Arquivo da categoria: Lendo aleatoriamente

Livros, leitura, autores, editoras.

Campo de Espadas – Conn Iggulden

Atenção! Esta resenha trata do terceiro livro da série O Imperador de Conn Iggulden e pode trazer spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler a resenha dos livros anteriores, clique: Os Portões de Roma A Morte dos Reis.

 

Campo de Espadas

Júlio César está na Espanha, e apesar de estar orgulhoso com os frutos de seu trabalho no país, está ansioso para voltar a Roma e tomar maior parte em seus acontecimentos. Depois de quatro anos, ele junta suas espadas e volta para sua terra natal com sonhos de se tornar cônsul e se dar a ordem de sair e conquistar mais terras em nome de Roma. Ele parte para a Gália, onde tenta tornar o país uma extensão de Roma, e se prepara para lutar as maiores batalhas de sua vida. Continuar lendo

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Um Autor de Quinta #98

Coluna inspirada no Uma Estante de Quinta da Mi Muller do Bibliophile.

Jennifer Nielsen

Jennifer A. Nielsen

Jennifer nasceu e cresceu no norte de Utah, onde vive até hoje com o marido, os três filhos e um cachorro. Ela começou a escrever ainda na escola primária, sua primeira tentativa de escrever um romance foi durante a sexta série, quando escreveu sobre uma garota que ficava presa em seus sonhos. Ela até mesmo tentou entrevistar um chaveiro para pesquisar sobre fechaduras, mas quando ele descobriu que ela tinha apenas 11 anos encerrou a ligação e a história acabou ficando de lado e nunca foi terminada. Contudo as experiências não terminaram por aí, Jennifer continuou escrevendo histórias em cadernos. Histórias sobre um garoto que tentava vender a irmã irritante, de uma celebridade que ficava presa em uma pequena cidade, entre tantas outras que acabaram confinadas em uma caixa em seu guarda-roupa. Durante a escola, também se envolveu com teatro e participou de competições de debates.

Seu primeiro livro completo foi finalizado quando ela tinha 20 anos, mas era muito ruim e nunca chegou a ser publicado. Foi assim também com o segundo e o terceiro, apenas no quarto livro Jennifer percebeu que talvez estivesse escrevendo no gênero errado e voltou seus pensamentos para personagens mais juvenis, tendo que mudar sua forma de escrever também. Seu livro de estreia foi Elliot and the Goblin War publicado pela Sourcebooks em 2010. Este livro deu origem a série Underworld Chronicles. Mas, talvez seja a trilogia Ascendance a grande responsável por torná-la conhecida do grande público. Continuar lendo

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Colin Fischer (Ashley Edward Miller & Zack Stentz)

Colin-Fischer

“Eu pensava que as pessoas fazem isso porque são ruins em matemática, mas a verdade é porque são jogadores. Deixam passar boas oportunidades que estão bem na sua frente em troca de outras imaginadas melhores e que quase nunca se materializam. É por isso que confio na matemática e não nas pessoas. A matemática produz melhores decisões.” página 103.

Colin Fischer tem 14 anos e Síndrome de Asperger. Sua vida na escola nunca foi das mais fáceis, mas antes ele tinha o que ele chamava de “sombra”, uma pessoa que vivia seguindo-o para onde quer que fosse para ajudá-lo enfrentar o inesperado. Agora ele está no colegial, a “sombra” não está mais com ele e atravessar os anos do colegial promete seu uma tarefa árdua para alguém cheio de manias, que precisa de cartões de memorização para reconhecer as expressões faciais das pessoas, que não suporta ser tocado e que parece vestir uma camisa contendo um alvo que atrai todos os mal intencionados de plantão. Mas, engana-se que acham que esse livro trata sobre superação, ela até está presente em alguns momentos, mas o Miller e Stentz queriam era criar uma espécie de detetive mirim, com um crime para solucionar e que no processo aprendesse a solucionar as nuances dos relacionamentos humanos e quem sabe fazer alguns amigos. Colin é muito observador e metódico, mantendo um velho caderno que contém anotações sobre tudo e todos, então, quando uma arma é disparada na cantina da escola interrompendo uma festa de aniversário. É Colin o único que contém as ferramentas necessárias para elucidar o caso. Afinal, está em suas mãos provar que não foi Wayne Connelly, o seu algoz de anos, que trouxe a arma para a escola. E ele como um bom fã de Sherlock, Spock, do Comandante Data e do detetive Grissom irá esmiuçar os fatos, mesmo que seja apenas para inocentar aqueles que sempre o trataram mal… Continuar lendo

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Em meus pensamentos – Bella Andre

Atenção! Esta resenha é do oitavo livro da série Os Sullivans, de Bella Andre, e pode conter spoilers dos livros anteriores. Os links das resenhas dos primeiros livros da série podem ser vistos no fim do post.

