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Contando Estrelas – Helen Dunmore

 

Contando estrelas

Na Roma de Julio César, sobre a qual eu estou lendo nos livros de Conn Iggulden, vivia um poeta que se tornaria imortal pela sua obra. Caio Valério Cátulo descrevia em seus poemas a vida em Roma, e as pessoas que lá viviam. Como poeta, não poderia deixar de se apaixonar perdidamente por alguma mulher completamente inapropriada para ele. Lésbia, em seus poemas, Clódia, na vida real, era uma mulher casada, dez anos mais velha e tinha pelo menos outros cinco amantes.

Helen Dunmore utilizou as informações que Cátulo e outros poetas contemporâneos deixaram em seus poemas para recriar a história de amor entre ele e sua Lésbia. A história conturbada envolve envenenamento, traições e vinho, muito vinho.

É um estilo diferente de livro, não diria que é em primeira pessoa, mas também não é em terceira pessoa. A autora escreve de uma maneira que parece que o narrador é consciente do que está acontecendo, como se fosse autobiográfico. Em alguns momentos, até fiquei confusa com esse estilo, mas sem desmerecer, apenas por ser diferente do que normalmente lemos. Continuar lendo

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Proposta Inconveniente – Patricia Cabot

Payton Dixon está de volta à terra firme. Ela passa a maior parte do ano a bordo de um dos navios da companhia de seu pai, viajando pelo mundo com os seus irmãos. Agora a família Dixon está na Inglaterra para prestigiar o casamento de Connor Drake com a doce Srta. Whitby. Connor é um dos principais capitães da Companhia de Navegação Dixon e Filhos, e é um grande amigo dos irmãos de Payton, e é claro que Payton está apaixonada por ele desde que se entende por gente.

Connor estava acostumado a enxergar Payton como o quarto irmão Dixon, e nunca conseguia ver a mulher escondida por baixo das roupas masculinas que ela usa nos navios. Quando Georgiana, a cunhada de Payton, a convence a usar um espatilho e roupas femininas para o casamento, Connor finalmente vê a mulher bela que ela se tornou. Obviamente, quando ele percebe isso, é tarde demais para cancelar o seu casamento. Continuar lendo

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A Fúria de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é sobre o 11° livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”, e pode conter spoilers sobre os acontecimentos dos livros anteriores. Para ler as resenhas de alguns dos demais livros da série, clique aqui: O Tigre de Sharpe (1°); O Trinfo de Sharpe (2°); A Fortaleza de Sharpe (3°) – Núbia; O Ouro de Sharpe (9°); A Fuga de Sharpe (10°) – Mari.

Traição, suborno, assassinato. É assim que começa A Fúria de Sharpe. Em uma Espanha dividida pelas tropas britânicas e francesas, as diferentes facções políticas espanholas têm opiniões diferentes sobre qual exército devem apoiar: aqueles que preferem a monarquia acham que devem colaborar com os franceses na esperança de Napoleão lhes devolver seu rei, enquanto que quem se inspirou pelo discurso da Revolução Francesa, e acha que o povo deve governar ao povo, sem os desejos de um rei absolutista, ajudam os ingleses. Teoricamente, no entanto, os espanhóis são aliados dos ingleses, embora alguns dos líderes de seu exército sejam a favor dos franceses. Continuar lendo

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A Morte dos Reis – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do segundo livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo do primeiro livro. Para ler a resenha de Os Portões de Roma, clique aqui.

 

A Morte dos Reis

Júlio César fez um inimigo poderoso em Roma, e não poderá entrar na cidade até a sua morte. Sabendo disso, ele fugiu e entrou para o serviço de Gadítico, na Accipiter, uma das galeras (navios de guerra romanos) que patrulhava a costa. Lá, encontrou seu rival de infância, Suetônio, e eles tentam disfarçar o fato de que não se gostam. Quando a galera é atacada por piratas e os oficiais são mantidos como prisioneiros, e em pouco tempo, a hierarquia que regia a relação entre os homens cai por terra. E começa a mandar o homem que tem o caráter, e a força de líder de que eles precisam para superar o desafio.

Enquanto isso, Brutus volta à Roma e encontra uma pessoa de seu passado que está disposta a reconquistar seu afeto e respeito a todo custo. Com isso, ele se vê liderando uma legião, mas precisa de mais homens para servir sob sua águia. Tubruk tem que tomar uma decisão difícil para proteger a família de Júlio. Com traições, subornos, revoltas, intrigas e assassinatos, o livro deixa o leitor sem ar desde a primeira página. Continuar lendo

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Love me do (Paolo Hewitt)

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“O nome era reflexo dessa ideia de vínculo, da mentalidade de bando por eles construída, a qual os fez atravessar a beatlemania relativamente ilesos e que – como mostra este livro – dura até hoje. Os Beatles eram uma gangue de quatro personalidades distintas que criaram sua própria família.(…)

