em que May se matou? O que acontecia nas noites de sexta-feira? São respostas com as quais Laurel precisa se reconciliar. Continuar lendo

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Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes 2 (Francesca Cavallo & Elena Favilli)

Elena Favilli e Francesca Cavallo (fonte –  Kickstarter)

Francesca Cavallo e Elena Favilli são co-fundadoras da empresa de mídia Timbuktu Labs com sede nos Estados Unidos. A empresa reúne empreendedores, designers, educadores e engenheiros com experiência internacional na indústria de entretenimento infantil, com o objetivo de produzir conteúdos envolventes e tecnológicos, passando pelos livros, jogos e brinquedos infantis. Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes surgiu da vontade de produzir um material de qualidade, que fosse inspirador e empoderador e que mostrasse às garotas todo o potencial de “garota rebelde” que elas trazem consigo. O primeiro volume foi publicado via financiamento coletivo no Kickstarter. O livro que traria 100 histórias (no formato das fábulas e dos contos de fadas) de mulheres extraordinárias do passado e do presente, com ilustrações produzidas por mulheres talentosíssimas do mundo inteiro, bateu recordes de arrecadação. Cem por cento da meta de arrecadação foi atingida em apenas trinta horas e pessoas de mais de setenta países apoiaram o projeto que se tornou um sucesso de vendas em vários países. No Brasil, a V&R Editoras publicou o livro em 2017 e por aqui o sucesso também foi imediato. Agora, cem novas extraordinárias mulheres são celebradas em um segundo volume (que bem poderia se tornar uma série). Cem histórias de mulheres de todos os cantos do mundo, de vários períodos da nossa história e de todas as idades, que lutaram (e lutam) por mais espaço, que perseguiram (e ainda perseguem) seus sonhos mesmo contra todas as possibilidades, que se mostraram exímias nos campos aos quais se dedicaram e que mostraram (e mostram) por A + B que lugar de mulher é aonde ela quiser e que o gênero não deveria ser uma barreira para a escolha de uma profissão.

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Moribito – O Guardião do Espírito (Nahoko Uehashi)

Moribito é uma série de fantasia que começou a ser publicada em 1996 e conta com dez volumes. A história criada por Naholo Uehashi inspirou mangás e foi transformada em anime pela Production I.G com direção de Kenji Kamiyama (de Ghost in the Shell). No primeiro volume, Uehashi traz as aventuras de Balsa, Chagum e o espírito Nyunnga Ro Im. Balsa é uma mulher de 30 anos, habilidosa lanceira e guarda-costas itinerante que presenciou um acidente envolvendo o segundo príncipe de Nova Yogo (Chagum) e o resgatou. Acontece que um espírito que coloca um ovo em um hospedeiro humano a cada cem anos, escolheu Chagum para ser o portador da vez e Balsa, atendendo às súplicas da Segunda Rainha, agora é a responsável por manter o garoto a salvo. De um monstro que caça e se alimenta dos ovos do Nyunga Ro Im e dos servos do Mikado (o rei) que ordenou a morte do próprio filho, por causa dos seus interesses políticos. Nessa jornada eles terão a ajuda de Tanda, amigo de infância de Balsa e xamã em formação e de Torogai uma exímia mestre xamã. Continuar lendo

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Ainda Sou Eu (Jojo Moyes)

Atenção, esta resenha trata dos acontecimentos ocorridos no terceiro livro da duologia trilogia Como eu era antes de você e pode haver spoilers sobre fatos dos primeiros livros. Para saber o que eu achei deles, confira os links no final desta resenha.

 

Em Depois de Você Lou Clark precisou aprender a juntar seus pedaços, descobrir suas potencialidades, restabelecer suas relações com sua família, e encontrar forças para superar as marcas indeléveis que a perda de Will causou em sua vida. O segundo volume foi sobretudo uma história sobre superação, um ponto de parada para que Lou se preparasse para a sua grande jornada de descoberta. Por isso, a existência de um terceiro volume acabou sendo menos surpreendente. Depois de vermos Lou se acertar com a família, estabelecer um relacionamento com Lily, se envolver com Sam e receber uma proposta de emprego que lhe permitirá alçar voos, é claro que ficamos curiosos para saber como será essa experiência e se as coisas finalmente irão se ajeitar para Lou. É isso que Jojo prometeu entregar em Ainda Sou Eu, e conseguiu. Eu ainda prefiro os dois primeiros volumes, mas Ainda sou eu com todo seu ar de Quinta Avenida, mas com uma pitada de subúrbio (ainda bem!) e uma boa dose de moda (que até poderia ser mais!), rendeu uma leitura divertida, um tanto dramática e bastante enternecedora. Continuar lendo

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