Em meus pensamentos

Lori Sullivan é a única dos oito filhos de Mary Sullivan que ainda está solteira. Durante os dois anos anteriores, ela tem se relacionado com Victor, mas por mais que ela tentasse, esse relacionamento nunca foi saudável. A gota d’água foi encontra-lo na cama com uma das bailarinas que ela contratou para sua nova apresentação. Lori, sempre tempestuosa e impulsiva, entra num avião de volta para a Califórnia, aluga um carro e vai para Pescadero, porque a moça que alugou o carro para ela falou que era um lugar bonito. Continuar lendo

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A Clash of Kings – George R. R. Martin

Atenção! Esta resenha é sobre o segundo livro da série “A Song of Ice and Fire”, e pode conter spoilers do enredo do livro anteriore. A Núbia já resenhou este livro, aqui. Nós já resenhamos o primeiro livro da série aqui (eu) e aqui (Núbia).

Um cometa vermelho passa por cima do céu e pode ser visto por todos os cantos do reino. Ele marca a realização, no primeiro livro, de uma profecia antiga. E a guerra entre os reis continua. Um reino, três dragões e cinco reis são parte da mistura deste livro, junto de traições, egos, ambições, tratados e guerra.

Aqueles que estão lutando pelo trono fazem parcerias, promessas e reféns. Entre uma batalha e outra, vemos um Stark fugindo pelo mundo, e outro ainda tendo sonhos que se provam ser a verdade. Do outro lado do mar, uma pretendente ao trono luta para não morrer de fome com seus poucos súditos e poder tomar parte da grande disputa pelo poder. Além da muralha que separa o mundo em dois, os guerreiros encarregados de protege-lo tomam decisões drásticas na tentativa de conhecer melhor o perigo que estão para enfrentar. Continuar lendo

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Iluminadas (Lauren Beukes)

CAPA_Iluminada

“A porta se abre para a escuridão, e por um longo e terrível instante ele fica imóvel diante de todas as possibilidades. E então ele se agacha sob as tábuas, passa a muleta pela brecha de um jeito atrapalhado, e entra na Casa. ”

 Pág 26. ”

Em Chicago no ano de 1931, o andarilho Harper Curtis invade uma casa abandonada que tem uma característica surpreendente: quem entra nela é transportado no tempo. Ele também percebe que de algum jeito já deve ter estado ali, porque nas paredes há nomes de mulheres que ele não conhece grafados em sua própria caligrafia. Além disso, a Casa parece falar com ele, o instigando a caçar e matar as garotas iluminadas, vítimas escolhidas a dedo nas mais diversas épocas no que poderiam ser considerados crimes praticamente perfeitos. Afinal, como rastrear alguém que mata na década de 80, mas que para todos os efeitos vive na década de 30? Apenas alguém que viveu na pele o horror de quase ter sido assassinada, pode ter a tenacidade suficiente, ou melhor a incapacidade de esquecer para persistir na busca de crimes que parecem estar ligados de forma impossível. Esta é Kirby Mazrachi, que em 1989 era para ter sido mais uma das vítimas de Harper. Três anos depois ela não mede esforços para tentar encontrar quem destroçou sua vida e a ajuda vem de Dan, um ex-repórter policial que cobrira seu caso, mas que agora cobre eventos esportivos. Continuar lendo