Os Beatles se amavam e brigavam na mesma medida, como irmãos, o que só acrescenta mais charme à coisa toda.”

 pág. 7”

 

Paolo Hewitt, jornalista conhecido por seus livros de não-ficção sobre moda, música e cultura popular, traz neste livro cinquenta momentos históricos do quarteto mais famoso de Liverpool e do mundo. Assim que vi que Love me do seria um dos lançamentos de abril da editora Verus, meu lado beatlemaníaco foi acionado e depois que li o primeiro capítulo disponibilizado por eles, o qual, diga-se de passagem, eu devorei, sabia que tinha que tê-lo em mãos. Então, desculpe-me antecipadamente caso eu me empolgue, ou esta resenha acabe ficando repleta de elogios, como fã da banda foi impossível me conter.

Em Love me do, Hewitt traz um apanhado geral da história dos Beatles e faz isso destacando, esmiuçando e opinando sobre alguns eventos significativos da carreira da banda. Cinquenta fatos para comemorar os cinquenta anos de lançamento do álbum de estreia da banda, que também empresta seu nome ao livro (a obra foi publicada originalmente em 2012, Love me do o álbum de estreia do grupo foi lançado em 1962). Mais de cinquenta anos que longe de arrefecer o sucesso que o grupo experimentou em seu auge, só fizeram perdurar a influência de suas músicas por várias gerações. E foi esse fascínio, quase mítico, que levou Hewitt a enveredar mais profundamente na história do grupo para trazer à tona alguns fatos conhecidos e outros tantos obscuros que fizeram e fazem dos Beatles uma das melhores bandas de todos os tempos. Continuar lendo

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O Rei Fugitivo (Jennifer A. Nielsen)

Atenção, esta resenha trata sobre os acontecimentos do segundo livro da Trilogia do Reino. Por isso, pode conter spoilers, revelando parte do conteúdo do livro anterior. Para saber o que eu achei dele, confira links no final desta resenha.

o rei fugitivo

“Foi como se tudo que se relacionasse a Sage voltasse até mim no instante em que vesti suas roupas. Inclusive o instinto de enganar quando pudesse e mentir quando necessário. E também a sensação de que, não importava o quanto tentasse, eu jamais seria melhor que um rato de esgoto. pág. 70”

No final do livro anterior nos despedimos de Sage depois que sua verdadeira identidade nos é revelada. Há um mês, Jaron é o novo rei de Carthya, porém, os cartinianos não acham que ele seja a melhor escolha para ser rei, porém isso pouco importa ao rapaz, sua maior preocupação é convencer seus regentes a ajudá-lo preparar Carthya para uma guerra que ele tem certeza que se aproxima. Ele só não esperava que as ameaças chegassem tão cedo e que seriam direcionadas primariamente à sua pessoa. Os piratas que tentaram mata-lo há tanto tempo estão de volta e exigem sua rendição ou Carthya será destruída. E agora Jaron precisará enfrentar seu passado para garantir que seu reino possa ter um futuro. É preciso ser Sage novamente e se aventurar nas terras do inimigo. E é claro que em meio a isso tudo, amigos transformam-se em inimigos, inimigos em amigos e a tarefa de descobrir em quem se pode confiar fica cada vez mais árdua. Continuar lendo

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O Falso Príncipe (Jennifer A. Nielsen)

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“As palavras de Conner ainda ecoavam em meus ouvidos. A cada passo que eu dava rumo ao trono, sentia que me curvava também. Eu só esperava poder chegar até o fim antes que Conner me destruísse completamente.” página 180.

No reino de Carthya, a guerra civil é iminente e interesses escusos por poder e pela coroa rondam cada recanto do país. No extremo norte de Carthya, na distante Carchar, no orfanato para garotos carentes da Sra. Turbeldy conhecemos Sage de apenas 15 anos. O garoto com fama de ladrão e mentiroso acaba de ser vendido pela Sra. Turbeldy para Conner, um nobre que tem um plano ousado em mente: encontrar um garoto que possa se passar por Jaron, o príncipe que desapareceu há quatro anos, para com isso evitar que o reino se autodestrua em batalhas pelo poder (ou pelo menos é assim que ele vende seus planos). Assim como Sage, outros três órfãos são amealhados por Conner e seus capangas, e aos poucos os garotos descobrem que mais do que uma batalha pela coroa, essa será uma batalha por suas vidas, já que quem não for escolhido para representar o papel terá que ser descartado. Continuar lendo

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Histórias Periódicas – Hugh Aldersey-Williams

Histórias Periódicas

“A curiosa vida dos elementos”. Certamente não é assim que a maioria das pessoas encara os elementos da Tabela Periódica. Aquele monte de letras organizadas de maneira que às vezes parece sem sentido (mas que na verdade faz mais do que muito sentido), tem uma vida secreta, fora do domínio dos laboratórios de química, e que ultrapassam barreiras geográficas e culturais. A influência dos blocos construtores de tudo o que há no universo se estende à arte, à literatura, e pode ser vista a todo instante.