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Boneca de Ossos (Holly Black)

boneca_de_ossos

Piratas, ladrões, sereias e guerreiros sempre estiveram presentes na vida de Poppy, Alice e Zach que adoram brincar de faz-de-conta. Para serem bons inventores de histórias, as crianças buscam inspiração no mundo das palavras, e é por isso, que o livro de Holly está repleto de referências à literatura: seres míticos, heróis, vilões, tem referências para todos os gostos. Como peça central desse mundo mágico que criaram está a Grande Rainha, uma antiga boneca feita de porcelana de ossos que é mantida presa na cristaleira dos Bell (pais de Poppy). Logo que a boneca foi adquirida, a mãe de Poppy proibiu que a menina pegasse a boneca. Colocarem-na nas brincadeiras em um papel central, foi a forma que encontraram para não ficar com medo da boneca, que aparentemente assusta até mesmo a destemida irmã mais velha de Poppy. Continuar lendo

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A Fúria de Sharpe – Bernard Cornwell

Atenção! Esta resenha é sobre o 11° livro da série “As Aventuras de um Soldado nas Guerras Napoleônicas”, e pode conter spoilers sobre os acontecimentos dos livros anteriores. Para ler as resenhas de alguns dos demais livros da série, clique aqui: O Tigre de Sharpe (1°); O Trinfo de Sharpe (2°); A Fortaleza de Sharpe (3°) – Núbia; O Ouro de Sharpe (9°); A Fuga de Sharpe (10°) – Mari.

Traição, suborno, assassinato. É assim que começa A Fúria de Sharpe. Em uma Espanha dividida pelas tropas britânicas e francesas, as diferentes facções políticas espanholas têm opiniões diferentes sobre qual exército devem apoiar: aqueles que preferem a monarquia acham que devem colaborar com os franceses na esperança de Napoleão lhes devolver seu rei, enquanto que quem se inspirou pelo discurso da Revolução Francesa, e acha que o povo deve governar ao povo, sem os desejos de um rei absolutista, ajudam os ingleses. Teoricamente, no entanto, os espanhóis são aliados dos ingleses, embora alguns dos líderes de seu exército sejam a favor dos franceses. Continuar lendo

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Graffiti Moon (Cath Crowley)

graffiti moon

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ” página 24.

Acho algumas artes com grafite muito bonitas, entretanto sou totalmente contra a cultura do vandalismo cultuada por muitos. Pintar áreas não destinadas para essa atividade, modificar à revelia bens públicos e privados, pior que isso só o que é feito pelos adeptos das pichações, que além de contribuírem para sujar as cidades, não respeitam nem os trabalhos alheios, distribuindo rabiscos sem sentido como se só isso importasse. Talvez a adrenalina de trabalhar sob o risco de ser pego seja uma busca inevitável para alguns (como o Poeta bem exemplifica em uma passagem), mas acho que assim perde-se o foco no que realmente é importante: a arte. Tendo isso em mente, sabia que era bom começar a leitura de Graffiti Moon sem esperar muito da história, afinal, havia o risco de nem mesmo rolar empatia com o personagem principal. Afinal, tinha todo esse lado da ilegalidade da arte com grafite que era impossível relevar. Mas a narrativa da Crowley é cativante e com uma história envolvente e ótimos personagens, ela conseguiu superar essa barreira e no fim, me vi acompanhando avidamente as aventuras de Lucy e Ed. Continuar lendo

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The Indigo Spell – Richelle Mead

Atenção, este post trata do terceiro livro da série Bloodlines, de Richelle Mead, e pode conter spoilers do enredo dos livros anteriores. Para ler as resenhas dos outros livros da série, clique no nome do livro: Bloodlines e The Golden Lily. Toda a série vem depois da série Vampire Academy, e pode conter alguns spoilers dessa série.

*Já resenhei toda a série aqui no Blablabla: Vampire Academy, Frostbite, Shadow Kiss, Blood Promise, Spirit Bound e Last Sacrifice.

O terceiro livro da série começa com Sidney sendo chamada para encontrar uma pessoa. Ela está acostumada a ter que resolver os problemas das pessoas ao seu redor, então não seria nada fora do normal, não fosse o fato de que ela vai ter que usar magia para isso. E ela odeia usar magia. É que Sidney é uma Alquimista, grupo de humanos que reconhece que existem vampiros no mundo e luta para mantê-los longe do resto dos humanos. Para os Alquimistas, os vampiros são criaturas nefastas, e o fato de que eles podem fazer magia é prova disso – e Sidney se despreza por ter habilidades com magia, e evita usá-la. Continuar lendo

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