O autor do livro começou sua peregrinação tentando colecionar os elementos. Alguns são tão comuns no nosso dia-a-dia, que ele rapidamente os conseguiu: alumínio, ouro, prata, carbono… Outros, como os elementos radioativos, demandaram um pouco mais de esforço (e nem sempre ele os conseguiu). Enquanto narra a história da coleção que ele sonhava em completar, ele conta histórias dos elementos: como foram descobertos, por quem, se ficaram famosos. Continuar lendo

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Os Garotos Corvos (Maggie Stiefvater)

Os Garotos Corvos

“Na família acentuadamente clarividente de Blue, ela era uma casualidade, uma estranha às conversas vibrantes que sua mãe, tias e primas mantinham com o mundo escondido para a maioria das pessoas. A única coisa especial sobre ela era algo que ela mesma não conseguia experimentar.”

Todo ano, na véspera do dia de São Marcos, Blue Sargent tem um compromisso com sua mãe clarividente. Acompanhá-la aos destroços de uma igreja abandonada nas cercanias de Henrietta para ver os espíritos daqueles que irão morrer nos próximos 12 meses. Blue nunca vê nada, ela só serve de agente catalisador, amplificando os poderes mediúnicos de sua mãe. Mas, neste ano, na companhia de sua tia Neeve ela tem sua primeira experiência com o sobrenatural, ela vê o espírito de um garoto na escuridão. Segundo Neeve, há apenas duas razões para isso ter acontecido: ou o garoto é seu verdadeiro amor ou ela o matou. E bem, Blue cresceu com uma profecia pairando sobre sua cabeça: a de que ela matará seu verdadeiro amor se o beijar. Não fica difícil imaginar as implicações dessa visão. Preocupada com as implicações da visão e da profecia, Blue está determinada a salvar a vida do misterioso garoto, e não demora a descobrir que ele é Gansey, um dos garotos corvos, alunos da Academia Anglioby que são conhecidos por serem sinônimos de problemas. Através de Gansey conhecemos Ronan, Adam e Noah e passamos a desvendar as misteriosas linhas ley, pelas quais o garoto tem enorme fixação. Blue, a quem Maura proibiu terminantemente de encontrar-se com os garotos, também se vê envolvida na busca por linhas de energia, túmulos milenares e promessas de tesouros escondidos, ao mesmo tempo em que tenta frear seus sentimentos e impedir que eles causem a morte de alguém. Continuar lendo

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Boneco de Neve (Jo Nesbø)

Boneco de neve

A série policial que tem como protagonista o inspetor Harry Hole, começou a ser publicada em 1997 e já conta com dez livros. No Brasil a Editora Record já publicou cinco livros da série, só que eles decidiram (simplesmente não consigo compreender essas decisões editoriais) apresentar o personagem ao público brasileiro pelo terceiro livro da série e não sei nem se há planos deles publicarem os dois primeiros livros (espero que sim!). Em Boneco de Neve, o quinto livro publicado por aqui e o sétimo livro da série, já encontramos um Hole bem calejado e com um passado atormentado, um passado que podemos apenas inferir. Apesar disso, a parte procedural da trama não é afetada por essa falta de conhecimento, Boneco de Neve foi meu primeiro contato com a obra do autor e o romance funciona bem sozinho, podemos até perder fatos da vida de Hole, mas o “caso da vez” está bem completo, não exige conhecimentos prévios e inicia-se e é finalizado nesta obra.

“Em breve virá a primeira neve. E então ele aparecerá outra vez. O boneco de neve. E, quando a neve sumir, ele terá levado alguém consigo. O que deve perguntar é: “Quem fez o boneco de neve? Quem faz bonecos de neve? Quem deu à luz The Murri?”Porque o boneco de neve não sabe.”

Em novembro de 2004, durante a primeira neve do ano a cair na cidade de Oslo, Jonas acorda no meio da noite e percebe que sua mãe não está em casa. No chão há pegadas molhadas e no jardim um boneco de neve envolto com o cachecol de sua mãe e com seus olhos negros voltados para a janela do quarto. No dia seguinte a polícia é acionada e o inspetor Harry Hole é enviado para investigar o ocorrido. E o que se pensava ser apenas uma “ocorrência comum” de desaparecimento atinge maiores proporções, porque Harry está certo de que o caso está relacionado com uma carta que recebeu assinada pelo autointitulado Boneco de Neve, e mesmo com todos seus colegas fazendo chacota por considerarem ele um aficionado em criar serial killers onde eles não existem, Harry segue cavando pistas que o colocam de frente com vários casos similares na última década e que não foram solucionados. E quando o assassino resolve romper seus padrões, Oslo entra em polvorosa com esse monstro à solta, e Hole se vê envolvido em um jogo de gato e rato e que pode ter consequências catastróficas. Continuar lendo

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